Augusto Cury na Univrsidade da Criança (Portugal)

A Universidade da Criança é um projecto inovador dirigido pela APUC, em Portimão, com o apoio de Augusto Cury e a colaboração do Instituto da Inteligência. Informe-se mais em http://www.building-the-school-of-the-future.eu/

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NÃO PERCA ESTA OPORTUNIDADE!
Pode fazer o curso em qualquer altura do ano!
Empresas, cidades, clubes e outras organizações são os locais ideais para se realizarem actividades de Psicologia Positiva. Você não tem de ser psicólogo para aprender as técnicas e desenvolver as habilidades necessárias para se tornar num Animador bem sucedido.
A Psicologia Positiva é uma nova corrente de psicologia orientada para o bem-estar, a auto-descoberta e o aproveitamento das capacidades e recursos pessoais em prol de uma vida mais feliz. Você pode ajudar os outros, no seu emprego, na escola, na comunidade, formando grupos e fazendo seminários e pequenos cursos. E, quem sabe, tornar-se num conhecido divulgador da Psicologia Positiva.
Você aprenderá a falar em público, a trabalhar com grupos e a entrar no mundo fantástico da psicologia positiva. Consulte-nos através do email geral@institutodainteligencia.net.
Inscrições abertas todo o ano.

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Congresso Internacional do Instituto da Inteligência


Foz do Iguaçu, Brasil
Outubro 2009

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A INTELIGÊNCIA DAS MÃES


Num recente número da prestigiada revista portuguesa PAIS & FILHOS foi abordado o tema da inteligência das mães.
Segundo um estudo científico parece que a maternidade torna as mulheres mais inteligentes. É um artigo que deve ser lido.
Na preparação daquele trabalho o neuropsicólogo Nelson S. Lima, do Instituto da Inteligência, foi convidado a dar a sua opinião. Aqui fica o conteúdo total da entrevista de onde aquela publicação retirou depois alguns enxertos.

- É verdade que o cérebro dos seres humanos tem uma grande capacidade de plasticidade e, por isso, podemos estar sempre a tornar-nos mais inteligentes?
Sim, é verdade. A neuroplasticidade permite que o cérebro humano amplie a sua destreza mental através de novas aprendizagens e de estimulação. Estima-se que uma pessoa que mantenha uma mente activa e culta possa fazer subir o seu QI em 15% durante a vida.

- A maternidade pode alterar alguma coisa no funcionamento do cérebro das mulheres, tornando-as mais inteligentes?
Não direi mais inteligentes mas mais diligentes. Não apenas as alterações químicas no cérebro provocadas pela condição da maternidade como as alterações psicológicas forçadas pelo exercício do papel de mãe estimulam o desenvolvimento de processos básicos como a atenção, a concentração, a intuição e uma maior sensibilidade às emoções.

-Que efeitos têm no cérebro das mulheres a oxitocina e a prolactina?
A oxitocina está envolvida nos processos emocionais. Ela actua junto da amígdala (localizada no sistema límbico cerebral) e está relacionada com a produção de sentimentos de generosidade e de confiança. Nas mulheres, conduz a uma maior receptividade e afectividade face aos outros, em especial os filhos. Já a prolactina é uma hormona que estimula o crescimento e a produção de leite durante a gravidez e a amamentação. Está, todavia, dependente também dos estados emocionais, da oxitocina e dos níveis de stress.

- O sentimento que une uma mãe a um filho pode dar novas capacidades ou alterar comportamentos na mulher?
Como em todos os sentimentos de sinal positivo que envolvam e unam pessoas (amizade, afeição, amor, etc) também as relações, atitudes e comportamentos entre mãe e filho dependem, basicamente, da natureza das emoções que são geradas. Os sentimentos positivos são auto-motivadores e susceptíveis de darem maior visibilidade a potencialidades encobertas anteriormente. É o caso da capacidade de amar que só se torna visível e disponível quando surge a pessoa ideal (neste caso, um filho) que vai dar origem a uma nova relação afectiva.

- Porque é que muitas mulheres experimentam uma sensação de ficarem mais distraídas, ou mesmo mais burras, durante a gravidez ou imediatamente a seguir ao parto?
A gravidez é um processo que produz imensas transformações químicas e comportamentais no corpo (logo, também no cérebro) da mulher. Eu não sei se a sensação que descreve é, de facto, percebida como uma espécie de perda de capacidades. Talvez seja apenas uma interpretação errada de sentimentos íntimos que a nova condição de mãe sugere e que tem origens mais culturais do que biológicas.

O novo livro de Augusto Cury


O Vendedor de Sonhos é uma saga contada em vários livros com os mesmos personagens. Nessa saga, o drama e a comédia, a dor e o riso, a sanidade e a loucura percorrem as mesmas artérias, invadem os textos e tumultuam a história. Embora haja uma sequência, cada livro pode ser lido separadamente. Eu não imaginava que o primeiro livro, O Vendedor de Sonhos - O chamado, tivesse um sucesso explosivo, em especial porque é intensamente crítico do sistema social e porque grita que as sociedades modernas se tornaram grandes hospitais psiquiátricos onde o normal é ser doente. Agora estamos no segundo livro, O Vendedor de Sonhos - A revolução dos anônimos.
No primeiro livro, O chamado, surge um personagem misterioso chamado Vendedor de Sonhos, ou Mestre, cuja origem e história ninguém sabe, que "chama" os caminhantes para segui-lo numa jornada arriscada para refletir e denunciar as loucuras do sistema social. Os discípulos chamados são tipos desvairados, excêntricos, complexos e confusos. Eu me vejo neles, e creio que vários leitores também. Nesse livro o Mestre inquieta, perturba e instiga seus ouvintes a procurar o mais importante de todos os endereços, um endereço que mesmo os reis raramente encontraram: o interior da alma humana.
No segundo livro, A revolução dos anônimos, o Mestre continua virando a sociedade de cabeça para baixo. Seus discípulos "amalucados", dos quais se destacam Bartolomeu e Barnabé, ganham asas, revelando uma criatividade surpreendente e aprontando mil peripécias. Provocam, satirizam e instigam a tudo e a todos, inclusive o próprio Vendedor de Sonhos. Esta obra mostra que as sociedades são constituídas de heróis anônimos, que não estão sob os holofotes da mídia.
Entre esses anônimos se encontram os deprimidos, que, apesar de abatidos pela cálida dor, enfrentam com dignidade seu inverno emocional; os ansiosos, que, solapados pela inquietação, sonham com dias tranquilos; os portadores de câncer, que, como guerreiros, lutam pela vida e fazem de cada dia um momento eterno; os pais, que esgotam seu corpo e sua mente para sustentar e educar os filhos; os professores, que, com salários magros e sem aplausos sociais, movem o mundo ao ensinar a seus alunos o pensamento crítico; os alunos, que, como frágeis Quixotes, creem que poderão mudar a história sem ter noção de que vivem num sistema social engessado e pouco generoso às novas ideias; os trabalhadores de escritórios e empresas, que não são notados a não ser quando causam escândalos, mas que têm histórias borbulhantes. Todos eles são de alguma forma vendedores de sonhos, embora também vendam pesadelos.
Cada ser humano é uma caixa de segredos, mesmo quando, míopes, não os notamos. Explorá-los, gastar algum tempo com eles é um privilégio.
Como psiquiatra, psicoterapeuta e autor de uma teoria que estuda o admirável mundo dos pensamentos e o complexo processo da formação de pensadores, tenho aprendido muito com cada um desses anônimos e descoberto um tesouro soterrado em seu psiquismo. Sinto-me pequeno perto de muitos deles.
O romance O Vendedor de Sonhos - A revolução dos anônimos, ao destacar esses tipos anônimos, reflete que nossa história é admiravelmente complexa, escrita com lágrimas e júbilo, tranquilidade e ansiedade, sanidade e loucura.
Fonte: revista Veja (Brasil).

Augusto Cury entrevistado pela ZEN ENERGY

Augusto Cury é avesso a entrevistas. Todavia, o seu sucesso como escritor, aconselha a que abra as suas portas aos jornalistas. Assim tem acontecido ultimamente. Depois da Reader´s Digest eis que encontramos na nova revista portugesa ZEN ENERGY uma interessante conversa entre a jornalista Elisabeth Barnard e A.Cury e que é reproduzida ao longo de 6 páginas. Para ler no número de Maio 2009.
Destacamos, seguidamente, algumas passagens.
Pergunta: Os seus livros têm sempre temas muito sérios e profundos. Como funciona a sua escrita?
Resposta: Essas ideias surgem porque porque eu aprendi a perder o medo de me perder nas trajectórias do meu pensamento, das minhas emoções, questionando o que é a vida como espectáculo único e imperdível, ficando deslumbrado com o fenómeno da existência (...). Mais adiante, Cury termina a resposta alertando-nos: "A existência é como um grande teatro e nós vamos ensaiando a nossa peça existencial e, em breve, todos nós encerraremos o último acto da existência diante da plateia em lágrimas, no pequeno palco de um túmulo".
Pergunta: Por poder exprimir-se como o Augusto se exprime, pensa que foi escolhido para nos dar esses ensinamentos, para nos abrir a mente e tentar analisar o que está dentro da nossa cabeça?
Resposta: (...) sou apenas um pequeno aprendiz, um semeador de ideias. (...) Eu sou apenas um psiquiatra, um investigador da última fronteira da ciência onde nascem os pensamentos (...).
Pergunta: Que mensagem poderia transmitir a todas as pessoas que estão a sofrer com a crise?
Resposta: (...) sejam vendedores de sonhos; se sonharem não tenham medo de falhar; se falharem, que não tenham medo de chorar, e, se chorarem, que repensem as suas vidas, mas que não desistam. Há sempre uma nova oportunidade.
(...) eu gostaria que todas as pessoas nunca desistissem das pessoas que amam, que lutassem sempre pelos seus sonhos e entendessem que, apesar dos seus defeitos, já não são um número na multidão, mas sim seres humanos únicos, estrelas vivas no teatro da existência.

Se desejar contactar com a revista ZEN ENERGY escreva para a directora e.barnard@joeli.pt ou visite o site www.joeli.pt/zen/

O PRÓXIMO LIVRO DE AUGUSTO CURY

Chama-se A Revolução dos Anônimos e sai em Maio 2009. É a continuação de O Vendedor de Sonhos. Leia mais em:
http://clubeaugustocury.ning.com/notes/Entrevista_a_Augusto_Cury
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Miss Brasil 2009 leitora de Augusto Cury

Em entrevista aos jornais brasileiros, Larissa Costa, professora e recém-eleita Miss Brasil 2009, confessou que o seu livro preferido é: "Pais Brilhantes, Professores Fascinantes", de Augusto Cury, relacionado à minha profissão. Mas é um livro que eu recomendo para todo mundo, mesmo para quem não é da área de educação".
Notícia de 13 de Maio de 2009 (ler toda a entrevista em http://www.primeiraedicao.com.br/?pag=entretenimento&cod=2184).

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CLUBE DE LEITORES AUGUSTO CURY

Associação Internacional de Pais

É um nova associação internacional de pais que apresenta a particularidade de poder tornar-se na mais revolucionária e interventiva instituição do seu género num momento particularmente delicado da sociedade humana.
Orientada por uma visão liberal e multifocal, sem tabús, sem hipocrisias nem medo de ser politicamente inconveniente para com os poderes instalados na nossa sociedade conservadora e agarrada a interesses, crenças e mitos (sejam eles quais forem), a Associação Internacional de Pais, totalmente apartidária (mas não apolítica), revela-se ousada nas suas ambições e disposta a uma actuação diferente daquilo que habitualmente assistimos em associações congéneres.
A Associação Internacional de Pais tem já o seu forum disponível em http://www.associacaonacionaldepaismodernos.ning.com/. Inscreva-se! Já somos quase 300 membros de Portugal e Brasil.

A espiritualidade

Num mundo cada vez mais accionado pelos interesses materiais e económicos é importante não esquecermos a natureza humana e espiritual de que também somos feitos. Todos somos um EU, uma pessoa completa e diferente de qualquer outra. Todos temos um cérebro, tantas vezes demasiado racional e objectivo, que contem igualmente células carregadas de energia espiritual e não apenas psíquica. É essa natureza espiritual e humana que devemos cultivar, partilhar e difundir.

Espiritualidade que não é sinónimo de religiosidade. Eu, por exemplo, sendo um ser também espiritual não sou, todavia, religioso. Na verdade, confesso, as religiões nem sempre são boas conselheiras pois muitas vezes cometem tremendas injustiças, são dominadoras, manipuladoras da mente e das emoções, conduzindo ao fanatismo, à fé cega e desprovida de sentido crítico.

A espiritualidade tem mais a ver com o mundo dos sentimentos, das profundidades do nosso ser, com a intimidade humana da alma. Se acreditamos num Deus ou não isso para mim não é importante pois, como disse, a espiritualidade não obriga a que sejamos seguidores de uma religião ou de um credo.

Ser espiritual é colocar ao nível da inteligência do nosso quotidiano atitudes, comportamentos e práticas dotadas de valores, princípios e normas que reforcem o nosso carácter e a capacidade de tomarmo decisões justas e honestas. Ser espiritual é, na verdade, ser inteligentemente humano.

Finalmente, agora que todos os dias e a todas as horas nos anunciam um ano 2009 muito problemático, é importante que os decisores políticos e os detentores do capital levem em conta que não somos apenas consumidores, pagadores de impostos, gente anónima e sem poder algum nas mudanças que transformam o mundo. Cada pessoa encerra em si um capital intelectual, emocional e espiritual que não pode ser ignorado nem desprezado por ninguém, muito menos pelos senhores do mundo.

Cultivemos pois a nossa inteligência não apenas através da valorização do nosso conhecimento mas também através da harmonia e da paz que têm como fonte de inspiração a nossa espiritualidade. E saibamos ser saudavelmente críticos e auto-críticos para gozarmos a plenitude dos nossos recursos e talentos. Por isso, usemos também o direito à indignação e ao protesto. Sem medos, nem inibições.
Nelson Lima. Curso Psicologia Multifocal.

O Futuro da Humanidade

Não podemos confiar mais nos velhos e desgastados modelos mentais que nortearam a sociedade humana até ao ponto de ruptura e de falência em que vivemos.
A crise de que todo o mundo fala foi despoletada por um conjunto de factores que já se fazia anunciar há dezenas de anos, mas que poucos se aperceberam. Não é uma crise económica. Esta é apenas uma consequência. E de quê?

Ler mais em www.psiquemultifocal.blogspot.com

Saiba mais novidades no nosso Clube

Clube de Leitores de Augusto Cury
Ligue-se a muitas mais pessoas (serviço gatuito) em
Psicologia/Instituto da Inteligência, 2008
Você nunca sabe o que acontecerá
no dia amanhã. O ideal não é esperar
grandes mudanças para produzir
grandes atitudes.
Hoje você tem seus filhos, sua esposa,
seu marido, seus pais, seus amigos e
colegas de trabalho. Eles são um
grande tesouro. Mas será que você tem
explorado esse tesouro? Será que você não
se enterrou no solo de suas
preocupações, no terreno da sua
ansiedade?
Saia do labirinto e refaça a sua agenda.
Saia para amar, conquistar novos
caminhos, abrir novos horizontes,
ser líder de seu próprio mundo.
Augusto Cury

Mente Multifocal

Curso de Introdução à Psicologia Multifocal
A mente é um campo de energia. Ela é especialmente feita de estruturas psicodinâmicas que regem a memória e as emoções. É nesses bastidores profundos que se organiza a “consciência do EU” e se constroem os pensamentos, as ideias, as emoções e a inteligência multifocal.
Lisboa: 16 e 17 de Maio de 2009
Consulte: www.psiquemultifocal.blogspot.com

Clube de Fãs de Augusto Cury!!!

O Centro de Estudos Augusto Cury (CEAC) criou o CLUBE DE FÃS AUGUSTO CURY. Torne-se membro e participe! Não custa nada!
Inscreva-se na comunidade www.clubeaugustocury.ning.com

Pergunte: nós respondemos!

A partir de agora você pode colocar-nos perguntas sobre Psicologia, Neuropsicologia, Ciências Cognitivas, Emoções e outras de seu interesse relacionadas com a Mente Multifocal.
O neuropsicólogo Nelson S. Lima, disciplo e investigador da obra de Augusto Cury, responderá!
Pesquise já em www.faleconnosco.blogspot.com.

Novo portal (Brasil)

Trata-se de um um novo portal, criado no Brasil, para entrar "no ar" durante o mês de Abril. O Instituto da Inteligência (Portugal e Brasil), por convite da Editora, participará activamente com artigos e sugestões relacionadas com saúde e bem-estar.
O Casa & Vida foi criado com o propósito de melhorar a qualidade de vida das pessoas, tendo a moradia e seus habitantes como ponto focal.
► Concebido, inicialmente, como um portal de conteúdo, incluirá no futuro, ferramentas de interacção social e muitas outras funcionalidades objectivando tornar-se o melhor portal do sector no Brasil.
► Nasce com a missão de reaproximar profissionais, empresas e consumidores em um espaço aberto, ético e colaborativo.
O endereço será brevemente tornado público!

ENTREVISTA COM AUGUSTO CURY

É isso que é preciso para ser feliz?
A felicidade não é linear, não é fruto de uma casta, não é um dom genético. A felicidade é um processo de conquista. Uma pessoa para desenvolver uma emoção com o máximo de prazer tem de aprender a fazer muito do pouco. Quem precisa de grandes eventos e sucessos para expandir o prazer de viver asfixia a sua emoção. É necessário fazer das pequenas coisas um espectáculo para os olhos, para ser feliz - diz Augusto Cury.
Para ler toda a entrevista >> clique AQUI

Delegação na cidade de São Paulo (Brasil)

O Instituto da Inteligência nomeou o Dr. Daniel Figueiredo responsável pela delegação do Centro de Estudos Augusto Cury (CEAC) na cidade de São Paulo (Brasil). O Dr. Daniel Figueiredo, licenciado em História pela Universidade Lusíada, é Sócio Director do Instituto Carpe Diem (Brasil) e director pedagógico do Museu do Computador naquela cidade.

Dito por Augusto Cury

RELAÇÃO COM DEUS "Não tenho uma religião, tenho um Deus. A busca de Deus não é fruto de um cérebro apequenado mas exigente. Fui o maior dos ateus mas fiz o percurso inverso ao do cientista e concluí que quando a ciência sai, entra a fé."
FANTASMAS PESSOAIS "Comecei a escrever para exorcizar os meus fantasmas. Toda a criatividade é inerente à essência de quem cria. Acabei com três mil páginas e uma nova teoria, ‘Inteligência Multifocal’, que ninguém entendeu."
PONTO DE VIRAGEM "Aos 21 anos, estudante de Medicina, vivi uma crise existencial que me reduziu ao caos e à dor: ou me entregava a ela ou aprendia com ela. Aprendi a aprender."
In jornal "Correio da Manhã", Portugal

Entrevista à revista ELLE

Sobre a Felicidade.
Entrevista a Nelson S. Lima, director do Centro de Estudos Augusto Cury. Como se conquista a felicidade? Eis uma das respostas:
"Na paz interior, na conquista do equilíbrio das forças que nos orientam na vida, tal como o amor, a amizade, a auto-realização, o aproveitamento dos recursos pessoais (como a saúde, a inteligência, a asssertividade, a capacidade de aprender, etc.).
O consumismo excessivo destrói a simplicidade, fragiliza o Eu Pessoal, conduz à esterilidade dos sentimentos tornando as pessoas insensíveis e ao mesmo tempo obcecadas com a conquista de riquezas que ampliem o seu espólio de bens materiais. A esperança em encontrar a verdadeira felicidade por meio desse tipo de conquistas é uma ilusão, uma distorção da consciência que pode arrastar as pessoas para a solidão e a angústia existencial
".

Brevemente, toda a entrevista nas páginas da revista ELLE.
Já conhece a nova página do
CENTRO DE ESTUDOS AUGUSTO CURY?
Para ver, clique >> aqui!

"Sábados da Mente". VOCÊ PARTICIPA!!!

A partir de Maio, nas cidades de Lisboa e Porto, um sábado por mês, abrimos as nossas portas para conversarmos informalmente consigo sobre temas de psicologia tais como problemas emocionais, dicas de auto-ajuda, exercícios para melhoria de atitudes, desenvolvimento da auto-estima, tratamento de fobias, como gerir o stress, problemas pais-filhos, etc.
Junte-se a mais pessoas, traga mais participantes e venha conversar sobre psicologia, questões da mente, problemas como ansiedade, depressão e outras perturbações sobre as quais deseje saber mais.
Alguns temas a abordar (exemplos):
- o que é a mente? como funciona?
- como nasce a mente durante a gestação?
- a mente evolui ao longo da vida?
- o que é a inteligência?
- perde-se inteligência com o envelhecimento?
- quais as doenças de mente?
- podemos ficar doentes mentais?
- o que é pensar?
- o que são as emoções?
- que diferença há entre emoções e sentimentos?
- porque é que as paixões são arrebatadoras?
- tem a mente influência na saúde do organismo?
- pode o corpo influenciar a mente?
- como o cérebro produz a consciência?
- porque é que ficamos ansiosos?
- o que causa as depressões?
- há uma fórmula para a felicidade?
- como fortalecer a auto-estima?
- que tipos de memórias temos?
- como se pode melhorar a memória?
- o que pode causar o insucesso escolar?
- a mente morre depois da morte?
- que vantagens traz a meditação?
- pode modificar-se a personalidade?
- porque é que, de repente, uma pessoa pode tornar-se numa criminosa?
- o que é o carácter? e o temperamento?
- porque é que as drogas causam dependência?
- pode-se realmente ensinar a sexualidade?
- o que são as "janelas killer"?
- o que é o Síndrome do Pensamento Acelerado?
- o que é a intuição?
- usamos apenas 10% do nosso cérebro?
- o que é que está no inconsciente?
- para que serve a hipnose? resulta mesmo?
- etc.
Sessões abertas ao público em geral, dos 16 aos 90 anos, que queira aumentar seus conhecimentos e manter uma mente jovem e sadia. Preços muito acessíveis. Peça informações a geral@institutodainteligencia.net ou ligue para 965197381 (das 10h às 23h), todos os dias da semana.

Instituto da Inteligência no Brasil

Um estudante finalista do curso superior de arquitectura de Salvador da Bahia escolheu o Instituto da Inteligência como tema para o seu trabalho final de graduação na Universidade Federal da Bahia.
O trabalho consta da elaboração de um projecto arquitectónico de uma sede do instituto naquela cidade para responder à diversidade de serviços a prestar à comunidade local e regional (cidade e Estado da Bahia).

O Poder Oculto do Inconsciente

Curso em 9 de Maio, no Porto!
Está demonstrado cientificamente que tomamos consciência das nossas decisões meio segundo depois de já a mente ter decidido! Estranho? Pois é. É como se uma inteligência inconsciente agisse em nosso nome pondo em causa a ideia de que somos seres totalmente dependentes da nossa consciência e que mandamos plenamente nos nossos pensamentos. Parece que não é bem assim que as coisas se passam. Leia o artigo do neuropsicólogo Nelson S. Lima em www.psiquemultifocal.blogspot.com/ (Centro de Estudos Augusto Cury).

Como nasce a Mente?

Quer saber mais sobre a Mente Humana?
Visite as nossas páginas

Novo blog de AUGUSTO CURY

O Centro de Estudos Augusto Cury criou um novo espaço na internet para quem deseje aprofundar mais os conhecimentos sobre a Psicologia Multifocal de Augusto Cury.
Visite www.psiquemultifocal.blogspot.com /A Mente Humana.

O Instituto da Inteligência no Brasil

Sede nacional
Cidade Foz do Iguaçu, Paraná.
Visite a nossa página inaugural

A mente segundo Augusto Cury


Eis os 4 grandes fenómenos universais comuns a todos os seres humanos (três deles independentes da vontade mais o controle consciente do "Eu") que trabalham sinergicamente nos bastidores de nossa mente para produzir o fantástico mundo dos processos de construção dos pensamentos e da transformação da energia emocional e motivacional:

O Autofluxo da Energia Psíquica
O discurso sobre o fenómeno do Autofluxo da Energia Psíquica indica que a nossa mente vive numa dinâmica constante e inevitável desde os primeiros pensamentos produzidos pelo feto até o fim da vida do ser humano. É impossível para nós interrompermos o fluxo de nossos pensamentos pois o Autofluxo da Energia Psíquica actua independente da nossa vontade consciente. Até mesmo a tentativa do vácuo de pensamento já é uma manifestação do pensamento.
A Autochecagem da Memória
A produção de conhecimento tem como base o fenómeno da Autochecagem da Memória. Muitos dos pensamentos e emoções gerados nos bastidores de nossa mente são produtos de um fenómeno que actua clandestinamente lendo determinadas áreas da memória, sintetizando pensamentos e modificando o conteúdo de nossa emoção "sem que tenhamos autorizado tal actividade".
A Âncora da Memória
Sobre o fenómeno da Âncora da Memória Cury procura abrir os nossos olhos para o facto de que nem todo conteúdo de nossa memória está disponível para ser lido num determinado momento existencial, mas sim algumas áreas determinadas por esse fenómeno. Segundo Cury, os deslocamentos da Âncora da Memória consistem na variável intrapsíquica de maior relevância em relação ao conteúdo de nossos pensamentos. Em momentos e fases de vida de forte turbulência emocional a Âncora da Memória pode "travar" restringindo o nosso acesso a “diversos arquivos existenciais”, tornando-nos rígidos, pobres e pouco qualitativos nos nossos pensamentos gerando não poucas vezes várias distorções na interpretação dos factos e situações psicossociais.
O EU
Finalmente, o fenómeno do Eu pode ser definido como a nossa consciência existencial do mundo que somos e em que estamos, em resumo, a nossa identidade existencial, a nossa consciência de nós mesmos. O Eu, através do processo de interiorização existencial pode exercer um domínio no redireccionamento dos outros 3 fenómenos; porém, jamais interromper ou eliminar essa actuação. O Eu é ao mesmo tempo servo e líder do Autofluxo, da Autochecagem e da Âncora da Memória. Sem uma postura firme, apaixonada e determinada do “Eu”, a nossa produção de pensamentos e emoções fica entregue aos outros 3 fenómenos intrapsíquicos os quais têm a função primordial de "financiar" gratuitamente o funcionamento da mente, porém o pensamento crítico, centrado em princípios humanísticos, é a responsabilidade principal do “Eu”.
Caso esse fenómeno não amadureça qualitativamente ao longo do processo existencial, a nossa produção de conhecimento pode ter muito pouca qualidade gerando todas as formas de violação dos direitos humanos.
Para saber mais leia www.psiquemultifocal.blogspot.com

Universidade da Criança segue ensinamentos de Augusto Cury


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Portugal

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Quer saber mais sobre a psicologia multifocal?

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Psicologia Multifocal na rádio!

A PSICOLOGIA MULTIFOCAL assim como a obra de Augusto Cury foram tema de reflexão na rádio no dia 6 de Fevereiro entre as 15h e as 16h30, por convite da TSF/rádio notícias(Portugal)
O jornalista João Paulo Menezes entrevistou o neuropsicólogo doutor Nelson S. Lima, responsável do curso "Psicologia Multifocal". Sintonize-se em http://tsf.sapo.pt/paginainicial/.

A doença é o grito da alma agredida!

Nelson S Lima (Instituto da Inteligência):
Temas de Psicologia Multifocal
"O papel da psique na doença está cada vez mais demonstrada na pesquisa científica. A propósito, o escritor Peter Altenberg disse que "a doença é o grito de uma alma agredida”.
Talvez a pessoa hipocondríaca seja aquela que melhor ilustra esta situação. Ela vive obcecada com o medo das doenças.
Ela tem sensações no corpo que as interpreta como sintomas de doenças. Ela somatiza os seus medos, a sua angustia existencial. Ela quer viver plenamente mas o seu ego se retrai perante desafios cujas coordenadas desconhece. Ela tem dificuldade em se auto-conhecer e experimentar a aventura de viver. Ela recolhe-se em seu casulo. Ela preferiria regressar ao ventre da mãe onde se sentiu, em tempos, protegido. Ela é um assustado animal que se perdeu na floresta e desconhece o caminho do regresso.
E, assim, a hipocondria pode ser definida como uma perturbação de natureza psicossomática onde a mente angustiada exerce tão grande pressão sobre o organismo que as sensações mais inofensivas se transformam em medo. Não tanto o medo da morte mas, pior ainda, o medo da vida!"
Saiba mais em http://www.nelson-lima.blogspot.com/, http://www.idademaior.iol.pt/ e http://www.reddoms.com.br/ (Brasil). E dia 6 de Fevereiro, na emissora TSF, das 15h às 16h30, Portugal.
Curso dias 7 e 14 de Fevereiro (sábados), na cidade do Porto.

O papel da mente na saúde e na longevidade

Não há nada de novo mas a medicina tem dado muito pouca importância ao tema, mesmo depois de se ter criado o termo "psicossomática" para descrever as alterações orgânicas e as enfermidades que são provocadas, afectadas ou estimuladas pela psique, os comportamentos e os estilos de vida.

Ao contrário do que geralmente está convencionado, a mente não está alojada na cabeça. Ela está centrada no cérebro mas os seus efeitos distribuem-se por todo o organismo a cada instante. Já todos percebemos como uma emoção forte acelera o coração ou como ficamos "gelados" com uma notícia aterradora. Mas, subtilmente, mesmo o estado do nosso humor e do nosso ânimo, afectam todo o corpo, ainda que disso não tenhamos consciência.

Quantas indisposições "físicas", quantas doenças e perturbações não têm origem no nosso mundo psíquico, por vezes nas memórias emocionais, sem que disso tenhamos consciência. Infelizmente, os médicos, de uma maneira geral, tratam os problemas psicossomáticos com alguma indiferença, até mesmo com algum desprezo. E, não obstante, o tema é científico e não esotérico. Faria muito bem a muitos médicos perceberem um pouco mais da psicologia humana e tratarem dos doentes mais do que das doenças propriamente ditas.

O assunto é sério, ultrapassa o entendimento de alguns curiosos e aventureiros que debutam no campo das medicinas alternativas e seus anexos, exige especialização e, por isso, aqui fica o meu alerta.

Tenha em conta que todas as enfermidades têm algum tipo de ligação íntima com a psique e o estado de espírito; variam de aspecto, frequência, predisposição e gravidade em função da personalidade (a pessoa no seu todo) e dos padrões de comportamento e, finalmente, devem ser objectivamente estudadas e acompanhadas por quem sabe.

A influência da mente (das disposições, dos pensamentos, das emoções, etc) sobre o corpo (incluindo o próprio cérebro) é muito grande (estima-se que 80% das doenças atualmente conhecidas são "alimentadas", quando não provocadas, pelos estados de espírito).

Mais do que o tão badalado "pensamento positivo" (uma já estafada crença nem sempre fácil de cumprir) necessitamos é de melhorar o nosso auto-conhecimento, o nosso equilíbrio emocional e sentimental, a nossa auto-estima e a nossa capacidade de tomarmos decisões e assumir escolhas. Com isso iremos melhorar o nosso sistema imunitário, isto é, as defesas que o corpo gera de forma natural. Ficaremos então menos vezes doentes e a cura será mais rápida.

E, assim, a longevidade pode então ser uma conquista da inteligência mais do que dos genes, dos fatores ambientais e da sorte. Porque ser inteligente é saber fazer opções. Mesmo na saúde.

Saiba mais no curso O CÓDIGO DAS EMOÇÕES, brevemente no Porto e em Lisboa.

A verdadeira inteligência

Uma pessoa inteligente é a pessoa dotada de uma personalidade completa. Um dilema se coloca, porém, ao ser humano: é que o facto de saber que tem inteligência pode tornar-se na sua glória ou na sua agonia. Tudo depende do uso que fizer dela. A inteligência não é garantia de Sabedoria, Felicidade, Competência, Discernimento e Talento. A inteligência é uma possibilidade em aberto, um recurso pessoal, uma potencialidade feita de emoções, sentimentos, pensamentos, memórias, sonhos, desejos, ambições. A inteligência tem de ser cultivada.

Não se gabe pois do seu Q.I. Os resultados dos testes de Q.I. não me impressionam porque apenas revelam uma parte insignificante do nível da sua inteligência. Veja: você pode ter um Q.I. elevadíssimo e estar na prisão por ser um criminoso (aliás, as prisões estão entre os lugares com maior número de gente inteligente por m2).

Assim, o que me fascina e atrai são as personalidades inteligentes! Como ditou o sábio indiano Osho "uma pessoa inteligente está perfeitamente satisfeita com o possível. Ela trabalha para o provável; nunca trabalha para o impossível nem para o improvável, não. Ela olha para a vida e para as suas limitações". Sabe reconhecer e ampliar os seus recursos, as suas possibilidades. E sabe utilizá-los com justiça, honestidade e equilíbrio.

Nelson Lima. Texto inspirado na obra de Augusto Cury e outros autores.

Cury: carta aberta ao Presidente Barack Obama

A outra face da crise

Como autor de uma das poucas teorias mundiais, a Psicologia Multifocal, que estuda a última fronteira da ciência, o processo de construção de pensamentos e a formação de pensadores, gostaria humildemente pedir-lhe sua atenção por instantes. Tenho sido lido por milhões de leitores em mais de cinquenta países, escrevo-lhe não em busca de promoção social, pois raramente dou entrevista na grande mídia. Tenho apreço pelo anonimato.

Escrevo-lhe para dizer que a crise económica actual é mais grave que de todas as outras, inclusive a de 1929, e o senhor precisará mais do que ter boa equipe económica para ajudar o mundo a superá-la, mas precisará também conhecer as sequelas que ela está causando no teatro psíquico dos cidadãos. Essa crise é diferente de todas as outras não apenas por causa da globalização da economia, mas principalmente pela globalização da informação ocorrida quase 50 anos antes da globalização da economia. Essas duas globalizações têm levado à contágios internacionais inimagináveis nos mercados. Em termos comparativos, nem a gripe espanhola ou a varíola nunca tiveram tal virulência.

Infelizmente não houve líderes excelentes capazes de prevenir a crise das hipotecas subprime, o desabamento das bolsas e do crédito. Agora, senhor presidente, além do contágio na economia real, o senhor vai ter de lidar com outro contágio, mais grave e penetrante, o contágio na mente humana pelas construção das janelas killers e pela síndrome SPA, síndrome do pensamento acelerado. Permita-me explicar, a luz do teatro psíquico, os dantescos desafios que o senhor deverá enfrentar.

Em primeiro lugar, nos computadores o usuário arquiva o que deseja, enquanto na memória humana isso é impossível, pois o registo das idéias lúcidas ou estúpidas são arquivadas no córtex cerebral involuntariamente, por um fenómeno que chamo de RAM, Registro Automático na Memória. Em segundo lugar, nos computadores o usuário pode deletar os arquivos que bem entender, enquanto na memória humana isso é novamente impossível, a não ser através de uma degeneração, trauma ou tumor cerebral. A única possibilidade é reeditar a memória com novas idéias, atitudes, reações surpreendentes. Em terceiro lugar, nos computadores o usuário pode acessar os arquivos que quiser, enquanto na memória humana, acessamos por áreas específicas, que chamo de janelas da memória.

O desafio do Homo Sapiens é abrir o máximo de janelas para dar respostas inteligentes nas situações estressantes. A maioria dos líderes falham nesse desafio. São presos pelo cárcere da rotina, não conseguem abrir o leque da inteligência. Por quê?

A grande questão é que quando vivenciamos uma experiência de perda, frustração, crise financeira, o fenômeno RAM registra de maneira privilegiada essa experiência gerando o que chamo de janela Killer ou zona de conflito. Quando entramos numa janela Killer o volume de ansiedade que ela gera bloqueia milhares de outras janelas, impedindo-nos o acesso a milhões de informações para construirmos cadeias de pensamentos inteligentes nas adversidades.

Quando entramos numa janela Killer reagimos por instinto, abortando a criatividade. Por isso, os maiores erros de um ser humano são cometidos nos primeiros 30 segundos de tensão. Por exemplo, as palavras que os pais e professores nunca deveriam dizer para seus filhos e alunos são produzidas nesse breve intervalo. Grande parte dos assassinatos, homicídios, ataques terroristas, é executado nesses cálidos momentos. A crise económica está produzindo uma avalanche de janelas killers.

A insegurança é uma janela killer que tem um medo racional, mas controlável. Fobia é uma janela que contém um medo irracional e de difícil controle e pânico é uma janela que contem um medo irracional e incontrolável. Nessa crise económica, estamos saíndo das fronteiras da insegurança para penetrar na janelas da fobia e o passo seguinte é entrar na esfera do pânico, nesse caso as pessoas esfacelam a confiança no sistema financeiro, nas instituições políticas, em seus líderes e no futuro. O resultado? O caos se instala. As janelas Killers do pânico já instalaram nos agentes que operam as bolsas de valores, haja vista a irracionalidade e flutuabilidade do valor das ações, mas se ele atingir os cidadãos comuns, eles conterão drasticamente seus gastos e começarão a sacar seu dinheiro dos bancos gerando uma desordem incontrolável, quebra em cascata. O problema é que as janelas Killers que foram produzidas na crise não podem ser deletadas, só reeditadas. Eis seu primeiro grande problema como líder.

No passado o numero de informações dobrava a cada dois séculos, hoje se dobra a cada cinco anos. O excesso de informações é registrado pelo fenómeno RAM, excitando os fenómenos inconscientes que lêem a memória numa velocidade nunca antes vista, gerando a síndrome do pensamento acelerado, SPA. Tive a felicidade de descobrir essa síndrome e a infelicidade de saber que grande parte das crianças e dos adultos na atualidade a possui.

Pensar com consciência crítica é bom, pensar excessivamente rouba energia do córtex cerebral gerando um desgaste físico maior do que vários trabalhadores braçais, gerando fadiga excessiva, irritabilidade, mente agitada, insatisfação crônica, sofrimento por antecipação, déficit de memória, dores de cabeça, dores musculares, etc. A SPA é seu segundo grande desafio como líder.

Toda vez que aceleramos os pensamentos diminuímos o gral de reflexão e distorcemos nossa observação. Note como as pessoas do seu páis estão agitadas. Elas falam frequentemente da crise, pensam na crise e respiram a crise. A SPA pode acelerar a formação de janelas Killer e expandir o pânico social. Portanto, reeditar as janelas killer e desacelerar o pensamento do seu povo e dos agentes financeiros são metas dantescas em tempo de crise. Não há mágica para isso, apenas princípios que passo a descrevê-los, como relato no meu livro Think, and Make it Happens.

Todo pacote económico pode ser útil, mas nenhum deles deleta as janelas Killers e resolve a SPA. Só um líder extraordinário, que conhece o teatro da mente humana, poderá ter mais chances de aliviar esse desastre emocional. Se o senhor for um bom líder será derrotado, só sobreviverá se for um excelente líder.

Abrahan Lincoln, o grande líder que o senhor se espelha, teve sucesso ao libertar os negros, mas falhou em reeditar as janelas killers do preconceito e da discriminação. Elas permaneceram vivas e foram transmitidas oral e sutilmente para outras gerações. Por isso, um século depois Martin Luther King estava lutando pelos direitos civis dos negros. Ambos não sabiam que as janelas do córtex cerebral não podem ser deletadas, só reeditadas. O culpado não são ou foram os brancos, mas a educação superficial que não nos ensina a conhecer o funcionamento da mente e suas armadilhas. Conhecemos o imenso espaço que nunca pisaremos, mas não aprendemos a conhecer minimamente o planeta psíquico. Somos tão complexos que quando não temos problemas nós os criamos.

O meu ponto é que essa crise pode trazer sequelas que duram anos, décadas ou mais de um século. Somente um grande líder poderá actuar no inconsciente coletivo da sociedade e reeditar essas janelas e desacelerar a SPA e resgatar a confiabilidade de uma nação. Não lhe dou regras para ser um extraordinário líder, mas com humildade discorro alguns princípios fundamentados na Psicologia Multifocal. Sei que as expectativas mundiais depositadas sobre o senhor beiram a psicose colectiva, por isso penso que seria bom observar todos esses princípios.

Primeiro: saia do cárcere da rotina. Abra o leque da sua mente e tenha reações surpreendentes para que sua imagem possa ser registrada no inconsciente do seu povo pelo fenômeno RAM como um líder versátil, instigante e inteligente.
Segundo: seja honestíssimo consigo mesmo e com seu povo. Não haja pensando no seu futuro político. Não esconda dados, não use disfarces para falar da gravidade dos problemas econômicos e sociais. Os tempos de crises exigem líderes completamente transparentes. Não faça como o presidente do meu país, o Brasil, que tentando amenizar o teor da crise disse que seríamos atingidos apenas por uma pequeníssima onda, uma “marolinha”. Nunca vimos ondas tão gigantes.
Terceiro: chore junto com seu povo, sofra com ele, se entregue, solidarize-se. Faça-se pequeno para tornar os pequenos grandes.
Quarto: Seja um vendedor de sonhos e de esperança. Leve seu povo a enxergar o que ninguém vê e entender que ninguém é digno do sucesso se não usar seus fracassos para alcançá-lo e ninguém é digno da sabedoria se não usar usas lágrimas para irrigá-la. Muitos americanos de notável valor estão perdendo suas residências com lágrimas nos olhos, se o senhor não conseguir resolver com imediatismo a perda dos seus endereços, terá de levá-los a encontrar um endereço dentro de si mesmo.
Quinto: não culpe o governo anterior pela crise. Todos já sabem os graves problemas do governo Bush. A miséria social não apenas interessa aos miseráveis, mas também aqueles aos que usam-na para se autopromover. Assuma os erros dos governos anteriores para si, diga “nós erramos”, “ nós todos falhamos”, afinal de contas, o crédito desenfreado e irresponsável foi gestado no governo Clinton e desenvolvido no governo republicano de Bush. Não há “santos” nesse caos.
Sexto: saiba que seu maior desafio não será ser um grande líder dos EUA, mas primeiramente um líder de si mesmo. Ninguém pode ser um grande líder do teatro social se primeiramente não for um grande líder do teatro psíquico. Um líder é testado quando o mundo desaba sobre ele. A maioria sucumbe aos seus escombros. Jamais esqueça que um bom líder corrige erros, mas um excelente os previne. Um bom líder aprende com seus erros, mas um excelente aprende com os erros dos outros...
Torço que o senhor não pense em seu mandato, mas como um grande líder pense na história...

Augusto Cury

Essa carta será divulgada a mais de 600 jornais americanos e será entregue pessoalmente para o Presidente dos EUA e sua equipe económica.

A vida depois dos 50.

Já conhece o nosso mais recente blogue?
TALENTO SÉNIOR
E o site

SABER VIVER!!!

O Instituto da Inteligência estabeleceu uma parceria com o portal português IDADE MAIOR (www.idademaior.iol.pt/), o qual oferece informação especializada e de qualidade a todos aqueles que entraram numa fase da vida em que o que conta é saber viver. Sempre pela positiva, procura ir ao encontro das preocupações e interesses de quem já dobrou o cabo dos 50 mas que ainda quer gozar os muitos anos que lhe restam. Bem estar, beleza, nutrição, pequenos prazeres, relações familiares, fitness ou notícias do mundo são apenas alguns dos temas abordados. Mas não só. O objectivo dos seus promotores - a agência de comunicação Brandkey (www.brandkey.pt/) - é criar uma grande comunidade IDADE MAIOR. Veja também nossa página www.talentosenior.blogspot.com/.

Esteja atento!

Estamos a preparar novidades para

Entrevista com Augusto Cury

Ler em >> www.visaosocial.net/entrevistaaugustocury.html

O que é a inteligência?

Augusto Cury responde
Ao definir o que é inteligência gostaria que o leitor não acostumado a esses conceitos não se desanimasse. Será uma sintética exposição. Para a Psicologia Multifocal a definição de inteligência é abrangente e como o próprio nome da teoria diz, é multifocal, multidinâmica, multifactorial. Alguns autores também sugeriram que a inteligência é multidimensional e modificável (Feurstein, 1980). O conceito global de inteligência entra em três grandes estágios ou três grandes áreas. As duas primeiras são inconscientes e a última, consciente. Ler mais...

O prefácio de O CÓDIGO DA INTELIGÊNCIA

A pedido de nossos leitores no Brasil reproduzimos, nesta página, o prefácio da edição portuguesa de O CÓDIGO DA INTELIGÊNCIA (que é muito diferente da edição brasileira). Leia mais em baixo.

Curso de Psicologia Multifocal (de Augusto Cury)

A Psicologia Multifocal, criada e desenvolvida pelo Dr Augusto Cury, estuda sobretudo quatro grandes fenómenos psíquicos: a construção dos pensamentos, a formação do EU como líder da mente, os papéis da Memória Multifocal e o processo da transformação da emoção e da energia psíquica como um todo.
A Psicologia Multifocal estuda igualmente vários síndromes que afectam o homem actual oferecendo, por isso, um contributo inestimável à medicina psicossomática, à medicina preventiva, à medicina da longevidade, à psicologia clínica e à psicologia da saúde, entre outras.

Aberto a psicólogos, psicoterapeutas, assistentes sociais, educadores de infância, professores e outras pessoas interessadas. Curso de introdução (nível 1). Necessário para poder frequentar, se desejar, o curso avançado (nível 2) a realizar mais tarde.
Local: Porto, Portugal (sábados, dias 10 e 24 de Janeiro de 2009, das 10h às 17h).
Monitor: Nelson S Lima, neuropsicólogo, autor do prefácio do livro O CÓDIGO DA INTELIGÊNCIA, de Augusto Cury (edição portuguesa).
Prazo para inscrições: encerramento a 31 Dez 08. Peça informações a office@futureintelligencemanagement.co.uk ou geral@institutodainteligencia.net.

O prefácio de O CÓDIGO DA INTELIGÊNCIA

Os leitores de O CÓDIGO DA INTELIGÊNCIA no Brasil não tiveram acesso ao prefácio da edição portuguesa (Editora Pergaminho). Nesta, o novo livro de Augusto Cury, teve como prefácio um texto de Nelson Lima, neuropsicólogo e presidente do Instituto da Inteligência, redigido expressamente por convite directo do autor, seu amigo de longa data. A pedido de muitos desses leitores aqui reproduzimos o referido documento:
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"Conheci Augusto Cury numa das suas primeiras visitas a Portugal. Nessa época ele ainda não era o autor famoso em que se tornou depois de um árduo mas também criativo percurso ao longo do qual produziu livros que entraram meritoriamente para as listas de best sellers, com traduções em dezenas de países.
Mais do que escritor, porém, Augusto Cury é um pensador e um investigador científico. Toda a sua obra, aliás, reflecte isso mesmo. E não só. Retrata também aquilo que faz dele uma pessoa invulgar: é dotado de uma extraordinária inteligência a que se aliam virtudes tão importantes como a generosidade, a sensibilidade, o pensamento humanista, a reflexão filosófica e um conhecimento profundo do ser humano e dos mistérios da psique.
Trabalhando eu na área da neuropsicologia da inteligência desde há muitos anos sinto-me particularmente feliz por apresentar ao leitor esta nova obra de Augusto Cury, aquela que, em minha modesta opinião, estava a faltar no seu curriculum.
Acredito que este seu novo livro – O Código da Inteligência – vai marcar muito positivamente a sua já extensa carreira de cientista e psiquiatra. Trata-se de um trabalho que retoma com uma excepcional habilidade um tema que esteve sempre no centro dos seus interesses: a inteligência humana.
Embora este livro surja naturalmente na continuação da sua bem sucedida actividade como autor e divulgador penso que ele recupera, amplia e enriquece, de forma magistral, o trabalho que produziu inicialmente em Inteligência Multifocal (1998).
Com aquele livro, Cury surpreendeu a comunidade científica com uma inovadora teoria sobre o funcionamento da mente. Nele descreveu fenómenos como o fluxo vital da energia psíquica e a ansiedade vital e processos complexos como a construção dos pensamentos, a âncora da memória e outras actividades que têm lugar nos diferentes níveis da mente humana. O modelo de psique multifocal que produziu está mais actual do que nunca e conhecerá, seguramente, novos avanços que consolidarão a sua teoria inicial.
Posso garantir, porém, que, em O Código da Inteligência, Cury passa para a prática o que antes se limitara, embora ampla e profundamente, a expor. Agora estamos perante um autêntico manual de sugestões utilíssimas destinadas a quem aspire a conquistar uma consciência existencial mais autêntica e a alargar os horizontes da sua psique.
Como seria de esperar, ao longo desta obra, o autor elege a nossa própria capacidade de pensar como o factor-chave para efectuarmos um processo de mudança que nos permita explorar todas as nossas possibilidades visando uma personalidade mais autónoma e inteligente.
O tema central incide pois sobre o bom uso da inteligência mais do que o estudo da sua estrutura e funcionalidade. Ora, para que tenhamos acesso à sua prática efectiva, nada melhor do que descobrirmos as chaves, ou seja, os códigos da inteligência.
A generalidade dos peritos define a inteligência humana como uma capacidade geral para raciocinar, solucionar problemas, pensar no abstracto, compreender ideias, organizar reacções e aprender. Mais: a inteligência autoriza-nos a registar e gerir informação, a criar e desenvolver conhecimentos e a inventar possibilidades – elementos, afinal, determinantes da civilização e do progresso.
Para que tudo isto seja concretizável, a inteligência socorre-se da percepção, da atenção, da memória, do pensamento criativo, do autocontrolo, da adaptação social e até da motivação para a tomada de boas decisões. Assim, a prática da inteligência resulta da aplicação de uma série de recursos não apenas intelectuais mas também emocionais, sentimentais, volitivos e sociais.
Podemos assim perceber que a inteligência deve ser entendida não tanto como uma estrutura cognitiva abstracta e independente, possível de ser isolada em laboratório para um melhor estudo, mas mais como uma expressão de comportamento e, por conseguinte, uma manifestação da personalidade.
É aqui que O Código da Inteligência nos surpreende com a revelação de um conjunto de ideias-força muito úteis sobre o melhor uso que poderemos fazer dos nossos recursos íntimos onde se inclui a fabulosa, mas tantas vezes desprezada, capacidade de aprender. Acredito que, por muito informado e ilustre que seja o leitor, vai aqui descobrir e reter na memória muitas ideias brilhantes em que Augusto Cury tem vindo a trabalhar desde há muito tempo e que fizeram dele um perito de vanguarda.
Ler este livro é também encetar uma viagem fascinante pelas diferentes paisagens da nossa psique onde se incluem os intrigantes bastidores da mente e as grandes forças emocionais que tanto influenciam os nossos comportamentos no dia-a-dia, sejam nas actividades de pura rotina sejam nas situações mais críticas e desafiadoras dos nossos limites.
Numa linguagem simples mas cientificamente rigorosa e com o recurso a exemplos e casos da vida real, Cury, além de provocar generosamente a nossa capacidade de reflexão, permite-nos assim expandir não apenas a consciência sobre nós mesmos como sobre o mundo extra-psíquico que nos influencia e sobre o qual somos igualmente capazes de agir.
Finalmente, em O Código da Inteligência, são sugeridos numerosos exercícios práticos e de fácil execução para o treino, estimulação e musculação de diferentes habilidades que podem facilitar os leitores a superarem-se e até mesmo maravilharem-se com as muitas possibilidades de uma utilização simultaneamente mais racional, mais criadora e mais encantadora da inteligência".

Nelson Lima (autor de O CÓDIGO DAS EMOÇÕES, a lançar em Fevereiro de 2009).

Instituto do Conhecimento (Brasil)

Damos as boas vindas ao nosso novo parceiro no Brasil: o Instituto do Conhecimento!
Com sede no Rio de Janeiro, o Instituto do Conhecimento é uma instituição sem fins lucrativos que oferece recursos orientados para que indivíduos e organizações aprimorem continuamente seus conhecimentos, capturando, organizando, armazenando, integrando e distribuindo seu capital intelectual. É orientado para oferecer uma infra estrutura capaz de criar um ambiente dinâmico, favorável à geração, acumulação e difusão do conhecimento.

Como fazer uma criança feliz?

Leia texto integral em www.academiadepais.blogspot.com (Instituto da Inteligência).

As Fronteiras da Intimidade

Fechados nos nossos territórios mentais, às voltas com ideias, medos, incertezas, crenças, necessidades e outras questões não menos importantes, não temos, frequentemente noção do que significa a intimidade. Para muitas pessoas, a intimidade é uma espécie de segredo, de reduto, de muralha dentro daqual nos refugiamos ou nos escondemos dos outros, mesmo daqueles que nos estão próximos.

Os especialistas consideram que a intimidade pode ser dividida em 5 categorias: a intelectual, a afectiva, a espiritual, a corporal e a sexual. A intimidade está fortemente ligada à noção do EU e à individualidade. Ela representa e envolve o mais íntimo de nós mesmos. Pode encerrar não apenas quem somos mas também o que pensamos. Ser íntimo de alguém é partilhar com esse outro aspectos privados (segredos, mistérios, problemas, angústias, desejos, ideias...) que nos desnudam e expoem, o que, se, por um lado contribui para o desenvolvimento de laços afectivos, também pode colocar-nos em apuros e em perigo se esse outro usar a nossa intimidade para se aproveitar de nós de forma desonesta.

Num mundo carregado de perigos e câmaras de vigilância tendemos a fechar a nossa intimidade, a não partilhar a proximidade autêntica. Corremos o risco de criar uma muralha à nossa volta e perder a confiança nos outros. O isolamento conduz à solidão, à depressão e à aniquilação do EU.
Por exemplo, as pessoas demasiado racionais tendem a evitar a intimidade partilhada. Escondem-se por detrás do medo da nudez afetiva. O Superego torna-se severo e a distância afetiva com os outros aumenta.

O medo da partilha da intimidade é o medo da fusão. Medo de nos envolvermos com os outros e perdermos os nossos refúgios. Ao partilhar ideias e sentimentos com os outros, ao revelarmos o secretismo da nossa intimidade podemos sentir que estamos a ficar vulneráveis. Deixamos uma porta aberta por onde esse outro pode espreitar a nossa vida.

Frequentemente, o medo da intimidade representa um estado de insegurança e falta de maturidade emocional. Uma intimidade segura exige um Ego forte e saudável. Saber dosear aquilo que partilhamos de íntimo com os outros, saber escolher a quem autorizamos a descoberta da nossa intimidade, representa um passo importante para a autonomia emocional e o fortalecimento da auto-estima.

Da mesma maneira, quando estamos no lugar do outro, em que ele confia ou partilha suas intimidades, só seremos dignos dessa confiança se soubermos respeitar aquilo que constituem os territórios dos segredos e das confissões de quem se abriu para nós.

Sejamos dignos de usufruir da nossa intimidade e também de descobrir e envolver-nos na intimidade dos outros. Isso exige uma personalidade forte, honesta, bom carácter e inteligência. A intimidade é a última fronteira do nosso mundo pessoal.
Nelson S Lima

Os corvos também se apaixonam

As emoções são frequentemente entendidas como os produtos menos disciplinados e lúcidos da mente humana. Na verdade, esse entendimento constitui um erro. As emoções são um dos mais inteligentes sistemas adaptativos de que dispomos (e que também servem muitas outras espécies animais). Elas existem para cumprir vários papéis, um dos quais é a sobrevivência.

Estudar e compreender as emoções e as suas nuances deve ser uma preocupação de todos aqueles que buscam o prazer de viver e a felicidade. Infelizmente, não é matéria escolar e isso constitui um dos pontos fracos do sistema de ensino. As crianças aprendem a usar o intelecto para registrar muita informação mas nada lhes é fornecido para aprenderem a conhecer-se melhor a si mesmas e aos outros. Quando muito, têm aulas de educação cívica, moral e ética que pouco mais informam do que umas quantas regras básicas de comportamento.

O papel do prazer
Um dos sentimentos mais curiosos do nosso mundo emocional é o prazer. O prazer é decididamente um instrumento de sobrevivência que também está presente num largo número de espécies animais, mesmo entre aqueles que nos parecem menos dotados de racionalidade como são os répteis.

Buscando o prazer sensorial, os animais partem à procura de situações que os façam sentir bem. Com isso diminuem o stress, melhoram suas defesas imunitárias e sentem prazer de viver pois dá-hes uma sensação de bem-estar. Podem não raciocinar sobre isso, como nós fazemos, mas está provado que o prazer altera as suas reacções e comportamentos.

As animais também amam
Um dos fenómenos que está sendo estudado é a aliestesia, isto é, a capacidade que os animais têm de perceber o que é agradável e o que é desagradável fazendo-os mudar de ambiente para procurar sentirem-se melhor. Poderá ser instintivo mas isso acontece.
Outro aspecto interessante é que muitos animais, tidos como "menores", como muitos mamíferos e as aves, podem demonstrar comportamentos afectuosos, amor entre si mesmos e até com os humanos que os tratem bem. É conhecido o caso dos corvos que acasalam com o mesmo parceiro ao longo da vida. Para muitos cientistas este comportamento reflecte alguma forma de prazer partilhado, ou seja, um reflexo de amor, talvez não percebido pelos próprios mas que seus cérebros denunciam quando examinados em laboratório.
Nelson S Lima

É difícil ser amado?

Um amor não correspondido dá origem a decepção e sofrimento. Isto não é novo. Sempre foi assim em todos os tempos.O problema actual é outro. Os humanos parecem estar a perder a capacidade de amar! Ou melhor, são capazes de amar mas dedicam-se menos ao amor.

Tenho reparado que as pessoas, hoje em dia, amam cada vez mais à distância....por telemóvel, por internet e em silêncio. Na verdade, correspondem-se uns com os outros, avidamente, teclando. Mas vão perdendo o sentido das prioridades. Muitas pessoas comunicam por necessidade de comunicar, mais para se fazerem ouvir (ou ler) do que para ouvirem e lerem os outros. No amor parece estar a acontecer o mesmo.

Nas famílias actuais as pessoas estão mais tempo a ver televisão, a teclar no computador ou a tagalerar ao telefone. Para além de que passam mais tempo com os colegas de trabalho do que com os filhos ou com o seu (sua) companheiro(a). O cenário é, neste capítulo, decepcionante.

Não é por acaso que as famílias estão a desestruturar-se, aumentam os divórcios e vive cada um para o seu mundo.O que é o amor?O amor é um sentimento multifocal. É, segundo a psicologia, uma confluência de paixão, intimidade e união. Está ligado a numerosas emoções e influencia os comportamentos. O amor, ele próprio, combina-se com sentimentos de fundo como a excitação, o bem-estar, o entusiasmo e a harmonia.

O amor influencia também o estado do nosso Eu (nas suas dimensões espiritual, psíquica e física) e pode contribuir para o enriquecimento da auto-estima. O que quer dizer que, na ausência do sentimento do amor, ou na sua falta de correspondência, o nosso psiquismo pode falhar, sofrer rupturas e provocar sentimentos de frustação, desânimo, tristeza e depressão.

O ser humano está predisposto geneticamente para amar e ser amado porque é um animal profundamente social, envolvido em múltiplas redes de relações (familiares, comunitárias, laborais, etc.). Os sentimentos têm servido ao Homem para o influenciar na sua percepção de si e do mundo e levá-lo a agir no e sobre o mundo. O amor, em particular, é um estimulante poderoso (motivador) da acção. Já a falta de amor conduz à inacção.O desenvolvimento da capacidade de amar depende de factores históricos, culturais e familiares.

O amor, hoje, é diferente de épocas passadas. Por exemplo, no período do Romantismo (final do século XVIII e grande parte do século XIX) o amor estava associado à paixão - um sentimento intenso, contemplativo e subversivo. Ele era sentido como emancipador mesmo que trágico como na história de Romeu e Julieta.Actualmente, o amor é mais dominado pela racionalidade. O amor já não provoca escravidão como antes da época do Romantismo.

O sofrimento é mais limitado nas suas consequências e não amar para toda a vida já não constitui um drama para a maioria das pessoas. O amor romântico, por exemplo, ainda que procurado por muitas pessoas, não passa actualmente de um mito. "A paixão de hoje é mercadoria de consumo. Não mais a ver com o destino, com os riscos, com o enfrentamento" - escreveu Renato Ribeiro, professor titular de Ética e Filosofia Política.

As transformações sociais modificaram um pouco a forma como o amor é percebido, sentido e gerido. O modo de amar depende muito das aprendizagens sociais nos primeiros anos de vida. Num mundo em que aumentam os divórcios entre casais os filhos ficam menos preparados para relacionamentos amorosos duradouros.Por outro lado, actualmente, ensina-se mais sobre as relações sexuais do que sobre as relações amorosas. Os jovens sabem mais sobre sexo do que sobre amor. E isto influencia o seu comportamento no mundo. É de prever que no futuro os divórcios tendam a aumentar e a própria instituição do casamento, tal como a conhecemos hoje, desapareça.
Nelson Lima, curso baseado no livro O CÓDIGO DAS EMOÇÕES
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Novidade!

Livro
O CÓDIGO DAS EMOÇÕES
Platão, um antigo filósofo, temia as emoções. Ele descrevia-as como algo desconcertante, oposto à razão e à lucidez da lógica. Já Darwin, o autor de "A Origem das Espécies," considerava as emoções um produto natural da nossa adaptação à vida.
Hoje temos consciência que elas fazem parte da nossa natureza, da nossa própria intimidade psicológica tal como os pensamentos que fluem na nossa mente. A diferença é que as emoções são geralmente bem mais fortes que os pensamentos.
Há emoções que nos são fornecidas pelos genes; outras, tal como a vergonha, são aprendidas. Há emoções agradáveis e estimulantes e há também emoções desconfortáveis e inibidoras.

Sabia que o medo é uma emoção primária com a qual nascemos? E que a vergonha aprende-se? Sabia também que 98% das nossas emoções têm origem na psique inconsciente? Sabia ainda que as emoções podem provocar um distúrbio chamado "catatimia" que impede a inteligência de dar o seu melhor e até provocar, em casos severos, pseudodebilidade mental? Já ouviu falar em distimia, angústia existencial, anedonia, neotimia, ecoprese, tiques e outras perturbações ligadas às nossas vivências emocionais?
É claro que também há emoções de prazer! Algumas manifestam-se de forma serena; outras apresentam-se carregadas de excitação saudável!
Na nossa vida emocional cabem ainda os sentimentos, as paixões, os afectos, o humor...
De tão importantes que são, os estados emocionais e a forma como os sentimos, devem merecer o nosso estudo. É que eles determinam a nossa qualidade de vida, a nossa vontade de agir e até a nossa saúde.
Sendo tão complexa, a nossa vida emocional merece, finalmente, ser descodificada numa linguagem acessível a todos aqueles que desejem conhecer-se melhor e aos outros.
Na verdade, conhecemos ainda muito pouco sobre a nossa vida emocional e menos ainda sobre a dos outros pois cada emoção é uma experiência que só o próprio percebe. Bem, mas também há emoções não conscientes, que estão agarradas nas profundezas da mente e, todavia, influenciam nossa vida: nossas opções, nossas preferências, nossos comportamentos e até nosso estado de saúde.
Brevemente vai poder saber mais sobre todas estas matérias no livro O CÓDIGO DAS EMOÇÕES, do neuropsicólogo Nelson Lima, disciplo de Augusto Cury (ele escreveu o prefácio da edição portuguesa de O CÓDIGO DA INTELIGÊNCIA). Um blog com o mesmo nome está também a ser preparado para acompanhar o lançamento desta obra.
Depois, poderá adquirir uma versão electrónica do livro a partir de Fevereiro de 2009 e imprimi-lo em sua casa. (Sugestão: faça já a sua reserva, sem compromisso nem custos, pelo email geral@institutodainteligencia.net).

10 ideias para você se sentir muito bem

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1. Dedique 10 minutos todos os dias para pensar em SI, na sua maneira ser e estar na vida, exercitando o seu auto-conhecimento, procurando fragilidades e redescobrir forças e talentos há muito não usados.

2. Aplique 5 minutos todos os dias para se soltar, deixar sair a criança que há em si (brinque com seus filhos, cante, desenhe figurinhas, escreva um poema a seu cônjugue ou a seus filhos, ou outras actividades semelhantes).

3. Reserve uma hora por dia (à noite, por exemplo) para LER um bom livro ou VER um bom filme ou programa de TV (isto implica que não fique a ver telenovela ou programinhos feitos para grangear audiências).

4. Páre 10 vezes por dia para fechar os olhos e descansar sua visão durante um minuto. Se for chefe ou empresário, convide seus colaboradores a aplicar essa técnica para relaxar os olhos e o pensamento (com olhos fechados, o cérebro gera mais ondas elétricas alfa que o ajudam a descansar).

5. Por cada 2 horas de trabalho consecutivas faça uma pausa de 10 minutos. Saia de seu lugar, vá conversar com um colega, olhe pela janela, deixe que a sua visão se estenda pela paisagem. Se puder, saia para a rua, dê um pequeno passeio descontraído. Seu stress desce e fica pronto para mais uma etapa de 2 horas. A sua produtividade vai aumentar. E vai ganhar tempo e saúde!

6. Por cada hora de trabalho na secretária ou no computador páre para distender seus braços e músculos do pescoço; evitará muitas dores nas costas, enxaquecas e pressão.

7. Seja um pessoa legal! Diga BOM DIA com entusiasmo e um sorriso. Diga a toda a gente que se cruzar com você, até estranhos. Faça-o com elegância e moderação para que sua saudação seja aceite como gesto de simpatia! As suas emoções vão ficar mais serenas e se sentirá feliz por saudar vivamente as outras pessoas.

8. Definitivamente, se ainda não o fez, cuide de sua dieta. Obrigue-se a ingerir alimentos variados e saudáveis. Diga NÃO a comida salgada ou muito doce. Beba água ou sucos naturais. Seu corpo e sua mente vão desintoxicar e aumentar sua capacidade de resolução de problemas. Sua saúde geral vai também aumentar.

9. Respire bem! Faça exercício todo o ano, pratique jogging, marcha ou frequente um ginásio. Duas ou três vezes por dia faça exercícios suaves de inspiração e expiração para aumentar sua vivacidade. O cérebro necessita que você respire bem. É vital!

10. Pratique sua educação emocional e social. Dedique-se a causas em que você e os outros possam beneficiar do contacto. Participe em foruns, inscreva-se num clube cultural, exercite a amizade com quem gostar.
Nelson S. Lima

Educação Multifocal: o anúncio de uma revolução!


O que aprender na Era da Inteligência?

A Educação Multifocal é um novo modelo de educação adaptado à Sociedade do Conhecimento proposto pelo neuropsicólogo Nelson S Lima, do Instituto da Inteligência. Com as grandes transformações ocorridas nos últimos 30 anos e as aceleradas mudanças em curso no actual momento da Humanidade a educação tornou-se num problema que urge igualmente resolver. A Educação Multifocal visa a plena integração dos indivíduos de qualquer idade no mundo global em que vivemos. Livro já adquirido por uma importante editora internacional para publicação no início de 2009.

Tema do próximo livro de Nelson Lima, a Educação Multifocal tem como inspiração numerosos autores modernos e inovadores como Augusto Cury, José Antóno Marina, Ken Wilber, Edgar Morin e outros pensadores.

Fã de Augusto Cury

Como bom amante da cultura e sedento por aprendizagem, René Simões, treinador do conhecido clube brasileiro "Fluminense" é o tipo de pessoa que não dispensa um bom livro nos momentos de lazer. O comandante tricolor, que se denomina um treinador de pessoas, acredita que esta é a melhor forma de buscar um maior autoconhecimento e evolução como ser humano.
Biografias e livros ligados ao desporto fazem parte das preferências do técnico René Simões.

O próprio René Simões já tem escrito e lançou os livros "O dia em que as mulheres viraram a cabeça dos homens", sobre sua passagem pela selecção brasileira feminina de futebol e a conquista da medalha de prata nas Olimpíadas de Atenas-2004, e "Do caos ao topo: uma odisséia coxa-branca", que tem como tema o acesso da Coritiba à Série A, em 2008.

Diante de tanta experiência, o GLOBOESPORTE.COM procurou o treinador tricolor para indicar ao internauta os livros que mais o impressionaram. Assim, até ao momento, o livro mais lido que leu é "O longo caminho para a liberdade", sobre o Nelson Mandela. Em seguida foi "O futuro da humanidade", do Augusto Cury. Para ler toda a entrevista visite o site >> Globo Esporte (Brasil)

Empresa motiva empregados com obra de Augusto Cury

A empresa OFICINA BRASIL - rede de serviços em regime de franchising no Brasil - oferece curso “12 LIÇÕES PARA MUDAR UMA VIDA” aos seus empregados.
A empresa baseia-se no livro de Augusto Cury para criar palestras semanais que auxiliam na mudança de hábitos e tomadas de decisões das pessoas.
Com o objectivo de levantar o astral de funcionários neste fim de ano, quando só se fala em crise e na chegada de um ano novo recessivo e, ao mesmo tempo, ajudá-los a mudar aspectos negativos do dia-a-dia para tomar novas decisões de vida para 2009, a Oficina Brasil - rede de franquias de serviços automotivos – está a ministrar, desde 5 de Novembro e até 17 de Dezembro, 12 palestras semanais com o tema “12 Lições para mudar uma vida”. Clique > Ler mais >>>

Veja e ouça Augusto Cury

O 1º Congresso Nacional do Instituto da Inteligência, realizado em 25 de Outubro, no Algarve (Portugal), estendeu-se por 12 horas. Agora pode ver o vídeo do mesmo e ouvir separadamente os oradores que quiser.
Clique >>AQUI!
Para ver e ouvir os oradores seus preferidos clique depois em ON DEMAND e procure os respectivos nomes. Clique sobre a foto de cada um deles e assim passa imediamente da ver/ouvir as respectivas intervenções.

Entrevista com Augusto Cury em Portugal

Uma mente brilhante


PARTE UM
Um dia conheci um menino que na ocasião tinha 4 anos de idade. Franzino, destacavam-se nele uns olhos muito vivos e um comportamento bastante amadurecido. Trazia uma pequena enciclopédia de astronomia quando entrou no meu gabinete.

Foi a criança que, até hoje, mais me surpreendeu pelas aptidões intelectuais que revelava. Além de demonstrar um conhecimento muito diversificado de matérias, o que lhe assegurava uma extraordinária cultura geral, exibia uma invulgar capacidade de raciocínio. Conversar com ele mostrou-se uma experiência deliciosa. A sua linguagem era fluente, rica de vocabulário e muito expressiva.

A dado momento perguntou-me se eu sabia qual era o maior perigo que o planeta Terra atravessava. Alertou-me logo que eu deveria pensar em algo mais afastado no tempo do que os anos próximos; ele referia-se ao futuro da Terra enquanto astro. Percebi de imediato que dar uma resposta como “aquecimento global”, “poluição” ou “guerra mundial” talvez não fosse o que ele esperava.

Curioso, respondi-lhe com uma pergunta: “O que é que te preocupa?”. Percebeu a minha estratégia e esclareceu-me de imediato que andava a investigar como a Terra iria desaparecer. Pensei logo nas várias possibilidades que têm sido colocadas pelos cientistas: uma colisão com algum objecto gigante do espaço, uma catástrofe natural de dimensões inimagináveis, o definhamento do próprio planeta, etc. Voltei a fazer-lhe uma outra pergunta: “Qual é a tua teoria?”.

O miúdo, vendo o meu interesse, reagiu de imediato com uma resposta que me iria deixar boquiaberto: “A Terra vai afundar-se no Espaço!”... “Como?!” – retorqui. Confesso que nunca ouvira falar de tal coisa. E insisti, já cheio de curiosidade: “Ora explica-me isso. Onde aprendeste essa teoria?”. Resposta imediata: “Em lado nenhum. Fui eu que criei essa teoria!”.

Recostei-me na cadeira, respirei fundo. Rebobinei o filme todo: à minha frente tinha um miúdo de 4 anos e 2 meses de idade que me informava ter uma teoria sobre o fim do planeta Terra! Só me restava continuar. “Ok, sou todo ouvidos.” - disse-lhe.

Para encurtar a história: o menino, que adorava astronomia e muitas coisas mais, encantado com a história do Universo, do nascimento e da morte dos astros ao longo dos tempos, defendia que a Terra sairia da órbita do Sol por “excesso de peso”, o que empurraria o planeta para “o fundo do Universo”. Ou seja, um dia, no futuro, e por força do aumento da população humana, a Terra começaria lentamente a afundar-se no Espaço desprendendo-se da força de atracção do astro-rei!

Cientificamente, a sua teoria não era credível. Penso eu. Mas, o que me fascinou na criança, foi a elaboração mental realizada. Devo dizer que simplifiquei esta história pois a conversa foi bem mais prolongada e envolveu uma acérrima argumentação por parte do miúdo acompanhada de uma série de “evidências científicas”.

O que retenho desse dia foi a extraordinária capacidade de raciocínio, os conhecimentos demonstrados e a perspicácia da argumentação de uma criança com apenas pouco mais de 4 anos de idade.

PARTE DOIS
Passaram-se cinco anos. Com 9 anos de idade, recuara na sua “teoria” e aprendera a travar as suas ideias “amalucadas” (para usar a expressão de uma professora). O mundo, conforme a escola o estava a ensinar, era feito de realidades concretas e lógicas e que ele deveria aprender de forma organizada para se tornar numa pessoa culta. Apaziguou a sua mente fervilhante de ideias e travou os impulsos criativos. Deixara de explorar caminhos incertos, perdera a arte de questionar. Era um aluno “certinho”, “obediente”, “bem comportado”, aberto ao conhecimento aprovado pelos sábios do ministério da Educação. Aprendera também a reprimir pensamentos. Oxalá não se tenha perdido um génio.
Texto de Nelson Lima

Meu querido amigo Augusto Cury

Finalmente, revi você, sua esposa e filhas. Uma família encantadora. As palavras de amizade e apoio que recebi, a troca de ideias que mantivemos, aprofundaram o nosso já antigo relacionamento que ultrapassa, em muito, a esfera profissional.
Augusto Cury, um homem inteligente, de grande sensibilidade, está a fazer história. No presente ele é já um Homem do Futuro. Sua psicologia multifocal traduz uma forma mais profunda e rica de observar o ser humano e de o ajudar a vencer seus medos, suas inibições, suas memórias pesadas, suas perdas e frustações. Ele empolgou a assistência do Congresso do Instituto da Inteligência em Outubro 2008, no Algarve.
Nelson Lima
Autor do prefácio de O CÓDIGO DA INTELIGÊNCIA, de Augusto Cury (Ed.Pergaminho, PORTUGAL)

Augusto Cury em Portugal! Reveja na internet!



Para rever o Congresso em diferido
ORADORES
Augusto Cury
Psiquiatra e escritor, com 9 milhões de livros vendidos em todo o mundo, criador da teoria da Inteligência Multifocal, autor best seller com obras traduzidas em mais de 40 países.
Luis Correia
Director Regional de Educação do Algarve - Ministério da Educação
Isabel Guerreiro
Vereadora da Educação da Câmara Municipal de Portimão
Albino Almeida
Presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Portugal).
Graziela Gilioli
Socióloga e escritora, autora do projecto Mentes Flexíveis.
Nelson Lima
Neuropsicólogo, investigador, fundador e coordenador nacional do Instituto da Inteligência.
Ricardo Monteiro
Pedagogo, investigador, presidente da Associação Nacional de Pedagogia da Universidade da Criança.
Daniela Beirão Reis
Licenciada em Engenharia, professora de Matemática, coordenadora do Plano de Acção da Matemática, do Laboratório de Matemática e do Clube da Matemática na escola pública onde lecciona. É autora do projecto "Educar pelo Exemplo" destinado a pais e professores.
Anna Karina Heim-Monteiro
Gestora escolar Universidade da Criança
+
Representante da "Escola da Ponte" (escola inovadora)
Especialista da Mathnasium (centros de matemática)

CONGRESSO
BREVEMENTE DISPONÍVEL EM VÍDEO E LIVRO
A obra mais esperada!
Chegou a Portugal!
Já está à venda em Portugal O CÓDIGO DA INTELIGÊNCIA, o novo livro de Augusto Cury, psiquiatra e autor best seller (mais de 9 milhões de livros vendidos em todo o mundo) e membro da Academia de Sobredotados do Instituto da Inteligência. Ler e descobrir O CÓDIGO DA INTELIGÊNCIA (Edit. Pergaminho) é encetar uma viagem fascinante pelas diferentes paisagens da nossa psique onde se incluem os intrigantes bastidores da mente e as grandes forças emocionais que tanto influenciam os nossos comportamentos no dia-a-dia, sejam nas actividades de pura rotina sejam nas situações mais críticas e desafiadoras dos nossos limites.
As chaves da inteligência que Cury nos revela são descritas de forma cativante. Elas conseguem estimular-nos a ser mais criativos e a desenvolver a saúde psíquica e a excelência profissional.
Numa linguagem simples mas cientificamente rigorosa e com o recurso a exemplos e casos da vida real, Cury, além de provocar generosamente a nossa capacidade de reflexão, permite-nos assim expandir não apenas a consciência sobre nós mesmos como sobre o mundo extra-psíquico que nos influencia e sobre o qual somos igualmente capazes de agir. Na edição portuguesa, o livro tem 222 páginas. Está dividido em 20 capítulos:
1. Treinar o intelecto para decifrar os códigos da inteligência.
2. A definição da inteligência: o homo sapiens, um ser para além dos limites da lógica.
3. Em que escola se ensina a decifrar os códigos?
4. Não há magias para decifrar os códigos.
5. Os códigos são universais.
6. Os códigos que Einstein não decifrou.
7. Primeira armadilha da mente: o conformismo.
8. Segunda armadilha da mente: o "coitadismo".
9. Terceira armadilha da mente: o medo de reconhecer os próprios erros.
10. Quarta armadilha da mente: o medo de correr riscos.
Do 11º ao 18º capítulo: os 8 códigos da inteligência.
19º Os profissionais que decifraram os códigos: as diferenças entre os bons e os excelentes profissioais.
20º Vender os sonhos dos códigos da inteligência a uma sociedade que deixou de sonhar.

No dia 25 de Outubro, Augusto Cury esteve no Congresso Nacional do Instituto da Inteligência cujo tema central foi a EDUCAÇÃO E O HOMEM DO FUTURO. No dia 24 esteve em sessão de autógrafos no Mar Shopping, em Portimão, Algarve.

Ontem e hoje...

"Se existisse um tipo de raios X que permitisse observar o estado do insconsciente de um homem de 200 a 300 anos atrás e compará-lo ao do homem actual, descobriríamos uma enorme diferença. No primeiro indivíduo, ela estaria em repouso, no homem moderno, muito excitado e activo. Outrora os homens nem mesmo percebiam que tinham uma psicologia".
Jean-Yves Leloup
O que é a inteligência?

A inteligência é aventura, é excitação, é alegria. Ela pode ser simplesmente a capacidade de viver este instante da vida, fazendo o máximo uso do momento presente que está disponível para cada um de nós. Se este momento for vivido com prazer e alegria, o próximo momento vai ser um fruto dele. E assim vamos conquistando o tempo que passa rumo a um futuro mais promissor.

Curiosidade

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Você sabia que 70% dos
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vivem no Brasil?

Existe uma inteligência emocional?

Desde sempre me insurgi contra a crença em uma "inteligência emocional" apesar de ser um tema que continua a vender bem em cursos, seminários e livros. Em minha opinião (e não estou sozinho nesta posição) não existe isso de "inteligência emocional". Cientificamente é um "bluff ", um conceito impossível. Confesso, porém, que, por força do facto do tema estar já tão cimentado em nosso léxico profissional que acabo por, uma vez por outra, aceitar dirigir cursos cujo título é...."inteligência emocional". Ler todo o texto em >> Viver!

Síndrome do Pensamento Acelerado nas Escolas

Uma experiência de sala de aula agora em livro, para melhor compreender o problema da indisciplina entre os alunos. Pelo menos essa é a intenção do professor, há 18 anos ensinando no Ensino Médio e Fundamental, Franco Barbosa, do Brasil. Lançou o livro “Como Superar a Indisciplina na Escola e na Sala de Aula”, voltado principalmente para os educadores e pais.
Entre poesias e auto-ajuda utiliz a classificação adoptada por Augusto Cury sobre a Síndrome do Pensamento Acelerado (SPA), para buscar o entendimento sobre os comportamentos diversos das crianças, o que traz como consequência a falta de concentração para a aprendizagem em sala de aula.
Questões como agressão em sala de aula, bagunças, vandalismo, aluno apático são tratadas de forma simplificada e direta em seu trabalho. O problema maior é que a grande parte dos professores, conforme o autor, ainda não está preparada para enfrentar essas situações.
Ler mais...

O que é o amor?

Para a maioria das pessoas o amor é um sentimento unificador que estabelece laços estáveis e está associado à ideia de felicidade. Procura-se ser feliz através do amor. Mas como cada pessoa tem o seu projecto de vida e a sua própria forma de amar nem sempre se consegue encontrar a correspondência ideal.
Esse é um dos grandes desafios do amor e ao mesmo tempo uma das grandes incógnitas com que muitas vezes somos obrigados a conviver. Poderemos nunca compreender totalmente o verdadeiro tipo de amor, a sua dimensão, intensidade e intencionalidade que os outros nos declaram.

Nelson Lima

Síndrome da Exteriorização Existencial


Vivemos hoje numa época onde uma doentia situação social é frequente: a chamada “Síndrome da Exteriorização Existencial” (síndrome explicada pelo Dr. Augusto Cury em seu livro: Inteligência Multifocal).

Fruto do contraste entre o excesso de informação sobre o mundo extrapsíquico em relação ao mundo intrapsíquico. O resultado disto é a reduzida capacidade de se reciclar e se organizar, baixa eficiência em se tornar o agente modificador da sua própria história, redução no desenvolvimento humanista, da cidadania e da ecologia. Dificuldade de se colocar no lugar do “outro” e perceber suas dores e necessidades psicossociais e de se doar socialmente sem esperar retorno. A pessoa torna-se um mero “passante existencial”, alguém que transita pela vida sem conhecer a si mesmo. Tem enormes dificuldades para suportar críticas, admitir suas fragilidades e uma incapacidade de lidar com frustrações, que se transpõe para os relacionamentos sociais.

Na chamada “Geração Zap” o “ficar” é moda, que ultrapassa os limites da adolescência, onde pessoas descartam umas às outras como simples objecto. Pais abandonam filhos com facilidade para satisfazer o objectivo pessoal. O simples “ficar” é usar, enquanto o relacionar-se é viver. Pessoas assim, sabem lidar com o sucesso e o social muito bem, porém não sabem lidar com as “Dores da Alma”. A pior solidão é o abandono de si mesmo.

Texto de Cristiane Celina, formada em Comunicação Social – Master Practitioner em Programação Neurolinguística e Gerente de Controle Contábil do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (Detran-MT). Leia o texto integral em >>

Uma doença da Alma (carta)

Com certeza esse email seja mais um entre milhões que Dr. Cury deve receber diariamente, mais me pergunto por que não agradecer pelos seus livros que tanto tem ajudado a todos nesse mundo, um mundo que está se tornando tão massacrador do "EU", independente de raça, cor, religião, sexo e idade.
Chamo-me Cristiana, tenho 31 anos e moro em Fortaleza - Ce (Brasil). Há tempo venho acompanhando seus livros, mais alguns meses com a publicação do livro "O Vendedor de Sonhos", meu Eu mexeu novamente, um turbilhão de pensamentos voltaram a tona e retornei a ler novamente o meu livro favorito, "O Futuro da Humanidade" (acho que no mundo não há livro tão real que retrate o eu de um ser humano) e a "Ditadura da Beleza da Mulher"... quando achei que não podia fazer mais nada, encontro seus pensamentos magníficos e vejo que posso ser uma vendedora de sonhos (Ah, queria saber se realmente terá o volume II ... não vejo a hora de me deliciar).
Deus me deu dois lindos filhos (M. - 6 anos e B. - 8 anos) mais há algum tempo tenho sofrido muito com a dor de meu filho, ele tem alopecia areata (com certeza o sr. deve saber do que se trata, a queda do cabelo) uma doença auto imune e emocional... tão criança e tendo que enfrentar já as atrocidades do mundo moderno. São dois anos fazendo de um tudo, quando em Julho desde ano decide ir a São Paulo para procurar um especialista, eles não me acrescentou muito, mais me disse algo que mexeu comigo quando mencionou que se tratava de uma doença da alma, foi no momento que eu estava lendo o "Vendedor de Sonhos", notei que eu fazia tudo, levava a todos os melhores médicos, há psicólogos, mais eu como mãe e os mais próximos não regavam a sua alma... e quando li o diálogo de Sarah e Rosie com Marco Polo no final do livro o "Futuro da Humanidade" questionando porque ele não se defendia perante o tribunal, que ele que sempre lutou por todos não podia deixar se abater, abriu uma janela light e enxerguei que apesar das dificuldades eu não posso desistir dessa luta, estou a muito pouco tempo aprendendo ser caminhante no meu Eu e assim ajudá-lo a também ser caminhante do seu Eu.
Quem já leu a "Ditadura da Beleza", sabe o peso que a imagem tem para os outros, quem foge do padrão é excluído, imagina para uma criança que perdeu seu cabelo e tem que ser o diferente da turma...
Muito obrigada Dr Cury por tão raros pensamentos que nos toca e nos faz acreditar na vida mesmo quando não entendemos os porquês de tanto sofrimento. Breno tem apenas 8 anos, mais por me ver tão feliz lendo seus livros já me pergunta quando poderá ler o "Futuro da Humanidade"... ah, já estou explicando para os dois sobre beleza, e ficaram pensativos quando disse que beleza esta nos olhos de quem vê.... sempre que posso tenho conversas para que aprendam a pensar, a duvidar e questionar.
Você realmente é especial!!!!!

Cristiana M. 26.09.08 (leitora)

Seus piores inimigos estão dentro de si!

"O ser humano actual se preocupa em tudo que faz com a segurança, mas é falsamente seguro. Temos fechaduras nas portas, janelas, carros, cofres, senhas no cartão de crédito, mas não temos protecção psíquica contra os ataques de dentro, contra os pensamentos controladores e em especial a hiperconstrução de pensamentos, a Síndrome do Pensamento Acelerado, SPA. Sinto dizer que nos sentimos mais ameaçados do que os seres humanos do passado, pois nossos inimigos se multiplicaram e se tornaram mais penetrantes.
Se pudéssemos voltar milhares de anos no tempo e analisar nossos ancestrais, encontraríamos homens sem vacinas, sem noção de higiene, sem garantias de que se alimentariam amanhã, sem cultura académica, mas também homens que se preocupariam e se angustiariam muito menos. Havia entre eles menos depressão, pânico, transtornos ansiosos, suicídios.
Sim, eles eram mais agressivos, reactivos, instintivos e sem noção de direitos humanos, portanto, não são modelos de vida, mas no lugar mais secreto e mais importante para um ser humano, a nossa mente, eram menos perturbados.
Você pode ter vários inimigos na sociedade, mas saiba que seu piores e mais vorazes inimigos podem ser as idéias e imagens mentais produzidas clandestinamente em sua mente e não administradas pelo seu “eu”.
Augusto Cury
"Há muitas ferramentas fundamentais
que o Eu pode trabalhar para ser
um bom gestor da psique.
Aprender a se doar sem
esperar excessivamente
o retorno, é fundamental.
Quem espera muito dos filhos,
amigos, colegas de trabalho,
pode se decepcionar muito.
É melhor decifrar o código do altruísmo,
se doar sem grandes expectativas.
Se as decepções vierem,
estamos preparados.
Se surpresas agradáveis surgirem,
nós deleitamos nela".

Augusto Cury, in O Código da Inteligência

Carta para o Dr. Augusto Cury

Não sei se alguma vez este e-mail chegará até si, mas porque não o tentar se é isto que quero? Chamo-me Tánia Domingos, tenho 18 anos, sou Portuguesa, portadora de uma doença que consiste no aparecimento de tumores benignos pelo sistema nervoso central, afectando assim a visão e a audição(o que perdi no último ano na totalidade) já me interviram dezenas de vezes. Apesar de tudo sempre acreditei em mim, e tenho uma vida que não trocaria nada dela e sou feliz assim, aprecio o mais pequeno pormenor, aliás tenho muito por contar se estiver interessado.
O meu sonho, ou melhor, um deles, é escrever um livro, algo que já comecei a fazer mas sendo uma tarefa difícil, bloqueei um bocado, talvez sejam as janelas killer. Todo este optimismo, veio na reflexão da leitura dos seus livros que se torna indiscretível o sabor que tiveram em mim e o quanto e tanto que me ajudaram, essencialmente a “Saga de um Pensador” que será sempre o livro da minha vida.
Ficando a aguardar alguma noticia e esperando que tambem vôcé siga os seus sonhos e seja irreconhecivelmente feliz,
Um beijinho de quem muito o admira e tem por ídolo,

Tánia Domingos

(email recebido em 24 Set 2008, publicação autorizada pela Tánia. Este email foi por nós direccionado directamente para o Dr. Augusto Cury na mesma hora da recepção).
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Vale a pena Viver!

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Nunca a sociedade humana viveu tempos tão interessantes como actualmente! Há cada vez mais pessoas na Terra, as cidades fervilham de vida, a tecnologia nos oferece cada vez mais conforto e qualidade de vida (na medicina, por exemplo) e o conhecimento nunca foi tão avançado! Esta é uma visão positiva da vida. Não é uma ilusão, muito menos uma alucinação.

Mas também podemos ter uma visão diferente sobre as mesmas coisas. As cidades crescem mas estão cada vez mais inseguras e com muitas bolsas de pobreza em muitas regiões do mundo e a tecnologia também trouxe problemas: poluição, desemprego, stress, armas muito perigosas, etc. Esta é uma visão mais negativa pois incide apenas sobre os efeitos secundários do progresso.

Realismo faz parte da psicologia positiva! Não obstante, a vida no mundo de hoje é assim mesmo. Tem muitas coisas boas. Por exemplo, a medicina já venceu muitas doenças, vive-se muito mais tempo (sabe que há uns mil anos a média de esperança de vida era de apenas 18 anos porque a mortalidade infantil era elevadíssima, havia grandes epidemias e morria-se facilmente de qualquer doença hoje vulgar?).

Temos também coisas muito más, aterradoras. Ou não fossemos seres humanos, ainda muito primitivos em termos emocionais e comportamentais. O ódio, a raiva, a inveja e o egoísmo ainda fazem lei e destroem muitas vidas. Avançámos na ciência mas ainda somos seres pouco desenvolvidos no que respeita à prática da verdadeira humanidade.

Seja como for devemos ter uma visão realista de vida mas ao mesmo tempo positiva,oferecendo o nosso próprio contributo para que o mundo melhore. E esse contributo pessoal pode ser imenso.

Veja: nós podemos melhorar a nossa cultura, pensar mais nos outros, ser mais solidários e humildes, cultivar a inteligência, educar bem as nossas crianças, cuidar dos indefesos, ajudar a manter as nossas cidades limpas...Tantas coisas e tão boas nós podemos fazer!Sejamos promotores da felicidade!

O nosso espaço de manobra e de intervenção é ainda muito amplo. Não nos deixemos sufocar pelos nossos medos ou pelas inibições. Aprendamos a cultivar uma mentalidade aberta, a ter uma visão alargada da vida e do mundo. Devemos entender que não somos apenas cidadãos de uma pequena ou de uma grande cidade. Não importa. Acima de tudo somos cidadãos do mundo, habitantes deste maravilhoso planeta azul e brilhante onde não faltam oportunidades para fazermos uso dos nossos recursos fundamentais:

a capacidade de amar,
a capacidade de pensar,
a capacidade de aprender e
a capacidade de julgar!
Nelson Lima

Escola de Crianças Sobredotadas (Superdotadas)

Tome nota >>Realizou-se em 19 de Setembro a abertura oficial do Projecto Leonardo da Vinci do 1.º ano do 1.º Ciclo do EB (Universidade da Criança/Instituto da Inteligência), em Portimão (Algarve, Portugal)! As estações nacionais de televisão RTP, a SIC e TVI, além de outros órgãos de comunicação social, estiveram presentes!
O Projecto Universidade da Criança é da responsabilidade do pedagogo Ricardo Monteiro. A grande parceria com o Instituto da Inteligência veio dotar os projectos “Leonardo da Vinci e Albert Einstein” de uma nova força motriz e de um “laboratório vivo de pesquisa pedagógica” que antes não teria sido possível.
Uma rede de apoio internacional foi criada e a tranferência de conhecimentos é hoje um pilar vital em toda a estrutura do projecto. Ter hoje, por exemplo, o Dr. Augusto Cury, pai da teoria da inteligência multifocal, no seio do nosso projecto dinamizou os pensamentos e abriu novas perspectivas na área do ensino para a Universidade da Criança. Uma mais valia sem preço....
Informe-se mais em
www.academiadesobredotados.com.

Conheça as Chaves da Psicologia Multifocal

O Instituto da Inteligência vai organizar seminários de introdução à Psicologia Multifocal de Augusto Cury em Portugal (Lisboa e Porto) e no Brasil (S.Paulo) abertos a todo o público interessado.
Orador: Dr Nelson Lima, neuropsicólogo, doutorado em investigação psicológica.
Síntese do programa (6 horas):
Introdução à Teoria da Psicologia Multifocal - Introdução à obra de Augusto Cury - A Mente Multifocal - A Energia Psíquica - A Inteligência Existencial - A Construção dos Pensamentos - A Memória Multifocal - Perturbações da Mente Mutifocal - O Código da Inteligência: para uma vida melhor!
Peça-nos mais informações através do email:

geral@institutodainteligencia.net

Mulheres guardam recordações emotivas
com mais intensidade e detalhe!

Sabia que as mulheres têm uma memória emocional, especialmente ligada a discussões, traumas e acontecimentos emotivos, mais marcada do que os homens?
A resposta está no cérebro. Segundo um estudo da Universidade Estadual de Nova Iorque, há diferenças biológicas entre os sexos na forma como as pessoas guardam esse tipo de memórias. Segundo os resultados obtidos, tal facto deve-se ao que em psicologia se chama "estilo cognitivo", isto é, a forma como a mente processa as informações. Os investigadores observaram que homens e mulheres usam ligações diferentes entre as regiões cerebrais na memória emocional.

Proteja a sua memória! Proteja o seu futuro!


Como muito bem escreveu Augusto Cury no livro Revolucione Sua Qualidade de Vida, "a memória é a maior poupança de um ser humano" . É nessa actividade do cérebro que se incluirão os fragmentos da nossa vida e que poderão ter impacto profundo no futuro.

As nossas vivências diárias vão ficando registadas, algumas de forma superficial, que rapidamente desaparecem no esquecimento. Outras marcarão todo o resto da nossa vida porque ficam aprisionadas a emoções muito intensas. Este é um aspecto a considerar.

Como escreveu A.Cury, "as emoções e as ideias que você vive no anfiteatro da sua mente não interessam apenas ao momento presente, mas ao seu futuro". A verdade é que "cada experiência do presente é uma semente que brotará ao longo da vida". E assim...

A maioria das pessoas maltrata a sua própria memória (e a de muitas outras pessoas) enchendo-a de más recordações. Como assim? Envolvendo-se em problemas de grande carga emocional, insistindo em problemas, perseguindo objectivos irrealistas, acolhendo pessoas más no seu leque de amigos e aventurando-se em situações de risco. Esquecem que o cérebro vai registar muitas dessas recordações que se transformarão mais tarde em frustações, desilusões, angústias, ideias negativas, agressividade e ódios.

Para proteger a nossa memória e para que ela não nos persiga no futuro devemos ter cuidado com aquilo que fazemos, com as opções que assumimos, com as pessoas que acolhemos na nossa privacidade. Como alerta A.Cury "Não se iluda! Se não aprender a proteger a sua emoção e a governar minimamente os seus pensamentos, as suas chances de felicidade ficarão comprometidas". Cuidado pois com aquilo que vai ficar na sua memória, especialmente na sua memória emocional!

As chaves da inteligência

A generalidade dos peritos define a inteligência humana como uma capacidade geral para raciocinar, solucionar problemas, pensar no abstracto, compreender ideias, organizar reacções e aprender. A inteligência permite-nos registar e gerir informação, criar e desenvolver conhecimentos e a inventar possibilidades(coisas novas) – elementos, afinal, determinantes da civilização e do progresso.

Para que tudo isto seja concretizável, a inteligência socorre-se da percepção, da atenção, da memória, do pensamento criativo, do autocontrolo, da adaptação social e até da motivação para a tomada de boas decisões. Assim, a prática da inteligência resulta da aplicação de uma série de recursos não apenas intelectuais mas também emocionais, sentimentais, volitivos e sociais.
Podemos assim perceber que a inteligência deve ser entendida não tanto como uma estrutura cognitiva abstracta e independente, possível de ser isolada em laboratório para um melhor estudo, mas mais como uma expressão de comportamento e, por conseguinte, uma manifestação da personalidade.

No seu próximo livro, Augusto Cury, vai presentear-nos com as "chaves da inteligência" - um livro muito bem escrito, interessantíssimo, com muitas dicas e até exercícios para que sejamos capazes de usufruir plenamente das nossas capacidades de pensar tendo em vista uma vida mais autónoma, mais feliz e mais tranquila.
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Instituto da Inteligência

(Portugal e Brasil)

PROMOVENDO A SAÚDE DO CÉREBRO E DA MENTE!
ABRA UMA UNIDADE NA SUA CIDADE
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Siga o nosso congresso pela televisão!

No dia 25 de Outubro, com a presença de Augusto Cury, terá lugar o 1º Congresso Nacional do Instituto da Inteligência, no Algarve. Se vive fora de Portugal poderá seguir todo o congresso através de uma transmissão de televisão em directo pela internet num site especial que está a ser construído.

A vida e seus contrastes!

Nunca a sociedade humana viveu tempos tão interessantes como actualmente! Há cada vez mais pessoas na Terra, as cidades fervilham de vida, a tecnologia nos oferece cada vez mais conforto e qualidade de vida e o conhecimento nunca foi tão avançado! Esta é uma visão positiva da vida.

Mas também podemos ter uma visão diferente sobre as mesmas coisas. As cidades crescem mas estão cada vez mais inseguras e com muitas bolsas de pobreza em muitas regiões do mundo e a tecnologia também trouxe problemas: poluição, desemprego, stress, armas muito perigosas, etc. Esta é uma visão mais negativa pois incide apenas sobre os efeitos secundários do progresso.

Seja como for, devemos ter uma visão realista de vida e ao mesmo tempo positiva, oferecendo o nosso próprio contributo para que o mundo melhore. E esse contributo pessoal pode ser imenso. Veja: nós podemos melhorar a nossa cultura, pensar mais nos outros, ser mais solidários e humildes, cultivar a inteligência, educar bem as nossas crianças, cuidar dos indefesos, ajudar a manter nossas cidades limpas...Tantas coisas e tão boas nós podemos fazer!

O nosso espaço de manobra e de intervenção é ainda muito amplo. Não nos deixemos sufocar por nossos medos ou pelas inibições. Aprendamos a cultivar uma mentalidade aberta, a ter uma visão alargada da vida e do mundo.

Devemos entender que não somos apenas cidadãos de uma pequena ou de uma grande cidade. Isso não importa, porque, acima de tudo, somos cidadãos do mundo, habitantes deste maravilhoso planeta azul e brilhante onde não faltam oportunidades para fazermos uso dos nossos recursos fundamentais: a capacidade de amar, a capacidade de pensar, a capacidade de aprender e a capacidade de julgar!
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Competitivo, incerto, rápido, indeterminado, complexo, eis o nosso mundo. Colocar a cabeça na areia e ignorar que as transformações sociais, tecnológicas, económicas e outras interferem na nossa vida é má política e pode ser suicida. Por isso recordo aqui alguns conselhos de Augusto Cury que recolhi na sua teoria da Psicologia Multifocal. Dediquemos o nosso aperfeiçoamento pessoal a...

1º Desenvolver a Arte da Pergunta (sermos curiosos na procura de mais saberes).
2º Desenvolver a Arte da Dúvida (para que nos interroguemos sobre nós próprios e os outros antes de tomarmos decisões).
3º Desenvolver a Arte da Crítica (fundamental para decisões inteligentes).
4º Analisar as diversas variáveis que estão em jogo para atingirmos os nossos objectivos (procurando prever os obstáculos, o impensável e o inesperado mas não impossível).
5º Valorizar as relações sociais e procurarmos ser agentes sociais.
6º Aprender a expor as nossas ideias (o mundo hoje ferve de ideias e inovações).
7º Ter uma visão multifocal da espécie humana.
8º Expandir o mundo das ideias através do uso das artes da inteligência (a arte da pergunta, dúvida, crítica, observação, análise).
9º Aprender a colocar-nos como "eternos" aprendizes.
10º Procurar sermos engenheiros de ideias actuando com consciência crítica.
Muito do nosso futuro é previsível, mas pode surpreender-nos! Devemos então estar preparados!

Ricos não são aqueles que têm muito (entrevista)

"Viver a vida como ela é, fazer das pequenas coisas um espetáculo para os olhos. As coisas mais ricas e importantes da vida não se compram com o dinheiro. Um olhar solene diante de uma flor, um beijo no filho, uma troca de experiências de um professor com o aluno dizendo um momento importante da história, um elogio para um colega de trabalho, uma contemplação das nuvens que mudam de arquitetura a cada segundo, um mergulho dentro de si mesmo e agradecer a Deus como autor da existência independente de uma religião. Enfim, ricos não são aqueles que têm muito, mas são aqueles que sabem fazer muito do pouco". Aceda a toda a entrevista de Augusto Cury à revista VISÃO SOCIAL (Brasil). >> Ler mais...

Lançamento de novo livro em Portugal

O novo livro de Augusto Cury, O CÓDIGO DA INTELIGÊNCIA, vai ser lançado em Portugal no mês de Outubro, por ocasião da presença do autor no 1º Congresso Nacional do Instituto da Inteligência em que o tema central via ser A Educação e o Homem do Futuro".

Augusto Cury: sou um artesão de palavras!

"Escrevo continuamente há mais de vinte cinco anos e publico há pouco mais de oito anos. Tenho mais de 3 mil páginas ainda inéditas, não publicadas. Muitos não entendem por que meus livros são tão procurados, já que não tenho atração por propagandas e, dentro do possível, possuo uma vida social um tanto reclusa. Talvez seja por causa das viagens pelo território do insondável mundo da mente humana. Sinceramente, não mereço esse sucesso. Não sou um autor capaz de produzir textos com agilidade. Sou, sim, um escritor determinado. Costumo brincar que sou um grande teimoso. Procuro ser um artesão das palavras".
Augusto Cury, in "O Vendedor de Sonhos"
O futuro da humanidade não será deslumbrante se não tomarmos o script de nossa história em nossas mãos e aprendermos a ser actores e actrizes principais. Seremos dirigidos pelos outros e controlados pelas circunstâncias.
Augusto Cury

Um alerta!

As pessoas não se dão conta das pequenas mudanças que destroem seus relacionamentos, metas, carreira, saúde física e emocional.
Muitos jovens só enxergam que estão com problemas quando se tornam adultos frustados.
Augusto Cury

A inteligência não morre connosco!


Você tem consciência da brevidade da vida?
Tal consciência o estimula a buscar a sabedoria
e investir em qualidade de vida?
Augusto Cury
>>
Antes da nossa espécie (que a ciência designa como Homo Sapiens Sapiens) viveram na Terra outros seres com características que a pouco e pouco se foram aproximando da nossa. Esses hominídeos foram muito diferentes entre si. Inicialmente terão sido indivíduos relativamente frágeis vivendo de forma muito primitiva e difícil. Muitas espécies precederam a nossa mas tudo indica que elas se seguiram umas às outras como se cada uma delas deixasse um legado à que se lhe sucedia. Isso durou milhões de anos.
Poucos vestígios nos deixaram da sua presença na Terra. Os estudiosos continuam a escavar o solo à procura de testemunhos desses seres primitivos na tentativa de se reconstituir a nossa verdadeira história. Esse esforço é muito importante, tão importante como enviarmos sondas a Marte ou a outros planetas à procura de indícios de vida.
Estamos pois com um olho no passado e outro no futuro. E é assim de que deve ser, mesmo na nossa vida pessoal. Nós estamos permanentemente entre o ontem e o amanhã mas estamos sempre deslizando rumo ao futuro. Futuro que um dia viveremos como presente e que de imediato fica para trás. É como um movimento perpétuo, como uma onda que atravessa o oceano do tempo.
A inteligência antes do ser humano
Mas estava eu dizendo que somos descendentes de seres que a pouco e pouco se foram espalhando pela Terra cuidando das suas crias, construindo os seus lares e deixando a marca da sua passagem.
A nossa espécie só existe à uns 200 mil anos, segundo alguns estudos. É muito pouco tempo quando comparamos com os 7 ou 8 milhões de anos, um tempo anterior em que já por aqui andavam pequenos hominídeos (setenta milhões de anos antes já tinham desaparecido os dinossauros). Isto são períodos de tempo colossais!
A inteligência chegou à Terra muito antes desses tempos longínquos. Ela surgiu nos pequenos seres microscópios que chegaram ainda há mais tempo pouco depois de se ter dado o milagre da Vida. Ou terá a inteligência chegado com a própria Vida há milhares de milhões de anos?
Estou em crer que sim. E desde então marcou toda a história deste cantinho do Universo através de seres cada vez mais complexos e inteligentes. E assim continuará.
A inteligência depois de nós
Cada um de nós é pois uma peça de um imenso puzzle. E a nossa inteligência, aquela com que nos identificamos e que rege a maioria das nossas escolhas e do nosso destino, faz também parte de um todo universal que vem do passado e vai fluir rumo ao futuro.
Quando nascemos já trazemos as grandes estruturas da nossa inteligência, aquelas que farão de cada um de nós pessoas distintas e com uma história própria. Inteligência que, afinal, já vem de trás, dos nossos antepassados e que nos é transmitida por via natural. Assim, cada um de nós, contém em si mesmo uma parte importante de inteligência muito antiga, tão antiga como a própria Vida na Terra.
Ela nos liga todos uns aos outros, não apenas aos outros humanos mas aos restantes seres vivos, de hoje e do passado. Fazemos assim parte de um ecossistema complexo e inteligente que tem evoluído desde a origem do Universo. E um dia, quando chegar a vez de abandonarmos a nossa viagem, podemos ter a certeza que uma parte da nossa inteligência continuará na Terra e se projectará no futuro dando continuidade e consistência ao fenómeno da Vida. Como? Através dos nossos descententes (filhos, netos, bisnetos...) a quem transmitimos uma boa parte dos nossos genes mas também dos nossos ensinamentos e memórias. Morrer será então e apenas um momento da Vida que nos ligará ao futuro através dos outros.
Nelson S. Lima

O meu momento mágico!

Augusto Cury me convidou para escrever
o prefácio de seu próximo livro!


Na dedicatória que escreveu (em 15 de Novembro de 2003) no exemplar do livro Inteligência Multifocal que eu havia comprado em Portugal umas semanas antes, Augusto Cury, com a sua já lendária simpatia teceu considerações muito amáveis a meu respeito que guardo com muito carinho.
A nossa amizade começou a crescer desde então e em alguns dos seus livros Augusto Cury foi fazendo referências ao meu trabalho no Instituto da Inteligência (que eu havia criado em Portugal, na década de 90).
Nos anos seguintes, Augusto Cury tornou-se num dos autores mais lidos do Brasil com obras batendo recordes de vendas. Segui a sua trajectória com todo o interesse dado que me tornara seu fã. Depois aconteceu a ideia de criar este Centro de Estudos - um contributo simples mas honesto e não comercial para a obra de Cury. O autor gostou da ideia, aprovou e me felicitou já pelo trabalho que se tem feito (tenho assumido pessoalmente os conteúdos desta página).
Finalmente, eis que Augusto Cury quase fez explodir meu coração de alegria: ele me convidou para escrever o prefácio do seu próximo livro (dedicado à inteligência humana)!!!! Precisei de parar para respirar fundo e reler o convite. Era demasiada a emoção sentida!
Agora que já passaram uns dias aqui estou para dizer que me sinto muito grato e feliz pelo convite e quero partilhar essa alegria com os leitores desta página. Vejam só: vocês vão ter um novo livro de Cury onde eu estarei presente, logo nas primeiras páginas!
Depois da cegueira da emoção, minha mente se clarificou e levantou-se a questão: como poderei responder ao desafio de Augusto Cury? Que tremenda responsabilidade ele me atribuiu! Eu sei, eu poderia ter dito NÃO! Mas o SIM foi irresistível e imediato. Por vaidade? Por alegria? Por orgulho? Talvez tudo isso junto. Me perdoe Augusto Cury. Me perdoem os leitores.
Pois venha o manuscrito para eu ler. Estou curioso e ansioso. Depois arranjarei engenho e arte para escrever o prometido prefácio. E que todos fiquemos felizes por mais uma (certamente) bela obra de Augusto Cury.
Augusto Cury, meu querido amigo, MUITO OBRIGADO pela confiança depositada nos meus préstimos.
Um abraço de
Nelson S. Lima

O problema cérebro-mente

Este é um dos temas mais controversos da actualidade e nele reside um dos muitos mistérios que a inteligência científica tenta desvendar. Qual a relação entre o cérebro e a mente? O que é o cérebro? O que é a mente?
Augusto Cury dedicou muitos anos da sua vida na pesquisa da mente. Elaborou mesmo uma teoria que apresentou em seu livro Inteligência Multifocal (1998). Ele escreveu que "apesar do conhecimento sobre a natureza da energia psíquica ser a tese das teses na Ciência, por referir-se à essência intrínseca que nos constituem como seres que pensam e sentem" ela, a Ciência, "foi omissa e tímida em pesquisá-la". Abandonou o estudo da mente aos Filósofos e gerou um caos teórico na Psiquiatria, na Psicologia e nas demais ciências psicossociais.
A grande questão - ainda não resolvida - é o seguinte: "o que ocorre com a energia psíquica no pré-pensamento, ou seja, milésimos de segundos antes de transformarem em ideias, pensamentos? - pergunta Cury.
O autor defende que precisamos de teorias multifocais capazes de explicar os processos de construção dos pensamentos, a formação da consciência, o funcionamento psicodinâmico e histórico-existencial da mente humana.
Depois de muitas dúvidas, hipóteses e contradições, "tenho a impressão - confessa - de que a produção de teóricos na Psicologia se contraiu a partir das últimas décadas do século XX". E, assim, "as questões fundamentais da psique humana permanecem abertas, irresolúveis".
Por outro lado, o divórcio da Psiquiatria e da Psicologia clínica com a Filosofia impediu a expansão de ideias. Elas tornaram-se excessivamente clínicas, psicopatológicas, mas, não obstante, pobres na produção de "vacinas psicossocioeducacionais eficientes contra as doenças psíquicas, psicossomáticas e psicossociais". Actuam na dor, mas não como expandir o prazer.
Ao longo do século XX, a psicologia teve grandes teóricos e investigadores. Mas quem mais se desenvolveu foi a Neurociência que se debruça mais sobre o cérebro, as suas estruturas e o seu funcionamento.
Felizmente que, nos últimos anos, o estudo dos processos cerebrais tem vindo a dar mais atenção ao estudo da mente. E porquê? Porque há processos mentais que parecem estar para além de qualquer fisiologia (estrutura) do cérebro. Mas os cientistas continuam divididos porque ainda não apareceu uma explicação convincente sobre como surge e funciona a nossa mente. Os reducionistas afirmam que a mente é uma mera produção funcional do cérebro. Os dualistas defendem que a mente e o cérebro são realidades distintas. Entre estes, os mentalistas acreditam que a mente é feita de uma substância espiritual resultante da interacção entre a psique e o cérebro.
As divisões acentuam-se quando se entra no domínio da consciência. Como é que o cérebro forma a consciência? O que acontece todas as manhãs quando nos libertamos do sono e retomamos a consciência do nosso Eu, dos nossos pensamentos e do mundo extra-psíquico?
Estas e outras perguntas, com tantas outras respostas quantas as contestações, vão continuar por mais tempo. Cabe à inteligência e ao conhecimento, através da Ciência, continuar a sua exploração em busca de novas descobertas.
Como a mente resiste ao tempo!
Numa época em que se consegue viver mais tempo é desejável que aumente o número de pessoas capazes de envelhecer saudavelmente. Pois envelhecer não é uma fatalidade. É um processo de maturação e de desenvolvimento. Mesmo que o corpo, gradualmente, possa ir apresentando algumas dificuldades (nem todos os órgãos e funções biológicas envelhecem ao mesmo tempo) mesmo assim podem existir elementos do nosso Ser capazes de resistirem por mais tempo aos efeitos do desgaste, do cansaço e da degradação (os quais também variam de indivíduo para indivíduo). E aquilo que mais pode resistir ao tempo é, mais do que o corpo, a MENTE! Saiba como em >> www.talentosenior.blogspot.com.
(clique sobre a imagem para ampliar)
CONGRESSO NACIONAL DO INSTITUTO DA INTELIGÊNCIA
Outubro, Algarve (Portugal)
Para saber mais clique aqui > CONGRESSO

A grande cidade da memória!

A escrita criativa de Augusto Cury esconde, por vezes, a sua erudição e talento científico. Augusto Cury não é apenas um psiquiatra que virou escritor de auto-ajuda. De modo algum. Seus livros traduzem seu profundo interesse em falar de coisas complexas que ele domina apresentando-as de forma simples e naturalmente acessível aos seus milhões de leitores e fãs em todo o mundo.
O seu trabalho baseia-se em anos de pesquisa sobre a mente humana, suas estruturas, dinâmica e modos de funcionamento. Não é um qualquer curioso, com habilidade para a escrita, que resolveu falar sobre psicologia positiva. Ele é acima de tudo um médico e um cientista envolvido no estudo da mente e do comportamento humano.
Ele próprio fez ciência quando introduziu terminologias como a MUC (memória de uso contínuo, central e consciente) e a ME (memória existencial, não consciente).
A MUC inclui aquela que nós, neuropsicólogos, chamamos de Memória de Trabalho ou Operacional. Mas não só. A MUC está sempre presente e percebemos a sua existência. É ela que nos permite produzir pensamentos quotidianos, tomar decisões, lembrarmo-nos do que vamos fazer a seguir, etc. Já a ME (memória existencial), sendo inconsciente, representa a memória que contem os segredos da nossa história passada. É diferente da Memória Autobiográfica que nos permite recordar a nossa vida e nos ajuda a saber quem somos. A ME repousa nas profundezas do inconsciente e nela se encontram milhares de arquivos com bilhões de informações produzidas desde o tempo em que eramos ainda um simples mas vigoroso feto. Arquivos de emoções positivas, medos e conflitos repousam nesta forma de memória.
Vivemos assim utilizando a Memória de Uso Contínuo e ao mesmo tempo sendo influenciados pelas memórias dinâmicas alojadas na Memória Existencial que, de alguma forma, influencia nossos comportamentos e decisões, bem assim como a nossa personalidade. Muitas inibições e problemas actuais da nossa vida dependem daquilo que está registado na Memória Existencial.
Augusto Cury descreve de forma muito inteligente como estas duas memórias funcionam. Imaginemos uma cidade. A MUC corresponde ao centro, com toda a sua agitação e ruas de grande acividade. A ME são os bairros periféricos onde estão as memórias da nossa infância e dos tempos passados. A todo o momento há um trânsito entre as duas zonas: memórias de hoje que se deslocam para a memória existencial (ME) e memórias do passado que são resgatadas e regressam ao nosso conhecimento e consciência (MUC). Portanto, como acentua A. Cury, o "trânsito" entre o mundo consciente e inconsciente faz-se nos dois sentidos, é enorme e contínuo.
Para viver precisamos muito da memória. Sem ela, entraríamos em colapso, em ruptura e a vida perdia todo o sentido e significado. Por isso, cuide da sua memória mas, sobretudo, faça com que a sua vida cheia marcada por memórias positivas pois elas vão influenciar de forma benéfica e saudável o seu futuro.
Texto de Nelson S Lima
Não basta sermos bons pais, temos de ser excelentes!
Hoje, bons pais estão a criar filhos ansiosos, alienados e, às vezes, autoritários.
Quem estimula uma criança a reflectir é um artesão da sabedoria.
As crianças gostam de pensar, mas podem ser ensinadas a pensar melhor.
A educação tornou-se seca, fria e sem tempero emocional.

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BOLSA DE FORMADORES E CONFERENCISTAS

Se tem formação e experiência profissional (mais de 8 anos) de elevada qualidade em alguma das áreas em que o Instituto da Inteligência trabalha, envie o seu Curriculum Vitae detalhado para a nossa Bolsa de Formadores e Conferencistas pelo email geral@institutodainteligencia.net. Necessitamos igualmente de conferencistas, nas mesmas áreas, que sejam fluentes num dos seguintes idiomas: Espanhol, Inglês, Francês ou Chinês.
Locais de trabalho: Europa, África, China e Brasil.

A mente humana....segundo Cury

Psicologia, Instituto da Inteligência, 2008
O conceito de mente defendida pela Ciência Psicológica diz que ela resulta de uma interacção dinâmica e cibernética entre uma estrutura física complexa (o cérebro) e um processo emergente. A teoria da Inteligência Multifocal proposta por Augusto Cury em 1998 descreve-nos a mente humana como um campo de energia onde ocorrem de forma constante, ininterrupta e altamente dinâmica fenómenos inconscientes e conscientes que conduzem à formação de diferentes categorias de pensamentos, ideias, memórias, emoções e sentimentos. Cury destaca o papel central da memória (na construção dos pensamentos, da imaginação e na consciência do Eu) e como a mente constrói a nossa auto-consciência, alarga os nossos horizontes ou....pode tornar-nos escravos de medos, depressões e outras perturbações existenciais.
Este é próximo tema a publicar nesta página.

Ligue-se ao futuro!

Psicologia/Instituto da Inteligência, 2008
A ignorância é o pior inimigo do Homem...
Faz algumas semanas, foi lançada em Portugal, a tradução do livro do cientista social norte-americano James Canton The Extreme Future, qualquer coisa como "futuro radical" (o título da edição portuguesa é "Sabe O Que Vem Aí?", ed. Bizâncio).
Ninguém pode ficar indiferente ao conteúdo desta obra de um conhecido estudioso das grandes tendências mundiais ao nível do clima, da tecnologia, da sociedade, da ciência, da economia e da demografia.
Canton trabalha há mais de 30 anos como conselheiro de empresas e governos, incluindo o Governo do
s Estados Unidos. É um dos poucos especialistas no estudo do futuro a partir das megatendências que geralmente dão origem às grandes transformações humanas. Não é um adivinho. É um investigador. A sua missão consiste em acompanhar a evolução dos acontecimentos humanos e perceber o impacto que eles terão no futuro a curto, médio e longo prazo. Por exemplo, Canton procura responder a perguntas como estas: 1º Qual o futuro da humanidade se até ao ano 2050 as questões do aquecimento global e as alterações climáticas não ficarem resolvidas (em 2050 o planeta Terra deverá ter quase o dobro da população actual); Quais as implicações reais que o aumento da informatização dos serviços e a rapidez da internet terão na vida das pessoas, em especial no trabalho?
Como é que Canton procede? Ele utiliza a inteligência e os conhecimentos de muitos especialistas e empresas para compreender como as coisas muito provavelmente vão acontecer. A sua organização, o Institute for Global Futures, tem um sistema de vigilância através da internet que lhe permite recolher informações em mais de um milhão de fontes (laboratórios de pesquisa médica, empresas de alta tecnologia, NASA, etc.). É com base em todo esse imenso material que ele constrói cenários sobre o futuro.

Despertar a nossa consciência...
O livro de Canton é muito importante e eu recomendo-o vivamente. É uma espécie de manual sobre o futuro não impossível. Para quem esperar viver mais 10, 20, 40 ou 50 anos este livro é fundamental. Mais ainda para os pais cujos filhos vão viver quase todo o século XXI. O livro desperta a nossa mente para realidades que hoje já são futuro, tal a velocidade a que as mudanças estão a acontecer.
(Um exemplo de como o futuro está a chegar muito rapidamente:
esta semana li, na revista Sábado, que o jornalista e escritor português
José Rodrigues dos Santos vai actualizar um dos seus mais
recentes romances porque o preço do petróleo já atingiu
valores que ele previra, no livro, que só teriam lugar em 2010).

Qual é a vantagem de conhecermos melhor o que provavelmente vai acontecer dentro de 5 ou 10 anos, ou mais?
No século XXI, dominado pela informação e a tecnologia, esse conhecimento é muito importante. É que, tal como se previra, o nosso mundo está a transformar-se radicalmente e a uma velocidade incrível em muitos domínios que vão afectar a vida do cidadão comum e ainda mais dos nossos filhos.
Podemos pensar que estas coisas modernas só interessam a uns quantos. Puro engano. Ou ingenuidade. É que o mundo, hoje, é a tal "aldeia global" onde o que acontece a 5 mil ou 10 mil quilómetros de distância (uma invenção, uma alteração da Bolsa, uma falência, uma alteração política, etc.) pode ter um impacto não negligenciável na nossa vida agora ou no futuro.
Cidadãos informados são cidadãos mais esclarecidos, mais habilitados a cuidarem do seu próprio futuro e dos seus interesses.
Lembrêmo-nos que as boas decisões só podem ser tomadas por quem tenha ao seu dispor as melhores informações. Por exemplo, quando os nossos filhos precisam de decidir sobre o futuro eles devem estar informados sobre os cursos e as carreiras profissionais que interessarão não agora mas daqui por 6 ou 7 anos quando saírem da universidade. Ora 6 ou 7 anos é, hoje em dia, um período de tempo em que muita coisa acontece, até mesmo ao nível das profissões.
O extraordinário mundo novo que estamos a viver neste século XXI, com todas as suas coisas boas e menos boas, faz um apelo crescente à nossa inteligência, à nossa capacidade de aprender e ao nosso senso crítico. Mais do que nunca a inteligência é aquilo que separa as pessoas e as empresas mais competitivas das menos capazes de se adaptarem; mais do que nunca a necessidade de aprender e de reciclarmos os nossos conhecimentos se tornou numa urgência inadiável; mais do que nunca o sentido crítico se revela determinante para sabermos fazer escolhas e tomar decisões.

Competitivo, incerto, rápido, indeterminado,
complexo, eis o nosso mundo.
Colocar a cabeça na areia e ignorar que as transformações sociais, tecnológicas, económicas e outras interferem na nossa vida é má política e pode ser suicida. Por isso recordo aqui alguns conselhos de Augusto Cury que recolhi na sua teoria da Inteligência Multifocal.
1º Desenvolvermos a Arte da Pergunta (sermos curiosos na procura de mais saberes).
2º Desenvolvermos a Arte da Dúvida (para que nos interroguemos sobre nós próprios e os outros antes de tomarmos decisões).
3º Desenvolvermos a Arte da Crítica (fundamental para decisões inteligentes).
4º Analisarmos as diversas variáveis que estão em jogo para atingirmos os nossos objectivos (procurando prever os obstáculos, o impensável e o inesperado mas não impossível).
5º Valorizarmos as relações sociais e procurarmos ser agentes sociais.
6º Aprendermos a expor as nossas ideias (o mundo hoje ferve de ideias e inovações).
7º Termos uma visão multifocal da espécie humana.
8º Expandirmos o mundo das ideias através do uso das artes da inteligência (a arte da pergunta, dúvida, crítica, observação, análise).
9º Aprendermos a colocar-nos como "eternos" aprendizes.
10º Procurarmos ser engenheiros de ideias actuando com consciência crítica.
Muito do nosso futuro é previsível, mas pode surpreender-nos!
Aquelas são algumas das ferramentas que podemos utilizar para levarmos de vencida os desafios de amanhã, por muito serena que a nossa vida, hoje, nos possa parecer. Olharmos para a frente, para o futuro, olharmos para o horizonte para além da nossa rua, da nossa cidade e do nosso país é uma postura mais inteligente do que ficarmos queixando-nos das surpresas, por vezes desagradáveis, que o mundo nos reserva.
Muita da nossa ignorância sobre o nosso próprio futuro resulta do facto de estarmos desinteressados sobre o que acontece no mundo, convencidos que estamos que o destino de cada pessoa depende de factores não controláveis e desconhecidos.
Ora, como diz o especialista, James Canton, algumas pessoas "pensam que o futuro é uma sucessão aleatória de acontecimentos, desconhecidos e intocáveis até que tenham ocorrido e apenas completamente compreensíveis depois de passarem. Estão enganadas. (...) Não só o futuro é passível de ser antecipado, como a opinião que se tem sobre ele pode ser uma das forças mais poderosas na vida".
Eis o que o futuro nos pode reservar (pense também nos seus filhos):
- muitos dos empregos actuais vão desaparecer em poucos anos; você está preparado para mudar de emprego ou de profissão qualquer dia?
- a empresa onde você trabalha está preparada para o futuro, para uma concorrência mais dura e agressiva, para vencer em mercados mais competitivos e efémeros?
- já pensou que o seu filho poderá ir trabalhar para um país distante porque lá oferecem mais oportunidades e melhor futuro? Está preparado para enfrentar essa mudança?
- novas doenças poderão surgir mas outras estão a ser combatidas com sucesso; dentro de poucos anos doenças como o mal de Alzheimer poderão ter cura e a velhice pode ser mais feliz. Está preparado para viver mais 10 ou 20 anos além da actual esperança de vida média no seu país?
- os robots estão a entrar em força no mercado de trabalho tal como aconteceu com os computadores; e se o seu emprego puder um dia ser ocupado por uma máquina inteligente? O que vai fazer?
- será que o seu filho está a aprender aquilo que é necessário numa sociedade que exige flexibilidade, criatividade, capacidade de adaptação, poder de comunicação, espírito competitivo?

Não fique surpreendido com tudo o que acabei de escrever. Lembre-se o que disse o professor e guru da gestão Gary Hamel (em "O Futuro da Gestão"): "Somos a primeira geração da História que pode dizer honestamente: estamos limitados apenas pela nossa imaginação".
Nelson S Lima, Julho 2008

Podemos treinar as nossas emoções?

A fazer fé no título do livro de A. Cury Treinando a Emoção para Ser Feliz nós podemos accionar as nossas emoções para que elas nos ajudem a revigorar a auto-estima e a relacionarmo-nos melhor com o mundo.
O autor nos esclarece que a emoção "é um campo de energia em contínuo estado de transformação". Quer isto dizer que as emoções são estados psíquicos "que se organizam, se desorganizam e se reorganizam num processo contínuo e inevitável". Tal como estamos sempre com algum tipo de pensamento em nossa mente, também vivenciamos estados emocionais de forma contínua.
Pensamentos e emoções estão sempre sendo
produzidos por essa enorme energia
que alimenta a nossa vida mental.
A nossa psique é um caleidoscópio virtual onde idéias, pensamentos, imagens, recordações, emoções e sentimentos estão em constante proliferação.
O nosso estado emocional é flutuante. Oscila com maior ou menor profundidade e intensidade em função de múltiplos factores. Misturam-se, por vezes, diferentes tipos de emoções, sobretudo em situações de tensão ou de crise. "Na realidade - escreve A. Cury - o que ocorre na vida de cada ser humano é que a alegria se converte em ansiedade, o prazer em irritabilidade, enfim, as emoções se alternam". E acrescenta: "A emoção passa por inevitáveis ciclos diários".
Os cientistas têm se esforçado, desde há muitos anos, em explicar o que são as emoções. Não tem sido fácil. Mas podemos conhecer algumas ideias:
- N.H.Frijda disse: "as emoções são mecanismos psicológicos destinados a gerar prazer e dor, transformando os estímulos em recompensas e castigos, para gerar expectativas de recompensa/castigo e para determinar e controlar acções".
- J.H.Havilland escreveu: "são experiências, situações e pensamentos que funcionam como elementos aglutinadores do sentimento do nosso Eu".
- Izard propôs: "são motivações que dão significado à nossa existência e que determinam os comportamentos".
As emoções mais antigas na história do Homem são chamadas de primitivas e incluem, por exemplo, o medo. Elas existem também em outros animais e o seu objectivo é claramente o de assegurarem a sobrevivência. No exemplo apresentado, o medo tem por finalidade proteger-nos dos perigos que nos ameaçam.
Percebemos, assim,
que as emoções mobilizam as nossas energias.
Quando estamos mergulhados numa experiência emocional intensa, o nosso corpo, através do cérebro, sofre várias alterações para que ele se adapte à situação.
É muito interessante verificarmos o seguinte: as emoções manifestam-se através de sensações (fuga, luta, ternura, agressividade, etc.), expressões corporais (rubor facial, lágrimas, músculos tensos, saltos, gritos, etc.) e pensamentos (raciocínios sobre o que estamos a sentir, avaliações cognitivas, etc.).
As emoções também provocam catatimia, isto é, infuenciam as outras actividades psíquicas como a atenção, a memória, etc. Já todos experimentámos situações emocionais intensas que nos deixaram, por momentos, "incapazes de pensar". A verdade é que primeiro sentimos as emoções e depois é que somos capazes de pensar. Elas como que bloqueiam a mente intelectual, sobretudo a partir de uma certa intensidade.
Sendo as emoções "geradas" em zonas antigas do cérebro elas são difíceis de "domar". O auto-controlo emocional é uma tarefa que deve ser objecto de aprendizagem desde os primeiros anos de vida para que nos libertemos da escravidão em que elas nos poderão colocar. É daí que nasceu a ideia de "treinarmos a emoção".
Augusto Cury, em seu jeito poético, dá-nos algumas pistas. Veja:
1º Olhar o mundo através dos olhos dos outros (isto exige que você seja tolerante, entenda o que pode estar por detrás de cada comportamento deles e perceba as diiculdades na perspectiva deles).
2º Aprender a compreender as nossas próprias limitações (precisamos de coragem para tal e sermos humildes o suficiente para vislumbrarmos e analisarmos as nossas deficiências);
3º Valorizar a vida (a sua e a dos outros).
4º Saber perdoar (a maior vingança contra um inimigo é perdoá-lo! Pois, assim, a nossa mente deixa de o ver como inimigo).
5º Falar a linguagem da emoção (abra o seu coração, aprenda a falar dos seus sentimentos, treine ser acessível aos outros).
6º Ter coragem para atravessar desertos existenciais (todos passamos por dificuldades e algumas são imprevisíveis e inevitáveis; temos de meter na cabeça que isso é humano e quem for capaz de atravessar essas etapas da vida com esperança e tolerância fica mais bonito interiormente!).

Termino recordando dois pensamentos de Cury:
"A vida é bela e inexplicável, mas vivê-la é uma arte. Ela nunca é uma reta, mas um caminho cheio de curvas e de obstáculos imprevisíveis". Finalmente: "Pare! Faça uma pausa na sua vida. Tenha a coragem de ser um pequeno aprendiz. Retome alguns caminhos, abra novos atalhos e aprenda a mais básica e legítima lição de treinamento da emoção: recomeçar tudo de novo tantas vezes quantas forem necessárias".
Os jovens estão vivendo uma
grande crise existencial.
São vítimas de um mundo alucinante,
veloz, ansioso, que nós criámos.
Augusto Cury

Sofrer inutilmente?

Psicologia, Instituto da Inteligência, 2008
"Quem não aprende a proteger a sua emoção e a governar os pensamentos tem chances reduzidas de ser feliz, tranquilo e sábio" - escreveu Augusto Cury no livro Revolucione Sua Qualidade de Vida (2002).
"Emoção" e "pensamentos", refere o autor. Durante muitos anos estudaram-se estas duas grandes realidades da psique humana como se fossem disciplinas estanques e não estivessem interligadas no nosso cérebro, dependendo uma da outra. Dividiam-se as pessoas em "racionais-lógicas" e "emocionais-sentimentais". Dizia-se que as primeiras faziam maior uso do hemisfério esquerdo do cérebro. E que as outras eram mais dominadas pela actividade do hemisfério direito. Esta discriminação não faz hoje sentido mesmo que saibamos haver pessoas cujo comportamento nos pareça mais emotivo do que outras que se mostram mais "frias", mais conduzidas pela racionalidade e o auto-controlo das emoções. São diferenças de personalidade.
Quando Cury nos diz que revolucionemos a nossa qualidade de vida ele está a pedir-nos que saibamos ser serenos e para termos coragem para reconhecer os nossos erros e fracassos, sem medo, sem perda de auto-estima.
Num dado momento do livro ele escreve uma coisa que muito me emocionou e que é isto: "infelizmente a maioria das pessoas sofre inutilmente". Por que sofrem "inutilmente"? Inutilmente parece, aqui, uma palavra cruel. Mas está bem aplicada.
As pessoas deixam que as suas emoções as controlem facilmente. Buscam tanto a felicidade que não a encontram e sofrem com isso. Andam desiludidas, estressadas, perturbadas. E a culpa não é só do mundo que está difícil e exigente. Viver foi sempre uma aventura e, como nos diz Cury, "os problemas nunca vão desaparecer, mesmo na mais bela existência". Então, diz ele, devemos mudar de atitude: os problemas existem para serem resolvidos, e não para perturbar-nos! Fácil? Não. Difícil.
Temos então de aprender a extrair lições da nossa vida, dos próprios problemas para que sejamos superiores a eles. Mesmo quando são muito grandes e violentos.

Conselhos de Augusto Cury

Ser um pensador não é uma questão de
possuir um título académico mas de
ser um produtor de conhecimento,
de estar em contínuo estado de "gravidez" de ideias, de questionar o mundo,

de exercitar a arte de pensar...

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A nossa mente

Psicologia; Instituto da Inteligência
Durante muito tempo, o estudo da mente foi uma matéria que praticamente apenas interessou aos filósofos. Ainda hoje, muitas discussões em torno do que é a mente são questões centrais da filosofia. Existe mesmo uma área especializada que se chama "filosofia da mente".
Como nos diz João de Fernandes Teixeira a filosofia da mente é um estilo de filosofar que vem recolocando questões centrais da filosofia como: O que é o pensamento? Qual a natureza do mental? O que é consciência? Será o cérebro o produtor da mente? Ou apenas o seu hospedeiro biológico? Será que pensamos com nossa cabeça ou somente “em” nossa cabeça?".
Já na psicologia, o estudo da mente preocupa-se mais com os aspectos determinantes da actividade humana e que fazem parte de algo mais complexo e abrangente do que o exercício do pensar (função essencial da mente) que é a personalidade do indivíduo, com os seus recursos e talentos pessoais, a inteligência, a sabedoria, os valores, a educação, as crenças, emoções e que marcam as suas opções, o seu comportamento e, afinal, toda a sua trajectória ao longo da vida. Para a psicologia somos aquilo que é a nossa mente. Ela marca quem somos e aquilo que fazemos através das nossas realizações.
Com os avanços científicos que nos permitem hoje conhecer melhor a relação cérebro-mente criou-se uma aproximação entre as várias disciplinas - a filosofia da mente, a psicologia, a neurobiologia, as ciências cognitivas, etc. - embora ainda não suficiente. O estudo da mente continua a ser uma área intangível e inacessível. A psique é algo que não se capta através das modernas aparelhagens de pesquisa do cérebro. Há mais perguntas e dúvidas do que respostas.
Augusto Cury sabe muito bem disso. Ele afirma: "Tal dificuldade investigatória tem propiciado a produção de diversas teorias psicológicas e psiquiátricas com postulados, definições, sistemas de conceitos, hipóteses e variáveis intrapsíquicas distintas". E, por isso, as questões fundamentais da mente humana permanecem em aberto e irresolúveis segundo A. Cury.
A mente é um campo de energia
em estado de desequilíbrio dinâmico
Na sua teoria da Inteligência Multifocal, Cury define a mente como um complexo campo de energia (psíquica) não estático nem equilibrado. É um campo de actividade energética em contínuo estado de desequilibrio dinâmico porque está em permanente transformação. É nesse campo de energia que se processam as faculdades intelectuais ou processos de construção da mente que são responsáveis pela inteligência, a produção de pensamentos, as emoções e os sentimentos, etc.
Existe um campo a que temos acesso: a consciência. Ele contem a consciência de nós mesmo (auto-consciência) e a consciência do mundo que nos rodeia. Alguns autores acreditam que este campo consciente representa apenas 5% da nossa actividade mental. Os restantes 95% estão nos bastidores, onde se aloja o universo inconsciente.
Este universo é simplesmente fabuloso. É nele que se ocultam muitos fenómenos e variáveis inacessíveis ao conhecimento directo. São processos velozes que se operam em frações de segundos, organizando microcampos de energia psíquica que depois afloram à consciência como ideias, sensações, memórias, emoções, etc.
A psicóloga Renate Jost de Moraes, reconhecida estudiosa do inconsciente humano, afirma que este "é um potencial de energia" que nos permite encontrar a essência, "o núcleo central de cada pessoa" que se evidencia como um outro nível de percepção cognitiva, diferente do processo cognitivo consciente.
Estima-se que um cérebro adulto normal processa cerca de 400.000 operações por segundo de forma que possamos ver, ouvir, recordar, pensar, etc. Calcula-se que formamos diariamente cerca de 60 mil pensamentos conscientes. Existe também uma constante troca de informações com o corpo e o mundo exterior.
Curiosamente, todas estas transacções se desenvolvem num clima interno de caos (desorganização) psicodinâmico que permite à mente a criatividade, a diversidade de pensamentos, a inteligência multifocal, a variedade de emoções, etc. É um caos que segue as regras dos sistemas dinâmicos e que é vital para o equilíbrio e a evolução.
Viajar até aos
bastidores da mente
Augusto Cury reconhece a extrordinária importância do campo inconsciente. Ele garante que é ali que actua um grupo de fenómenos e variáveis que geram os 4 grandes processos de construção da mente: 1º a formação dos pensamentos; 2º a consciência existêncial (consciência do Eu); 3º a história intrapsíquica (os registos da vida mental do indivíduo), e, 4º a transformação da energia emocional.
Pode a mente ser ampliada e enriquecida? Sim, totalmente. A mente é um campo de energia inesgotável, não é algo estático nem inerte. Ao longo de todos os dias da nossa vida nós sentimos, pensamos, aprendemos e experimentamos novos desafios. Esse material faz com que a nossa mente se mantenha activa e ágil. Mas podemos ir mais longe. Podemos descer aos bastidores da mente para nos conhecermos melhor. "Procurar conhecer este mundo interior é uma aventura indescritível" - garante Augusto Cury. E podemos melhorar as nossas faculdades, a nossa auto-estima, a nossa inteligência de viver.
Instituto da Inteligência Copyright
CURY E A SUA OBRA

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O que é a democracia das ideias?

Psicologia;Instituto da Inteligência, 2008
Este é um tema de fundo que atravessa toda a obra de Augusto Cury.
Humanista convicto, A. Cury defende que o ser humano, beneficiando da capacidade de pensar e de ser auto-consciente, encontrará o verdadeiro poder da mente no uso inteligente das suas faculdades de interiorização, auto-crítica e consciência social.
Na fértil literatura de auto-ajuda, o poder da mente está frequentemente associado a uma melhor memória, a uma maior capacidade de concentração e persuasão sobre os outros. Muitos livros, dos mais diversos autores, prometem a conquista do poder da mente para obtenção mais fácil de sucesso, de enriquecimento financeiro e de domínio sobre os outros.
Para Augusto Cury, o verdadeiro poder da mente não é esse. É, antes, aquele que ajudará na dignificação da pessoa humana através de um melhor uso das potencialidades da mente.
Quando fala em democracia das ideias, o nosso autor é muito explícito: ela regula o processo de interpretação da realidade humana e social que nos envolve e implica o respeito pela inteligência dos outros, a necessidade vital de expormos e não impormos as nossas ideias, o respeito pela diversidade das ideias, a necessidade de aprendermos a ouvir sem preconceitos, a necessidade de analisarmos os outros de forma multifocal (ou seja, no seu todo) e de sabermos colocar-nos em seu lugar para os entendermos.
Assim, a democracia das ideias deve ajudar-nos a questionar os dogmas, a reciclar a rigidez dos pensamentos, a redireccionar estereótipos, a reorganizar a capacidade de pensar, a expandir a consciência crítica e o mundo das ideias e do conhecimento. Dessa forma, a democracia das ideias prepara os alicerces humanistas da maturidade das relações humanas.
Este é um campo em que a sociedade humana está ainda muito atrasada. Nesse capítulo, não é exagerado afirmar que vivemos muito influenciados por aquela parte mais primitiva do nosso cérebro, aquela (também chamada de "cérebro reptiliano") que nos torna vítimas de egoísmos maléficos, medos irracionais, instintos de conquista e batalha, e que nos oferece uma mente emocional e social muito menos evoluída do que a mente lógica, racional e inventiva que deu origem ao progresso tecnológico e científico.

Conselhos de Augusto Cury

Aprenda a arte de ouvir.
Aprenda a apreciar a inteligência do outro e
procure estimulá-la, provocá-la,
promovê-la!
Aprenda a expor e não a impor
as suas ideias!

O Vendedor de Sonhos

Copyright Instituto da Inteligência, psicologia.
O novo livro de
Augusto Cury

Augusto Cury lançou no Espaço Carlos Gomes da Saraiva MegaStore do Shopping Iguatemi, em Campinas (Brasil), a sua mais recente obra —
O Vendedor de Sonhos (Editora Planeta).
Este é o quarto livro de ficção e é o 22 livro de Cury. Trata da história de um homem desconhecido que tenta salvar da morte um suicida. Ousado e cheio de segredos, o personagem principal só é controlado pela sua própria consciência.
Psiquiatra, psicoterapeuta e escritor muito conhecido (com mais de 7 milhões de livros já vendidos no Brasil), o autor desenvolveu uma das poucas teorias mundiais sobre o funcionamento da mente e a construção do pensamento: a chamada Inteligência Multifocal.
O novo livro de Cury já ocupa o segundo lugar dos mais vendidos no Brasil, na categoria de Ficção. Confirme a lista.
1. A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS, de Markus Zusako
2. O VENDEDOR DE SONHOS, de Augusto Cury
3. A CIDADE DO SOL de Khaled Hosseini
4. O SILÊNCIO DOS AMANTES de Lya Luft
5. O CAÇADOR DE PIPAS, de Khaled Hosseini
6. O GUARDIÃO DE MEMÓRIAS, de Kim Edwards
7. AS MEMÓRIAS DO LIVRO, de Geraldine Brooks
8. A SOMBRA DO VENTO, de Carlos Ruiz Zafón
9. CREPÚSCULO, de Stephenie Meyer
10. ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA, de José Saramago.
Leia um texto de O Vendedor de Sonhos.
Clique aqui!
(notícia de 12 de Julho)
A memória é a maior
poupança de um ser humano!
Augusto Cury

O AMOR ENTRE OS SERES HUMANOS

Instituto da Inteligência, 2008
O nosso destino é profundamente
marcado pelos sentimentos.

Escreveu Augusto Cury que a emoção é um dos grande enigmas da inteligência. "A matemática da emoção não obedece aos princípios da inteligência lógica" - escreve o autor em Revolucione Sua Qualidade de Vida.
O amor é um sentimento que conjuga várias emoções. É um sentimento consciente. Eu defendo que o amor é também um sentimento multifocal porque é uma confluência de paixão, intimidade e união. Envolve numerosas emoções e influencia os comportamentos. E também o estado do nosso Eu (nas suas dimensões espiritual, psíquica e física) e pode contribuir para o enriquecimento da auto-estima. O ser humano está predisposto geneticamente para amar e ser amado porque é um animal profundamente social, envolvido em múltiplas redes de relações (familiares, comunitárias, laborais, etc.). Leia meu texto completo na página Viver!
Nelson S Lima
1º Congresso Nacional do Instituto da Inteligência
A EDUCAÇÃO E O HOMEM DO FUTURO

Participação especial do prof. AUGUSTO CURY
25 Outubro 2008, ALGARVE

Use a inteligência para ser feliz!

Instituto da Inteligência, 2008


Perguntar-se-á: o que é que a inteligência tem a ver com a felicidade? A resposta é simples.

É a inteligência que nos permite compreender o mundo, começando por nós próprios. É a inteligência que nos permite observar, pensar, reflectir, exercer a arte da dúvida, criar, procurar soluções, descobrir novos caminhos. É a inteligência que faz de nós pensadores.
Um pensador é, antes de tudo, alguém que procura, em tudo o que faz e crê, respeitar sua própria inteligência, ser fiel aos seus pensamentos e desenvolver a consciência crítica - essa extraordinária faculdade humana que nos autoriza o exercício do senso crítico e que alimenta a nossa personalidade e a nossa auto-estima.
Muitas pessoas de hoje, devido à falta de auto-crítica, apreciam muito mais o misticismo, o esoterismo e o sobrenatural do que se interiorizarem e desenvolverem as funções mais nobres da sua própria inteligência.
Para ser feliz e vencer as suas adversidades você não tem que se ajoelhar perante falsos profetas nem integrar novas doutrinas espirituais que mais não fazem que o manter na fantasia e na ilusão!

Todos os poderes estão em você, na sua inteligência, na sua capacidade de reflectir e pensar. Não recue perante os desafios deste mundo novo que está à nossa frente e que todos os dias se transforma. Não tenha medo de viver!
Nelson S Lima, baseado nas obras de Augusto Cury

Palestra Audio

Escute o Dr Augusto Cury falando sobre
A DITADURA DA BELEZA

Clique no botão com este sinal > para iniciar a audição.

O médico engenheiro de ideias!

Instituto da Inteligência
O Dr. Mehmet Oz, um brilhante cirurgião cardiovascular, autor de vários livros de divulgação científica e presença regular no famoso programa Oprah (ver Oz Diet), escreveu, em 1998, um pequeno livro com um título muito sugestivo: "A Cura Que Vem Do Coração" (Edit. Cultrix, Brasil) (*).
Nessa obra, o Dr. Oz remete a nossa atenção para o papel que a mente desempenha na cura das doenças orgânicas, em particular as do coração.
Ele relata muitos casos de doentes seus em que, sem colocar de lado os seus conhecimentos científicos e o uso das modernas tecnologias, os ajudou a compreender como as emoções, a atitude e o espírito deles influenciavam tanto os aspectos físicos da doença como a maneira de encará-las. A leitura do livro entusiasma-nos pois podemos acompanhar como todos os doentes evoluiram positivamente e superaram mais facilmente os seus problemas e angústias.
Na verdade, o livro realça o papel do pensamento e o poder deste sobre os estados emocionais e a cura. Quando o li, já lá vão uns 8 anos, lembrei-me de imediato de Augusto Cury e da sua obra onde este autor descreve precisamente como é importante sermos capazes de usar a nossa mente para nos tornarmos donos do nosso destino.
Porque é que a mente pode ser assim tão poderosa? Porque ela não é apenas o palco dos pensamentos e das emoções. Ela apresenta-se também como um complexo campo de energia (psíquica) muito dinâmica que influencia o estado da saúde.
O Dr. Oz é um humanista e um ser humano de mente bem aberta. Ele escreveu que o verdadeiro cientista deve ser receptivo a novas ideias e, ao mesmo tempo, conservar certo nível de ceticismo, o que lhe permite assim aceder a conhecimentos que estão fora das salas das universidades. Na sua prática clínica ele faz abordagens médicas integrais e eficazes para complementar os tratamentos mais convencionais, baseados em medicamentos e cirurgia.
No hospital-universidade em que trabalha ele manda ensinar e aplicar musicoterapia, hipnose, reflexologia, aromaterapia, massagem, ioga, acupunctura, homeopatia e outros processos complementares. Foi proibido pelas poderosas autoridades médicas norte-americanas? Não! Pelo contrário, o seu trabalho bem sucedido está a ser copiado por outras instituições de saúde nos Estados Unidos e outros países.
Aqui está o exemplo de um livre-pensador, um homem que se libertou das amarras do conhecimento clássico e se abriu a novas ideias e possibilidades de cura, desafiando a ciência e as práticas médicas convencionais!
Um autêntico engenheiro de ideias que sabe aplicar sua inteligência multifocal! Um exemplo para todos os médicos do mundo.
(*) O Dr. Mehmet Oz é considerado um dos melhores cirurgiões americanos. Esteve envolvido no desenvolvimento de métodos para o implante do dispositivo de suporte do ventrículo esquerdo LVDA (Left Ventricular Assist Device), um complexo coração mecânico parcial que ajuda a manter os pacientes vivos enquanto aguardam um transplante.

A massificação da cultura e os seus males

Instituto da Inteligência 2008
Mal do logos estéril

A escola, em vez de formar
pensadores, pode arrasar
com a inteligência dos alunos.
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Um dos grandes contributos do psicólogo Howard Gardner para a nossa percepção da diversidade da natureza humana foi a sua teoria das Inteligências Múltiplas, divulgada em 1982. Ele nos fez ver que a inteligência humana não podia ser entendida plenamente senão através de uma visão multifocal da mesma. Na altura ele proclamou que havia 7 inteligências distintas tais como a inteligência lógico-matemática, a inteligência musical ou a inteligência social. Cada ser humano teria então diferentes "habilidades" naturais que influenciavam a sua prestação profissional, social, etc. Mais tarde ele descobriria outras inteligências.
O que importa aqui salientar é o facto de cada ser humano nascer com potencialidades distintas, mesmo no domínio da inteligência que já não fica limitada ao valor de um Q.I. mas que se pode exprimir através de diferentes possibilidades, aptidões e talentos. O Q.I. deixou de servir como artefacto de diferenciação pois se uma pessoa pode ser exímia no raciocínio analítico e matemático outra pode revelar-se de forma notável na produção criativa e artística.
Infelizmente e apesar de já terem passado 26 anos sobre a divulgação da teoria das inteligências múltiplas, as nossas escolas continuam a ignorar tudo isso. Aliás, poucos professores conhecem inteiramente aquela teoria e muitos menos a sabem aplicar. Nem podem. E não podem porque o ensino ainda está cada vez mais massificado, desrespeitando a natureza distinta do intelecto de cada aluno. De forma que todos aprendem o mesmo e, pior ainda, aprendem muito mal. Aprendem por via da recepção passiva de conhecimentos que os professores metodicamente transmitem, repetindo em cada época escolar as mesmas coisas às novas turmas de alunos que vão chegando dos anos anteriores.
Isto leva a uma situação muito dramática: o desrespeito pelos talentos particulares de cada aluno e a imposição de um ensino unifocal, engessado, memorativo, passivo e repetitivo. A escola, em vez de formar pensadores, arrasa com a inteligência dos alunos, torna-os repetidores de frases feitas, nomes, datas, definições, por vezes retrógadas sobre o Mundo.
Augusto Cury, também muito sensível a este problema, escreve que isto trouxe "duas das maiores drogas da inteligência humana: a massificação da cultura e do pensamento". Estas "drogas", "não conseguem jamais conter a diversidade de pensamentos" que existe em toda a humanidade "mas engessa a liberdade, a plasticidade, a criatividade da construção multifocal dos pensamentos, encerrando a inteligência humana num cárcere". Isto conduz ao que A. Cury chama de "mal do logos estéril".
Que síndrome é este? Cury define-o como doença social com sintomas bem determinados: a vítima torna-se num espectador passivo daquilo que aprende por transmissão; incorpora os novos conhecimentos sem prazer, sem crítica, sem desafio, sem aventura; vê sua capacidade de pensar reduzida e de criar; diminui a sua consciência política e social; utiliza o conhecimento adquirido apenas como ferramente profissionalizante para fins próprios (ganhar dinheiro, por exemplo).
Texto de Nelson S Lima

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A escola segundo Augusto Cury

Copyright Instituto da Inteligência 2008
Muitos alunos não amam
o Saber porque ele é
transmitido sem tempero,
sem emoção!

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Segundo Augusto Cury, a esperança do mundo está sobre os ombros da educação. Infelizmente, a educação é frequentemente geradora de muito stress e ansiedade. As salas de aulas estão superlotadas, as aulas tornam-se frequentemente entediantes, os professores têm dificuldade em ensinar e os alunos andam muito desmotivados, aprendendo muito pouco de verdadeiramente sólido e duradouro. O ensino está em crise!
Augusto Cury tem, ao longo de várias obras, proposto uma série de ideias para minorar o estado lastimoso da situação (que não é um problema unicamente português).
Eis algumas pistas para ajudar a criar motivação e interesse pelas aprendizagens nos nossos alunos:
Apostar numa Educação Participativa. Objectivamente pretende-se evitar que os alunos aprendam de forma passiva, pegando na memorização intensiva para usar nas avaliações. Os professores devem provocar o diálogo, injectar curiosidade, promover o interesse pelas diferentes matérias. A transmissão simples e directa de assuntos é perniciosa. É preciso que os alunos sejam envolvidos podendo expressar as suas ideias, opiniões e sugestões. As matérias dadas não podem ser opacas! É um grande desafio para os professores.
A postura dos professores deve facilitar a exposição dialogada. Os professores não devem apenas ser veículos de transmissão de saberes. Têm de aprender a estabelecer a comunicação nos dois sentidos com os alunos, evitando os monólogos por mais de 3 ou 4 minutos. Devem incentivar os alunos a fazerem perguntas!
O ser humano gosta de ouvir contar histórias. As matérias escolares devem ser acompanhadas de relatos de casos da vida real para que os alunos façam uma ligação com a vida dos autores que fizeram a História, a Ciência, a Arte e a Política evoluir. Churchil não foi apenas o líder dos aliados na luta contra Hitler. Ele teve uma história de vida muito curiosa. Por exemplo, ele era um aluno um bocado irrascível mas chegou a receber mais tarde na vida o Prémio Nobel da Literatura. Muitos professores deveriam fazer cursos de "Como Falar em Público" e depois ensinar isso aos alunos.
Reconstruir o rosto do Conhecimento. Esta técnica é o seguimento do ponto anterior. Significa reconstruir o clima emocional em que os diversos personagens reais da História, das Ciências, da Arte e da Política actuaram. Assim, os alunos ficam a gostar das aulas pois elas deixam de ser insípidas, sem rostos, sem vida.
Saber elogiar os alunos, evitando a crítica banal e pública. Para muitos alunos, a chamada de atenção frente aos colegas pode fazer desmoronar a sua auto-confiança e até a auto-estima. Criticar sem valorizar os alunos trava a sua inteligência!
Cruzar o mundo do ensino com o dos alunos! Em muitas escolas existem três instituições distintas e separadas por grandes barreiras: o mundo dos alunos, o mundo dos professores e o mundo da escola (seus anexos administrativos, etc.). Isto tem de ser demolido. Não pode haver tanta separação. Ninguém perde autoridade se houver permuta, partilha, ligação. A autoridade que melhor se impõe é aquela que é naturalmente reconhecida. Muitos professores, alunos e funcionários das escolas deveriam aprender técnicas de liderança!
Desenvolver a emoção e a arte de gerir o pensamento! Não importa a quantidade das matérias dadas mas a qualidade do que se ensina e como se ensina. A educação deve ser multifocal, não apenas académica. É necessário pois que os professores desenvolvam essa arte.

Pensar é construir!

Copyright Instituto da Inteligência
Pensar é uma actividade normal do cérebro que se exprime através de uma série de categorias: pensamentos criativos, pensamentos analíticos, etc.
Augusto Cury, porém, desde há muitos anos que vem clamando por mais. Ele pretende que a qualidade do pensamento se expanda, se enriqueça através de uma educação que provoque reflexão, curiosidade, autoconhecimento e pensamento criador.
Diz o autor que "na actualidade vivemos uma verdadeira crise de formação de pensadores". Embora "atulhados de informações" estamos impedidos de ser "engenheiros de ideias", de usarmos a capacidade para pensar e utilizarmos construtivamente essas informações.
O problema deve ser entendido em toda a sua dimensão psicossocial. É por as pessoas não desenvolverem a capacidade de pensar que a nossa sociedade, embora científica e tecnologicamente avançada, sofre de vários males. Vejamos alguns dos mais vulgares.
Síndrome da Exteriorização Existencial
Dificuldade em fazer auto-crítica, de reflectir sobre si mesmo, de se reorganizar, em trabalhar sofrimentos, perdas e frustações. Este problema torna difícil à pessoa tornar-se agente do humanismo e da cidadania, em colocar-se no lugar dos outros e perceber os seus problemas.
Mal do Logos Estéril
Passividade, desinteresse por aprender, atitude acrítica, intelectualmente estéril, fraca consciência sociopolítica. É causado pelo próprio processo educacional ao tornar os alunos em espectadores passivos diante da transmissão do conhecimento, incorporando-a sem crítica, sem dúvida, sem interesse, sem desafios. Cury garante que estamos perante uma autêntica "doença epidémica nas sociedades modernas" e nos sistemas de ensino tradicionais.
Farmacodependência
Uso e abuso de medicamentos para combater a ansiedade, os estados depresssivos e outros problemas decorrentes de perturbações existenciais.
Paranóia do Consumismo
Excessivo consumismo, dependência da publicidade, das modas e das marcas, fraca capacidade auto-crítica que impeça compras excessivas e desnecessárias.
Paranóia da Estética
Preocupação exagerada com a imagem pessoal.
Crise do Diálogo
Falta de verdadeiro diálogo entre as pessoas por excesso de egoísmo na família, nas empresas, na comunidade em geral.
Violação dos Direitos Humanos
Usurpação dos vários direitos que o ser humano conquistou e que todos os dias mancham a sociedade.

Cury é um pensador preocupado. Ele diz-nos que "a arte de pensar está sufocada". Entre as muitas causas está, por exemplo, "a massificação da comunicação" que tem produzido "uma fábrica de ídolos" em torno da qual gravita um grande número de seres humanos. Teme, por isso, que o século XXI seja o século das doenças psíquicas, psicossomáticas e psicossociais. Será então o "século do paradoxo da informação" pois combinará uma alta incorporação de informações com uma baixa capacidade de pensar criticamente.
Sábio é o ser humano que tem coragem de ir diante do espelho da sua alma para reconhecer seus erros e fracassos e utilizá-los para plantar as mais belas sementes nos terrenos da sua inteligência. Você se considera sábio?
Augusto Cury in Revolucione Sua Qualidade de Vida

Nunca mais seremos os mesmos!

Copyright Instituto da Inteligência
Quem lê Augusto Cury depressa se apercebe que ele possui um fascínio invulgar pela mente humana , onde se desenrola a cada instante o "maior espectáculo no palco da existência". Recordemos que ele tem formação em Psiquiatria e é um fecundo pensador.
Basta pegarmos no livro "Revolucione Sua Qualidade de Vida" para, logo no primeiro capítulo, percebermos de que forma Cury está seduzido pela vida que existe dentro da nossa mente. O título é, ele próprio, um convite à sua leitura: "O Admirável Mundo da Mente Humana".
Ele escreve a dado passo: "A alma humana é um pequeno e infinito mundo. Pequeno, porque cabe dentro de cada ser humano, mesmo de uma criança abandonada pelas ruas. Infinito, porque é insondável na sua plenitude. Diariamente pensamos, reflectimos, raciocinamos, sentimos solidão, medo, ansiedade, alegria, tranquilidade. Não temos consciência de como isso é complexo". É um mundo que Augusto Cury tem procurado levar ao conhecimento de cada leitor através não apenas da descrição de fenómenos mentais como a Âncora da Memória ou o Fluxo Vital da Energia Psíquica como convidando cada um de nós a se interiorizar, a olhar para esse mundo fabuloso da mente e a aprender a gerenciá-lo para nosso deleite.
No prefácio de sua obra central, "Inteligência Multifocal", Cury dá o mote: "Há um mundo a ser descoberto nos bastidores da mente humana; um mundo rico, sofisticado e interessante, um mundo que está além da massificação da cultura, do consumismo, da cotação do dólar, da tecnologia, da moda, do estereótipo da estética". Tentar conhecer esse mundo interno que cada um de nós possui "é uma aventura indescritível".
De facto, acrescenta ele: "Uma das mais importantes explorações do homem, se não a maior delas, é a exploração de si mesmo, do seu próprio mundo intrapsíquico".
E o que ganhamos com essa viagem de descoberta? Cury nos promete que "quando realizamos essa jornada intelectual, nunca mais somos os mesmos, pois começamos a repensar e a reciclar as nossas posturas intelectuais, as nossas verdades, os nossos paradigmas socioculturais, os nossos preconceitos existenciais".
É pois todo um trabalho de auto-descoberta, de auto-psicanálise e de auto-conhecimento o que Augusto Cury nos convida a fazer. Através dos seus livros ele nos diz como proceder. E em cada um deles Cury está lá desempenhando o seu papel de guia competente, sábio, sedutor e amigo.
PRINCÍPIOS DA TEORIA DA
INTELIGÊNCIA MULTIFOCAL

1-FORMAR PENSADORES E NÃO REPETIDORES DE IDÉIAS. PENSADORES QUE DESENVOLVAM AS FUNÇÕES MULTIFOCAIS DA INTELIGÊNCIA, TAIS COMO PENSAR ANTES DE REAGIR, EXPOR E NÃO IMPOR AS IDEIAS, AUTOCRÍTICA, ALTRUISMO, LIBERTAR A CRIATIVIDADE, GERENCIAR PENSAMENTOS, TRABALHAR EM EQUIPE.
2-FORMAR LÍDERES NO TEATRO SOCIAL, AGENTES TRANFORMADORES DA SOCIEDADE E NÃO VÍTIMAS PASSIVAS DO SISTEMA.
3-FORMAR LÍDERES NO TEATRO PSÍQUICO, SERES HUMANOS QUE SAIBAM INVESTIR EM QUALIDADE DE VIDA, QUE APRENDAM A PROTEGER A EMOÇÃO, TRABALHAR PERDAS E FRUSTRAÇÕES E A FILTRAR ESTIMULOS ESTRESSANTES.
4-FORMAR EMPREENDEDORES QUE DESENVOLVAM OS HÁBITOS DOS PROFISSIONAIS EXCELENTES, QUE SAIBAM CONSTRUIR OPORTUNIDADES, SURPREENDER, FAZER ESCOLHAS, USAR SUAS DIFICULDADES COMO DESAFIOS, INVESTIR EM SEUS PROJETOS DE VIDA E LUTAR PELOS SEUS SONHOS.
5-FORMAR PENSADORES QUE TENHAM CONSCIÊNCIA HUMANÍSTICA E ECOLÓGICA, QUE TRABALHEM PELA PRESERVAÇÃO DA ESPECIE HUMANA E PELA CONSERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE.
6-FORMAR SERES HUMANOS SEM FRONTEIRAS QUE SAIBAM SE COLOCAR NO LUCAR DOS OUTROS, QUE DESENVOLVAM OS MAIS NOTÁVEIS NIVEIS DE TOLERÂNCIA RELIGIOSA, CULTURAL, RACIAL, SOCIAL E SEJAM CAPAZES DE BATALHAR CONTRA TODA FORMA DE DISCRIMINAÇÃO
7-FORMAR SERES HUMANOS QUE APRENDAM A SER AUTORES DA SUA PROPRIA HISTÓRIA, DIRETORES DO SCRIPT DA SUA PEÇA EXISTENCIAL.
Este texto foi enviado pelo Dr Augusto Cury para esta página.
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OS LIVROS
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Brevemente, nesta página...

...um completo trabalho sobre
As Emoções Humanas
O que são as emoções?
Para que servem?
Como nasceram?
Por que os bebés não sentem vergonha?
As emoções na história da humanidade.
Que diferenças existem entre emoções e sentimentos?
Afinal, o que é a inteligência emocional?
As emoções, o temperamento e a personalidade.
As emoções na obra de Augsuto Cury.

Sobre a memória

Copyright Instituto da Inteligência
O ser humano possui o sistema mais sofisticado de memória de todo reino animal. Enquanto, por exemplo, as aves e muitos outros animais possuem apenas uma memória rudimentar que faz com que as suas vidas sejam inteiramente vividas no presente e repetindo procedimentos automáticos geridos pelo instinto, o ser humano usufrui de uma memória (autobiográfica) sobre o seu passado (que ajuda a perpetuar a identidade e a consciência do Eu) e uma memória semântica que "armazena" os conhecimentos e amplia as suas capacidades cognitivas de resolução de problemas, de criatividade e de tomada de decisão.
A nossa capacidade de pensar e reflectir depende desse complexo sistema de recolha e registo da informação que se chama memória (nas suas diferentes categorias).
Há memórias "guardadas" nas profundezas do inconsciente e outras "depositadas" no subconsciente, ao alcance de uma simples pergunta (ex: "qual é a capital da França?").
Augusto Cury defende a existência de um registo automático da memória (RAM) que o nosso cérebro realiza a todo o instante e que vai ajudar a construir a nossa história intrapsíquica. É um registo involuntário, sejam fragmentos da nossa experiência de vida, sejam perdas, frustações, reacções fóbicas ou conquistas prazerosas. Esse registo inevitável e contínuo contribui para a evolução inconsciente da história da nossa mente e do nosso Eu.
E o que é que o RAM "armazena"? De tudo. Além dos episódios da vida e dos saberes também os paradigmas culturais, comportamentos, ideias, emoções vividas, conhecimentos...Tudo se operacionaliza "espontaneamente e silenciosamente nos bastidores da mente" (Cury, 1998).
Esses registos de memórias não ficam, porém, armazenados, no sentido literal da palavra ao contrário do que acontece com os computadores. A grande maioria das informações registas são "apagadas" mas muitas ficam e se modificam com o passar do tempo.
Neste processo dinâmico surge o que Augusto Cury chama de
"âncora da memória", um fenómeno psíquico
que se pode traduzir como
a fixação do pensamento
em determinados campos da memória.
"Em cada ambiente em que nos encontramos - esclarece Cury (1998) - tais como em casa, no escritório, num hospital, num quarto escuro e fechado, no meio de um grupo de amigos ou de pessoas estranhas, a âncora da memória dirige o território da leitura da memória para um grupo de informações básicas, que ficam mais disponíveis para serem usadas". É isso que faz com que em cada momento, dependendo de cada ambiente e circunstâncias, surgem-nos determinados pensamentos, ideias e reacções emocionais.
A âncora da memória desloca-se, por conseguinte. É um processo dinâmico que é provocado por estímulos mentais, estímulos extrapsíquicos (ambiente) e estímulos intraorgânicos (dores físicas, drogas, medicamentos, etc.).
Isto quer dizer que não somos tão livres como imaginamos na produção de ideias. Estas têm sempre a marca de algo que está na memória. Esta tem um papel determinante na construção da mente, das emoções, etc.
Mas também pode tornar-nos prisioneiros. Por exemplo, "todos os estímulos que geram tensões emocionais e prazeres intensos deslocam a âncora da memória e, consequentemente, contraem a liberdade da produção de pensamentos" (Cury, 1998). Em certas perturbações essa pressão da âncora da memória é muito forte e gera experiências horríveis (ex: os ataques de pânico).
Felizmente nós podemos aprender a gerenciar (a gerir) a âncora da memória, a reciclá-la criticamente e a deslocá-la para nos permitir atingir melhor qualidade de vida. Nos seus vários livros, Augusto Cury fala-nos disso mesmo.

A inteligência das crianças

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Um bom amigo vale mais do que uma grande fortuna e pode ser mais útil do que um bom psicoterapeuta.
Augusto Cury

A inteligência multifocal na psicoterapia

Copyright Instituto da Inteligência
É em 1998 que Augusto Cury, após a vivência de uma crise existencial provocada por descriminações intelectuais de que foi alvo e por suas próprias dúvidas existenciais e filosóficas, expõe ao mundo a sua original Teoria da Inteligência Multifocal (TIM).
Nessa ocasião, Cury já experimentava o sucesso. Fora consultor científico de um dos importantes jornais da América Latina, escrevia, exercia com êxito a sua profissão de psiquiatra e o seu status socioprofissional crescia. Foi no auge dessa etapa da sua carreira que decidiu regressar à reflexão existencial e à pesquisa mergulhando num projecto que o apaixonava: a produção de uma teoria multifocal do conhecimento.
"Naquela época, eu estava no centro da cidade de São Paulo. Resolvi ir para o interior do Estado e, como sempre tive uma forte ligação com a natureza, desejei morar num ambiente tranquilo, arejado e livre. Fui morar literalmente no centro de uma mata." - confessa, Cury, no livro Inteligência Multifocal. Foi aí que se envolveu num trabalho de grande fôlego sobre a psique humana que culminaria na TIM e se expandiria pelas suas obras seguintes.
Ele acreditava que o ser humano - que perdeu muita da liberdade (autêntica) de reflectir e decidir à medida que a sociedade do consumo (com suas modas, exigências, modelos de vida, submissões, etc) tomou conta de todos nós - deveria exercer a capacidade de pensar e assumir-se como engenheiro das suas próprias ideias, afastando-se da tentação de copiar os outros, ceder às modas e às rotinas estupidificantes e ser apenas um aprendiz passivo e acrítico.
Na psicoterapia essa questão é muito pertinente. Os princípios subjacentes à teoria multifocal da inteligência objectivam levar "os pacientes a não serem apenas pessoas que precisam resolver suas doenças psíquicas, mas pensadores, capazes de expandir suas potencialidades psicossociais".
Assim,
o processo psicoterapêutico deve ajudar
o paciente a crescer como pessoa capaz de repensar
e reciclar a regidez intelectual, "analisando
multifocalmente as origens das suas
angústias e das suas reacções insociáveis".
Reunindo, entre outros, princípios da Psicologia e da Filosofia no mesmo corpo teórico, o objectivo terapêutico deve transcender a intenção da cura e ajudar o paciente a tornar-se num pensador, num "poeta existencial", "alguém capaz de expandir tanto a arte de pensar como a arte de contemplação do Belo".
O psicoterapeuta, de acordo com Cury, deve, por isso, desafiar a inteligência e estimular a consciência do paciente transformando o processo da cura num autêntico debate de ideias, criando um clima intelectual que estimule a desenvolver a arte da dúvida e da crítica contra os seus próprios paradigmas intelectuais, a capacidade de trabalhar dores, perdas e frustações e a aprender a colocar-se no lugar dos outros.
Neste tipo de processo psicoterapêutico
o paciente retoma a sua capacidade de pensar e de crescer.
Ele é ajudado a desenvolver a auto-crítica, a visão crítica do mundo que o rodeia, a resgatar a liderança do Eu, a questionar a interpretação do psicoterapeuta, suas técnicas e procedimentos, a transformar a sua energia emocional e a reorganizar os pensamentos sobre os seus próprios males, perdas e frustações.
O psicoterapeuta reconduz o paciente à liberdade original para que o seu Eu cresça e se revigore definitivamente, criando as suas defesas psíquicas e tornando-se engenheiro das suas próprias ideias e saberes.

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Revolucionar a educação

Copyright Instituto da Inteligência
Texto de Augusto Cury
Tenho dado conferências e cursos a centenas de educadores, por isso tenho sentido de perto o caos que está a Educação. A Educação no mundo inteiro está passando por crises. Estamos formando homens cultos, mas não homens que pensam. Estamos formando homens que dão respostas ao mercado, mas não homens maduros, completos, que sabem se interiorizar, pensar antes de reagir, expor e não impor as suas idéias, trabalhar em equipe, que amam a solidariedade, que sabem se colocar no lugar do outro.
A crise educacional me motivou a fazer uma ampla pesquisa no País (Brasil) sobre a qualidade de vida dos educadores e dos alunos, bem como sobre a qualidade da educação social.
O início foi no começo do ano 2000 com educadores de centenas de escolas. Nesta pesquisa, investigo os sintomas psíquicos e psicossomáticos, os níveis de stress, as causas psíquicas e sociais, a relação professor/aluno, professor/escola, aluno/escola e a qualidade da educação social ligada à prevenção de drogas, AIDS (Sida) e educação sexual. Os dados iniciais relativos à prevenção do uso de drogas são até chocantes.
Perguntei aos educadores: o que você acha da prevenção de drogas na sua escola ?
Prevenção Deficiente: 89,1 % e Prevenção Eficiente: 10,9 %
Os números de facto são alarmantes. Apesar de a Educação ter professores ilustres, ela é ineficiente na prevenção do mais grave problema social da actualidade. Grande parte dos professores declarou com honestidade que a educação social está falida, e isto não só em relação à prevenção de drogas.
O que os nossos alunos estão aprendendo ao longo de sua história educacional ? Estão aprendendo Matemática, Física, Química, Biologia, mas não estão aprendendo a viver, a proteger suas emoções e a desenvolver a arte de pensar. A Educação precisa passar por uma revolução. Os professores deveriam ser treinados e equipados para poder actuar no campo da prevenção e da qualidade de vida dos alunos. Deveriam ser mais bem remunerados para terem uma vida digna e menos estafante.

Educar é uma das tarefas mais prazerosas,
mas também uma das mais
desgastantes da inteligência.
Os dados iniciais da qualidade de vida dos educadores mostram que eles são verdadeiros heróis anónimos. Muitos estão tão stressados que não têm nenhuma condição de dar aula, mas ainda assim, por amor à profissão e pelo prazer poético de ensinar, estão em plena actividade. A quantidade de sintomas psíquicos e psicossomáticos que a classe dos educadores está experimentando é enorme, tais como insónia, desmotivação, cansaço físico exagerado, humor deprimido, hiper-aceleração de pensamentos, ansiedade, cefaléia, vertigem (tontura).
A educação social fica difícil de ser realizada não apenas pelos problemas propriamente ligados à escola, como também pelos problemas ligados à personalidade dos alunos e pela qualidade de vida debilitada dos educadores.

Grande parte dos alunos só se preocupam com o prazer imediato,
estão alienados socialmente e não pensam
no futuro nem nas consequências
do seu comportamento.
Os resultados disso ? Um dos mais graves é que a sala de aula se torna muitas vezes uma verdadeira praça de guerra e não um canteiro de inteligência ou um ambiente de prazer.
Professores e alunos estão em mundos diferentes, com objectivos distintos. De um lado, estão os professores querendo ensinar e de outro, estão os alunos, cuja maioria, com as devidas excepções, não tem, como Platão proclamava, o deleite pelo conhecimento, o prazer de aprender. Na época de Platão, o mestre era quase que exclusivamente a única fonte do conhecimento. Hoje, as fontes multiplicaram-se. Os professores são apenas uma fonte a mais.

Eles (os professores), aos olhos dos alunos, se tornaram pessoas desinteressantes, que não conseguem competir com a TV, com a Internet e outros meios de comunicação.
Tenho repetido que a psicopedagogia escolar precisa passar por uma verdadeira reviravolta para que os professores conquistem novamente o status de mestres. Contudo, este é um assunto para outra publicação.
Se já é difícil ensinar as matérias clássicas, exteriores à vida dos alunos, imagine como não seria difícil ensinar matérias que os estimulem a pensar, a rever suas rotas de vida, a lidar com suas emoções ! Por isso, diante da crise educacional actual, a prevenção de doenças psicossociais, como a produzida pelas drogas, tem sido mínima.
Todos os dias, milhares de jovens estão iniciando o uso de drogas e muitos deles ficarão dependentes e terão o curso de suas vidas totalmente alterado. Como os alunos desenvolverão uma personalidade saudável se eles só conseguem olhar o mundo com seus próprios olhos, se não conseguem se colocar no lugar do outro e não têm o mínimo de defesa emocional contra as doenças que confinam a inteligência num cárcere ?
Se melhorarmos a qualidade de vida dos educadores, treinando-os para que conheçam o funcionamento da mente e sejam capazes de estimular as funções mais importantes da inteligência dos alunos, será possível reverter este quadro. Todavia, se não o revertermos, as sociedades modernas se tornarão uma fábrica, cada vez maior, de doenças psíquicas.

Pais Brilhantes Professores Fascinantes

"Pais Brilhantes Professores Fascinantes", de Augusto Cury, é um dos livros sobre o qual tenho ouvido mais referências em Portugal. É, provavelmente um dos mais conhecidos da sua obra. Numa época em que a educação atravessa uma crise profunda - resultante das profundas mudanças socioeconómicas e culturais que se operam no mundo - este livro, pelo seu título atraente mas principalmente pelo seu contéudo, é uma inspiração para todos os educadores.
Formar crianças e adolescentes sociáveis, felizes, livres e empreendedores é um belo desafio nos dias de hoje. Todavia, a solidão nunca foi tão intensa: os pais não dialogam o suficiente com os filhos, escondem os seus sentimentos destes, os filhos escondem suas lágrimas dos pais, os professores, entretanto, reservam-se por de trás do giz.
A quem interessa este livro? Aos pais, aos professores da pré-escola, do ensino fundamental, médio e universitário, aos psicólogos, aos profissionais de recursos humanos, aos jovens e a todos que desejam conhecer alguns segredos da personalidade e enriquecer as suas relações sociais.
Foi eleito o livro de mês, em Janeiro de 2005, na Escola Secundária Manuel Teixeira Gomes (Portugal). Para confirmar esta notícia clique aqui!
"Uma das mais importantes explorações do Homem, se não a maior delas, é a exploração de si mesmo, do seu próprio mundo intrapsíquico."
.
"A pior solidão é aquela em que nós mesmos nos abandonamos, e não aquela em que nos sentimos abandonados pelo mundo".
Augusto Cury

Sobre os alunos tímidos
"Peço aos mestres para darem especial atenção aos alunos tímidos. Eles têm diversos graus de fobia social, de expressar suas idéias em público. Estamos fabricando uma massa de jovens tímidos. Os tímidos falam pouco, mas pensam muito e, às vezes, se atormentam com seus pensamentos. Já disse, os tímidos costumam ser óptimos para os outros, mas péssimos para si mesmos. São éticos e preocupados com a sociedade, mas não cuidam da sua qualidade de vida.
Os educadores são escultores da emoção. Eduquem olhando nos olhos, eduquem com gestos: eles falam tanto quanto as palavras. Sentar em forma de ferradura ou em círculo aquieta o pensamento, melhora a concentração, diminui a ansiedade dos alunos. O clima da classe fica agradável e a interação social dá um grande salto".
Augusto Cury

O que é o Síndrome do Pensamento Acelerado

A nossa sociedade anda cada vez mais apressada. As próprias crianças vivem numa correria desenfreada tipo casa-escola-ginásio-casa, com múltiplas tarefas e enfrentando o trânsito caótico nas grandes cidades enquanto o pai ou a mãe desesperam ao volante.
A simples vivência dos ruidos (nas escolas, nas fábricas, nos escritórios, nas ruas, etc.) expõe as pessoas a um stress doentio que acabará em desgaste e desmotivação.
O Síndrome do Pensamento Acelerado descrito por Augusto Cury em algumas das suas obras (ex: Revolucione Sua Qualidade de Vida) é uma das consequências da vida agitada que levamos.
Ele produz diversos sintomas como irritabilidade,
insatisfação existencial, dificuldades de concentração, défices de memória, fadiga, sono alterado, perturbações emocionais (flutuação do humor) e leva a uma ansiedade excessiva.
Acontece que as pessoas pensam em cada vez mais coisas e pensam cada vez rapidamente, o que obriga a uma tensão psíquica intensa para que o cérebro possa responder ao que dele exigimos.
Ora por que as pessoas hoje constroem os pensamentos de forma mais veloz? É fácil de saber: as pressões sociais, as preocupações quotidianas, a competição no trabalho e principalmente o excesso de informação não-organizada que nos chega de todo o lado.
Cury alerta para este dado impressionante: uma criança de 7 anos recebe actualmente mais informações do que um ser humano médio durante 70 anos de vida nos séculos passados. Basta dizer que, por exemplo, uma edição diária do jornal New York Times contem mais informações do que uma pessoa comum de há 200 ou 300 anos recebia em toda a sua vida.
Para nos protegermos, devemos aprender a gerir
(gerenciar) a nossa vida, a estabelecer prioridades
e a seguir uma agenda de actividades que nos
permitam usufruir de alguma tranquilidade.
E devemos ensinar isso aos nossos filhos, com carácter de urgência, pois muitas crianças estão ficando doentes (irritadas, hiperactivas, angustiadas, perdendo auto-estima, desmotivando-se na escola) devido ao Sindrome do Pensamento Acelerado. Mais: esta situação pode ajudar ao aparecimento de problemas físicos sérios e doenças complexas.
Se você quer saber mais sobre o Sindrome do Pensamento Acelerado, Augusto Cury recomenda a leitura do seu livro Treinando a Emoção para Ser Feliz.
"Há nos bastidores da mente um mundo a ser descoberto que esconde as raízes mais íntimas que nos alimentam como seres pensantes."
Augusto Cury

Mistérios da Mente Humana

Augusto Cury, com a sua formação em Psiquiatria é, actualmente, um dos mais brilhantes estudiosos da mente humana. Os seus livros reflectem um conhecimento profundo e constituem uma fonte de sabedoria que não podemos ignorar.
Numa época em que há uma investigação cada vez mais intensa do cérebro (confirmada pelo rápido desenvolvimento da Neurociência) os ensinamentos de Cury nos ajudam a perceber alguns dos mais fantásticos e por vezes (ainda) misteriosos bastidores da mente.
A Neurociência conhece cada vez melhor o cérebro e o seu funcionamento mas está longe de compreender o funcionamento da mente. Esta continua inacessível à pesquisa científica clássica mais avançada pois a mente é algo que não se pode ver. Por outro lado, a mente expande-se por territórios onde há uma total inacessibilidade: cerca de 95% da nossa actividade mental opera-se em níveis a que não temos acesso consciente. E aí residem muitos dos seus mistérios e incógnitas.
A psique ou mente humana é constituída de um complexo campo de energia psíquica onde ocorre uma multiplicidade de processos de construção, tais como pensamentos, a consciência existencial, as memórias e a transformação da energia emocional e motivacional.
Por natureza, a mente não é um campo de energia estático e passivo. A sua forma de actuar é dinâmica e caótica. Escreve Cury: "é um campo de energia em contínuo estado de desequilíbrio psicodinâmico, em continuo estado de transformação essencial onde se processam as faculdades intelectuais ou processos de construção da mente" que dão origem à produção de pensamentos, emoções e motivações diárias. Ou seja, jamais a mente pode ser considerada um campo onde a estabilidade é uma constante. Uma mente estável, sem dinamismo nem acção, é uma mente estéril. Uma mente passiva é uma mente incapaz. O equilíbrio psíquico não é possível.
Assim, o caos da psique é saudável e necessário. Diz Cury: "Muitos pensam que o caos é destrutivo, paralisante, mas na realidade ele expande as possibilidades de construção dos fenómenos (psíquicos)".
O que caracteriza a nossa mente e a torna fonte de criatividade é precisamente o seu estado natural de desequilíbrio dinâmico. Esclarece Augusto Cury: "só conseguimos produzir milhares de pensamentos diariamente porque todos eles experimentam continuamente o caos "existencial".
A nossa mente fervilha de actividade. Segundo alguns cientistas, o nosso cérebro produz cerca de 500 mil operações mentais a cada segundo para que sejamos capazes de ver, ouvir, pensar, sentir emoções, registar memórias, etc. É um trabalho incessante! "A psique humana vive um fluxo vital de transformações essenciais" - acentua Cury.
Mas, e as doenças, os males como a ansiedade, o medo? Não é isso caos psíquico?
Quando dizemos que a característica da mente é o caos queremos significar que ela é alvo de uma actividade dinâmica e incessante de fenómenos psíquicos. A mente é sofisticadíssima, o seu estado permanente de caos não significa desorganização. Ela está sempre em transformação, é um estado caótico de sinal positivo e profundamente criativo! Trata-se de um sistema complexo, aberto, com capacidades equilibradoras e auto-organizadoras!

Quando a mente se descontrola!
Nas perturbações como os "ataques de pânico" e as "reacções fóbicas" existe, porém, algo diferente. Existe uma exacerbação do caos que conduz ao descontrolo. É que o estado de caos natural da mente é controlado por fenómenos intrapsíquicos que o reorganizam e o mantem dentro de certos parâmetros. É algo semelhante ao clima. A atmosfera está em constante modificação: a temperatura oscila, as pressões atmosféricas modificam-se, os ventos estão em permanente agitação (mais branda ou mais violenta). É esse tipo de caos que ocorre na psique normal e saudável. Se a atmosfera estabilizasse totalmente a Vida na Terra morreria. Assim seria connosco. Diz Cury: "sem o caos da energia psíquica, o ser humano não existiria".
Apenas quando há extremos de desequilíbrio atmosférico prolongado é que surgem os problemas: seca, inundações, etc. Assim é também com a nossa mente! A exacerbação do caos psíquico é que gera perturbações. É o caso do Síndrome do Pensamento Acelerado devido ao estilo de vida que levamos (muitas pressões, preocupações, excesso de informação não organizada, etc.) e que gera muito ansiedade marcada por uma série de sensações desagradáveis: irritabilidade, dificuldade de concentração, fadiga excessiva, sono alterado, flutuação emocional excessiva, etc.
Chegados aqui poderemos perguntar: que espaço de manobra nos resta para termos algum controlo sobre a mente? A resposta pode estar contida nesta afirmação de A. Cury, no livro Revolucione Sua Qualidade de Vida: "Sábio é o ser humano que tem a coragem de ir diante do espelho da sua alma para reconhecer seus erros e fracassos e utilizá-los para plantar as mais belas sementes nos terrenos da sua inteligência". Tudo está em aberto.
"Conhecemos as pessoas a partir de nós mesmos, a partir dos processos de construção da interpretação que fazemos delas".
Augusto Cury

Testemunhos

Sou Pricilla, estudando Enfermagem na cidade de Maringá-PR, e como uma das exigências para o meu estudo é a realização de uma resenha crítica sobre o livro " O Futuro da Humanidade" de Augusto Cury... (...) o site de vocês, e como dica de passagem, foi o melhor lugar que encontrei com informações precisas sobre os trabalhos realizados por Cury.
PRM(Brasil)
.
(...) Preciso de melhorar a minha vida, buscar a qualidade de vida que o Dr Augusto Cury refere, preciso que aconteça um click na minha vida porque sei que tenho potencial que neste momento está sub-aproveitado.
AP (Portugal)
.
Todos depoimentos aqui transcritos são reais e chegam-nos através de emails e cartas postais. Os seus autores facilmente os reconhecem. Mantemos o sigilo do nome salvo quando nos autorizem a sua divulgação pública neste espaço.

Augusto Cury: um educador excepcional

Como já referi anteriormente, conheço Augusto Cury desde há muitos anos. Acompanhei a sua carreira desde que escreveu o livro A Inteligência Multifocal (1998). Ele foi, sem dúvida, um dos meus grandes inspiradores, nomeadamente na construção do projecto Instituto da Inteligência, em Portugal.
A obra de Cury é generosa. Ela nos oferece pistas para pensarmos. Ela abre caminhos novos, visões diferentes sobre nós mesmos. E constrói uma nova e revigorada esperança sobre corações por vezes despedaçados por medos, fragilidades, inseguranças e dúvidas.
Aprecio especialmente as suas ideias sobre a educação, um sector que desde sempre me atraiu pois é um dos mais atrasados do nosso tempo. De facto, o sistema de ensino não tem conseguido acompanhar a evolução da sociedade contemporânea.
Recordo aqui as palavras de F. Mayor, antigo director-geral da UNESCO: "o mundo de amanhã deverá ser fundamentalmente diferente do que hoje conhecemos (...). Devemos, por conseguinte, trabalhar para construir um futuro viável e onde a democracia, a equidade e a justiça social, a paz e a harmonia com o nosso meio ambiente natural devem ser palavras-chave deste mundo em transformação". A educação tem aqui um papel decisivo!
Para Cury, a educação é também o maior desafio do nosso tempo. Precisamos de formar pensadores! A escola necessita ser mais aberta ao mundo, não reactiva mas pró-activa. Não deve ser arrastada pelos acontecimentos. Ela deve ser criativa, espaço de debate de ideias e saberes, promovendo a abertura da mente de nossas crianças.
Revolucionar a educação académica, talvez mesmo reinventá-la, é uma das grandes decisões políticas que os governos devem ter a coragem de promover com carácter de urgência.
O ensino, mesmo nos países mais desenvolvidos, é uma das instituições mais atrasadas que temos. Ele segue ainda o modelo da Era Industrial insistindo em transmitir conhecimentos que já não se justificam e esquecendo outros. Ele aposta na memorização e não na inteligência.
O insucesso escolar continua muito elevado em muitos países. Há uma grande desmotivação entre milhões de alunos. Mesmo entre os professores. E então questionámo-nos tal como a famosa pedagoga Margaret Donaldson: "ou grande número de crianças são irremediavelmente estúpidas e devem ser simplesmente excluídas ou grande número de professores não estão a fazer o seu trabalho direito".
Augusto Cury, com a sua formação em Psiquiatria e a sua alta sensibilidade para os grandes problemas humanos, tornou-se num pedagogo de primeira grandeza. Em muitos dos seus livros ele dá pistas sobre como se pode melhorar o ensino e motivar as crianças para a aprendizagem. O papel dos pais e dos professores também não é esquecido. Ele fornece dicas simples mas muito úteis e práticas para que a educação faça dos nossos filhos pessoas mais livres, mais fortes e mais conscientes das suas capacidades e talentos.
Nelson S Lima

"O Futuro da Humanidade" e os críticos!

No princípio de 2007, Augusto Cury lançou no mercado mais um livro, desta vez o seu primeiro romance cujo título, por muitos considerado arrojado, é O Futuro da Humanidade.
Obra escrita para o grande público e visando passar para os leitores dicas e reflexões sobre a nossa sociedade, foi, na generalidade, bem aceite pela crítica habituada a este género de produção. Como seria de esperar também houve quem, não apreciando uma literatura leve e orientada para o grande público, tecesse considerações muito críticas, algumas mesmo anedóticas com muita burrice pelo meio.
Essas críticas partiram precisamente daquele tipo de pessoas que, assumindo-se como intelectuais e fazendo disso alguma exibição, lê também livros de auto-ajuda (por vezes avidamente) mas que, não querendo admitir suas fraquezas, desatam depois a escrever contra os autores. Os psicólogos e os psiquiatras conhecem bem este tipo de personagens.

Um autor simples
Augusto Cury é um autor de leitura fácil. Ele escreve para pessoas que gostam de reflectir sobre coisas simples mas cruciais da vida quotidiana. Não esqueçamos a sua formação em Psiquiatria. Quem pretenda esperar de Cury obras de grande complexidade, de leitura reservada apenas a pessoas com formação académica elevada, desengane-se. Ele escreve para pessoas comuns e por causa disso suas obras são de uma simplicidade que por vezes surpreende. Mas é essa virtude que faz dele um autor alvo de críticas e desdém de pseudo-intelectuais. Sim, pseudo-intelectuais porque os verdadeiros intelectuais não são arrogantes nem perdem o seu tempo a esgrimir contra autores que, sendo muito melhores do que eles, têm a capacidade e a coragem de escrever de forma simples e natural para gente simples (mas não destituída nem de inteligência nem de senso crítico como pretendem insinuar).
O Futuro da Humanidade pode confundir aqueles que, atraídos pelo título, esperem ler um ensaio sobre a matéria, ou, na pior das hipóteses, uma abordagem científica (antropológica? sociológica? biológica?) sobre os tempos vindouros da sociedade humana. Poderá dizer-se que o título pode ser excessivo, demasiado grandioso, para o que ele oferece? Cada um pense o que entender, mas depois de concluir a leitura da obra.

Da lucidez à estupidez
É evidente que algumas pessoas se sentirão beliscadas por Augusto Cury e se assumem de imediato como críticos da sua obra. Aliás, ele não esconde a sua indignação pelo mundo académico (ainda muito ortodoxo e corporativo) desde que escreveu Inteligência Multifocal. Já então ele era um crítico feroz, por exemplo, de alguns académicos (recorde-se, a título de exemplo, este relato: "Vários alunos de Psicologia já me disseram que alguns dos seus professores afirmaram, em sala de aula, que são freudianos radicais e que não aceitam qualquer outra teoria sobre a personalidade. Esses tais, além de serem ingénuos intelectualmente, são traidores da teoria a que julgam ser fiéis e, o que é pior, exercem o autoritarismo das idéias e a ditadura dos discursos dialéticos (...)".
Em toda a sua obra ele mantem a mesma tónica. Ele escreveu, por exemplo, que a "medicina se tornou lógica, escrava da tecnologia. Muitos exames, muitos procedimentos, mas pouca sensibilidade para descobrir as causas emocionais e sociais. A ansiedade na génese por trás dos enfartes quase não era levada em conta. O stress escondido nos bastidores dos cancros era pouco avaliado. Os pensamentos antecipatórios por trás das gastrites, hipertensão arterial, cefaléias, dores musculares raramente eram investigadas".
(A propósito: é curioso que ando a ler um livrinho do brilhante e famoso cirurgião cardiovascular Dr. Mehmet Oz (tornado agora popular pela sua presença assídua no programa da Ohpra) onde ele confessa como foi obrigado pelas evidências a ser menos ortodoxo e a fazer uso da hipnose, das massagens, da reflexologia, do ioga, da aromaterapia e outras áreas complementares da medicina no seu hospital em Nova Iorque apesar de tais matérias serem liminarmente rejeitadas pela medicina que se ensina nas universidades (há excepções, como a Universidade de Barcelona, onde já se ensinam técnicas de hipnose em cursos de pós-graduação para médicos).
Voltando ao tema anterior. Na verdade, Cury tornou-se num crítico social e um mentor. Alguns, não sei se movidos por inveja, acusam-no de estar a transformar-se num guru. Outros, de que ele é um evangelizador. Na verdade é que estamos perante um psiquiatra que resolveu escrever de forma acessível sobre a inteligência, o poder das emoções, os problemas sociais que afligem o mundo actual. Os seus livros poderão ser de uma simplicidade gritante. Poderá repetir clichés. Mas a verdade é que tem mudado a vida de muitas pessoas, para melhor!

Quem lê Cury
Ainda hoje (Maio, 29) recebi em meu consultório um engenheiro que desde há anos vem sofrendo de problemas existenciais e perturbações de ansiedade. Quando se apresentou ele me disse que começou a ler os livros de Cury há apenas uns três meses tendo-se tornado num seu admirador convicto. Também recebo frequentemente contactos de professores de diferentes níveis de ensino que se confessam igualmente adeptos da "filosofia", das ideias de Cury e dos seus ensinamentos. Ora Cury não é um produto de marketing. Ele vale, por conseguinte, por aquilo que é e por aquilo que escreve e como escreve!
Para alguns (poucos) críticos de Cury, todas aquelas pessoas, todos os seus muitos milhares de leitores e admiradores (onde eu me incluo) são pois uns tontos, uns patetas, sem capacidade de discernimento nem de senso crítico e estão apenas ajudando ele a vender muitos livros (!). Talvez esses críticos devessem reler O Futuro da Humanidade mas com a ajuda de alguém esclarecido. Talvez a sua leitura seja, afinal, difícil para eles. Não atingem a dimensão das mensagens.
Temos de reconhecer que, como escreveu Osho (outro autor detestado pelos académicos), até mesmo as pessoas estúpidas podem (com algum esforço) tornar-se em intelectuais. Mas acontece que "as pessoas estúpidas tentam tornar-se intelectuais porque essa é a sua maneira de esconderem a sua estupidez". E então, quando resolvem ser críticos de obras que não entendem, apenas conseguem revelar as suas miseráveis limitações. E somos nós, os outros, quem fica a rir pois não dá para outra coisa melhor.
S.L.

A psicoterapia "multifocal"

A teoria (psicológica e filosófica) da Inteligência Multifocal, criada e desenvolvida por Augusto Cury, não tem apenas aplicação no campo educacional. Ela pode ter um profundo impacto na psicoterapia cujo processo pode ser enriquecido de forma notável. Isto faz da Inteligência Multifocal um campo de estudo indispensável para todos aqueles que queiram melhorar a sua vida.
Segundo Cury, ela baseia-se em princípios psicossociofilosóficos que objectivam resolver as perturbações psíquicas, utilizando a capacidade de pensar.
Alguns dos aspectos mais salientes é que a psicoterapia baseada nas lições da Inteligência Multifocal pode dotar os pacientes da consciência crítica que lhes permita repensarem sobre si mesmos, repensarem o mundo e questionarem o terapeuta (suas técnicas e procedimentos). Pode ajudá-los a tornarem-se pensadores capazes de se interiorizarem, de reciclarem as suas memórias autobiográficas conscientes e inconscientes e as circunstâncias psicossociais do presente, e serem capazes de trabalhar as suas dores, perdas e frustações resgatando a liderança do Eu para que possam controlar melhorar os seus pensamentos e transformar as suas emoções.

As pessoas prisioneiras de si mesmas

"Uma pessoa autoritária, com atitudes ditatoriais, não é forte, como pensa o senso comum, mas frágil e insegura, pois é controlada, dominada pela sua própria história intrapsíquica, pela rigidez das suas próprias ideias (...)".
Mas também "há milhões de pessoas ditadoras de si mesmas nas diversas sociedades, pessoas que são incapazes de ferir e tolher conscientemente os direitos dos outros, mas que são algozes, carrascos de si mesmas. Essas pessoas não se permitem relaxar, errar, reciclar-se, começar tudo de novo, experimentar o prazer de viver, etc. Eu costumo dizer que as pessoas rígidas e autopunitivas dançam a valsa da vida com as duas pernas engessadas. Elas costumam ser óptimas para os outros, mas péssimas para si mesmas".
A.Cury, in Inteligência Multifocal (1998)
Os professores fascinantes!
O autor de Você é Insubstituível lançou, em 2003, um dos livros que melhor ajudaram a projectar o seu nome entre os best-sellers. Foi Pais Brilhantes, Professores Fascinantes, uma pequena obra de pouco mais de 170 págninas mas onde Augusto Cury exprime de forma primorosa a sua mestria como pedagogo.
O seu objectivo era mudar a visão tradicional sobre como produzir uma "educação excelente" nas crianças e jovens de hoje cultivando as emoções e expandindo a inteligência. Nele descreve o que afirma serem os 7 pecados capitais dos educadores:
- corrigir publicamente as crianças e os jovens (pode produzir humilhação e traumas);
- expressar a autoridade com agressividade (inibe e sufoca a lucidez);
- ser excessivamente crítico, obstruindo a infância das crianças;
- castigar quando se está irado e colocar limites sem explicações;
- ser impaciente e desistir de educar (por trás de cada aluno difícil há uma criança que precisa de afecto);
- não cumprir com a palavra (o resultado é a perda de confiança por parte dos filhos e/ou dos alunos); e,
- finalmente, destruir a esperança e os sonhos (é o maior dos pecados que os educadores podem cometer).

Destinado aos educadores em geral, o livro Pais Brilhantes, Professores Fascinantes dedica também uma boa parte da sua missão a sugerir aos docentes alguns hábitos que Augusto Cury considera determinantes para uma carreira de sucesso no exercícío da missão de educar.
Refere então que os professores fascinantes,
1º Não são apenas eloquentes no uso da palavra; conhecem o funcionamento da mente, isto é, sabem que devem transformar a informação em conhecimento e este em experiência. Não confiam na memorização intensiva, mas na aprendizagem significativa, o que exigirá mais deles próprios.
2º Não possuem apenas uma metodologia adequada ao ensino; são também sensíveis e ajudam os seus alunos a desenvolverem a auto-estima, a estabilidade, a capacidade da contemplação e a vontade de aprender.
3º Não educam apenas a inteligência lógica; educam igualmente a emoção, desenvolvendo nos alunos a segurança, a tolerância, a inteligência emocional e social.
4º Não usam a memória dos alunos como depósito; usam-na como suporte da arte de pensar, o que lhes vai permitir questionar, reflectir, expor e não impor as ideias, saber trabalhar em equipa e adquirir consciência crítica.
5º Não são meros mestres temporários; são mestres inesquecíveis pois sabem desenvolver nos alunos a sabedoria, a sensibilidade, a vontade de aprender e o amor pela vida e os outros.
6º Não apenas corrigem os comportamentos; também sabem resolver conflictos na sala de aula, o que ajudará a serem respeitados pelos alunos, a superarem problemas interpessoais, a serenarem os ânimos e ultrapassarem os focos de tensão nas turmas.
7º Não educam apenas para uma futura profissão; educam para a vida desenvolvendo o espírito empreendedor, a auto-estima, os comportamentos saudáveis e o espírito de liderança em cada aluno.

As salas de aulas e o insucesso escolar

Augusto Cury é, acima de tudo, um pensador e um pedagogo. Um filósofo e também um despertador das consciências. Ler a sua obra é expor-nos a algumas provocações e surpresas, necessárias para o enriquecimento da nossa própria inteligência.
Na obra Inteligência Multifocal, Cury faz várias alusões ao sistema de ensino ocidental. Preocupa-o, sobretudo, o estado da educação: o que se aprende e como se aprende.
Na escola actual, que descende dos modelos da Era Industrial, continua a insistir-se num ensino rígido, fechado, limitado nos seus horizontes, intelectualmente estratificado e que usa e abusa da capacidade de memorização dos alunos mais do que da sua inteligência e criatividade.
Na visão de A. Cury as salas de aulas tornam-se, não poucas vezes, "em cemitérios de ideias". Nelas, as informações são transmitidas com técnicas e eficiência psicopedagógica, porém, de maneira inerte, não viva e incapaz de provocar o desenvolvimento da inteligência, estimular o debate das ideias e catalisar o desenvolvimento da consciência crítica.
O ensino provoca, no entender de Cury, o que ele designa como "mal do logos estéril", algo como uma doença psicossocial que se expressa através de vários sinais tais como a falta de consciência crítica, a aprendizagem passiva e apenas memorativa, a falta de interesse e curiosidade por saberes novos, a ausência do espírito de questionamento e indagação, etc.
AUGUSTO CURY
em Portugal!
A convite do Instituto da Inteligência e da Universidade da Criança, o Dr. Augusto Cury estará em Outubro no nosso país onde vai participar como orador principal no 1º Congresso Nacional do Instituto da Inteligência.

Projecto Escola de Inteligência em Portugal?

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A Escola de Inteligência é um projecto pedagógico iniciado no Brasil com a coordenação de Augusto Cury e que está a ser avaliada pelo Instituto da Inteligência tendo em vista a sua importação para Portugal.
O projecto Escola de Inteligência fundamenta-se numa série de teorias como as Inteligências Múltiplas, a Psicanálise, a Cognitivista Construtivista, a Sócio-Cognitivista de Vigotsky entre outras, bem como está alicerçada no pensamento filosófico de Sócrates, Platão, Agostinho, Rousseau, Voltaire, Kant, Hege, le outros grandes filósofos. Ela também é fundamentada na teoria da Inteligência Multifocal de Augusto Cury que investiga os quatro grandes processos da psique humana.
Para a Escola de Inteligência viver é aprender, aprender é viver: a existência é um grande livro, mas pouco útil para quem não aprende a ler.
O seu projecto proporciona ao jovem eficazes ferramentas psicológicas, necessárias à educação da emoção para vencer o stress, prevenir ansiedade, depressão e outros transtornos psíquicos, bem como contribui para resolver conflitos sociais, decepções, construindo belíssimas relações interpessoais, por desenvolver as funções mais importantes da inteligência. A ESCOLA DE INTELIGÊNCIA conta com um riquíssimo material didático que possui a colaboração de ilustres profissionais das áreas de psicologia, educação, sociologia, pedagogia, direito.
Os alunos participam de uma aula semanal de duração de 1 hora e 30 minutos. As aulas serão ministradas por profissionais capacitados, treinados pelo Instituto Academia de Inteligência. Os participantes têm dezenas de lições ao longo de cada módulo sobre as funções da inteligência, desenvolvimento do carácter, superação de conflitos, educação da emoção, etc. As turmas são divididas por faixa etária. As aulas são dinâmicas, com debates, e revelam-se superagradáveis e motivadoras.
Os temas são desenvolvidos na Escola de Inteligência através de 4 módulos e são de relevante valor para a formação do homem total: biológico, psicológico e social. São eles:

1- AS FUNÇÕES MAIS IMPORTANTES DA INTELIGÊNCIA.
2- TREINAMENTO DO CARÁCTER
3- EDUCAÇÃO DE SUPERAÇÃO
4- EDUCAÇÃO DA AUTO-ESTIMA
5- PSICOLOGIA PREVENTIVA
6- EDUCAÇÃO DA EMOCÃO
7- EDUCAÇÃO INTERPESSOAL
8- ÉTICA, RESPONSABILIDADE SOCIAL E DIREITOS HUMANO
9- EDUCAÇÃO SEXUAL
10- EDUCAÇÃO PARA A SAÚDE
11- EDUCAÇÃO AMBIENTAL
12- EDUCAÇÃO DO CONSUMIDOR
13- EDUCAÇÃO PARA O TRÂNSITO
14- EDUCAÇÃO PARA A PAZ E IGUALDADE DE OPORTUNIDADES.

Breve história de Augusto Cury

Augusto Jorge Cury, nasceu em Colina (Brasil), em 1958. Com formação em Psiquiatria, A. Cury dedicou-se à ciência e à escrita. Notabilizou-se por ter escrito uma das mais inovadoras e esclarecidas obras sobre a inteligência humana - a inteligência multifocal - na qual descreve de uma forma notável o funcionamento da mente e o processo de construção do pensamento. O tema tem sido usado em cada vez mais cursos de pós- graduação e teses de mestrados e doutorados.
Tem também escrito numerosos livros dirigidos ao grande público sobre inteligência, emoção e desenvolvimento humano. O êxito alcançado colocaram muitas das suas obras no Top 10 das vendas, nomeadamente no Brasil e em Portugal.
Conferencista em congressos nacionais e internacionais, especializou-se no Centre Medical Marmottan, em Paris (França). É investigador na área de Ciências da Educação na Universitat de Iles Baleares (Espanha) e Coordenador de Pós-graduação “Latu Senso” na área da Psicologia e Ciências da Educação.
É doutor honoris causa pela UNIFIL (Centro Universitário Filadélfia, Brasil) e membro de honra da Academia de Sobredotados do Instituto da Inteligência. Fundou a Escola de Inteligência e a Academia de Inteligência, no Brasil.

Quando pensar...é fatigante!

Cury surpreendeu-nos com uma explicação muito interessante e oportuna sobre o que ele chama de Síndrome do Pensamento Acelerado. O que é isto? Trata-se de um problema associado ao stress da vida actual. Devido às pressões da vida moderna somos forçados a pensar múltiplas coisas ao mesmo tempo e de forma acelerada. Enfrentamos um excesso de informações não-organizadas através da televisão, dos jornais, da internet, da publicidade que nos bombardeia a todo o instante e tudo isto nos retira a calma para pensar com qualidade.
Então, isto produz uma ansiedade doentia que tem as mais diversas manifestações: irritabilidade, insatisfação existencial, problemas de concentração e de memória, fadiga, sono alterado, desequilíbrios emocionais, etc.
Cury exemplifica: uma criança de 7 anos de idade recebe actualmente mais informações do que um ser humano médio adquiria durante 70 anos de vida nos tempos mais antigos. Um grande jornal diário contém mais informações do que uma pessoa comum poderia receber durante toda a sua vida há dois ou três séculos.
Então o que resulta desse excesso de informação que nos chega de forma desorganizada é o cansaço e tudo o resto que se segue em consequência.
O que fazer então? Mudar de vida, de estilo de vida, desacelerar o ritmo, aprendermos a controlar os pensamentos e não esperar que seja a doença (seja um AVC, um ataque cardíaco ou outros problemas sérios) a obrigar-nos a mudar tudo!

Revolucionar a qualidade de viver!

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Em 2 de Janeiro de 2003, Augusto Cury enviou-me um exemplar do seu livro Revolucione a Sua Qualidade de Vida, devidamente autografado e com uma dedicatória. O livro fora publicado umas semanas antes no Brasil e agora, passados 5 anos, continua a ser uma das suas obras emblemáticas.
À medida que o li sublinhei várias passagens que releio com alguma assiduidade. Trago-vos uma delas que me despertou muito interesse. É esta:

"A maioria das pessoas sofre inutilmente!"

Que significa isto? Pois bem, segundo Cury, não existem pessoas calmas, alegres e serenas sempre, nem pessoas ansiosas, irritadas e incoerentes em todos os momentos. "É que não existe a possibilidade de mantermos uma estabilidade plena da energia psíquica, pois ela se organiza, desorganiza-se e reorganiza-se continuamente. "- escreve Cury.
Ele então aconselha-nos a cultivar a tranquilidade treinando a emoção. E como se treina a emoção? É protegendo-nos contra estímulos stressantes, contemplarmos a beleza das pequenas coisas e não girarmos em tornos dos problemas continuamente.
Quando a ansiedade e a angústia nos afligirem devemos aprender com esse sofrimento em vez de entrarmos em desespero. O desespero conduz ao pânico e ao esgotamento das nossas energias físicas e mentais. Mesmo nos momentos menos bons devemos aprender a tirar lições, aumentando a nossa sabedoria de viver.
O autor sugere-nos então que pratiquemos 10 funções vitais da inteligência:

1. A arte de amar a vida e tudo o que a promove.
2. A arte de contemplar o belo.
3. A arte de pensar antes de reagir.
4. A arte de expor e não impor as ideias.
5. A arte da solidariedade.
6. A arte de gerir os pensamentos dentro e fora dos focos de tensão.
7. Colocar-se no lugar dos outros.
8. Ter espírito empreendedor.
9. Trabalhar perdas e frustações.
10. Trabalhar em equipa.
Augusto Cury diz que se soubermos trabalhar bem apenas 5 destas artes já estaremos acima da média das pessoas que se ficam, normalmente, por duas delas. Pense nisto.

Compreender a Inteligência Multifocal

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O livro Inteligência Multifocal (1998), de Augusto Cury, é um dos mais brilhantes trabalhos teóricos sobre o funcionamento da mente humana. O autor faz uma abordagem inovadora e por vezes complexa ao ponto de alguns cientistas cognitivos e outros terem revelado algum cepticismo quanto à sua credibilidade. De facto, Cury desenvolve conceitos novos tais como o complexo do autofluxo ou a teoria multifocal do conhecimento que desbravam formas diferentes de interpretar os complexos processos da mente e da cognição. Nem todos os que leram a obra perceberam que a Inteligência Multifocal nasceu de uma união entre a Psicologia e a Filosofia que o autor tão genialmente fez. Aliás, conforme ele afirma, "a Filosofia amplia os horizontes da Psicologia".
Cury pesquisa a mente humana numa perspectiva psicossociofilosófica e não meramente cognitiva ou neuropsicológica. É, não obstante, uma abordagem tão importante e útil como estas. Não há contrariedade mas complementaridade. Naquela lógica, então, metade dos autores que estudem a mente humana numa perspectiva semelhante correm o risco de serem considerados menos "científicos" ou menos exactos.
Ao contrário de ser redutora, a teoria da Inteligência Multifocal amplifica o conhecimento sobre os mecanismos da mente. É isso que Cury diz precisamente e se explica: "(...) descobri que a previsibilidade, a linearidade e a lógica das leis fisico-químicas do cérebro não explicam um conjunto de processos e fenómenos que participam na construção das cadeias de pensamentos e da transformação da energia psíquica.

Minha amizade com Augusto Cury

Conheci Augusto Cury e sua encantadora esposa, Suleima, numa das suas primeiras visitas a Portugal, estava ainda o Instituto da Inteligência nos seus primórdios. Recordo que o encontro deu-se num hotel do Porto, na zona da Ribeira, num dia de Inverno bafejado pelo Sol.
Isto aconteceu pouco tempo depois dele ter lançado o livro Inteligência Multifocal (1998), obra que me seduziu pela forma como aborda e explica uma série de fenómenos ligados aos bastidores da mente humana e intrinsecamente envolvidos na construção dos pensamentos (memória, emoções, etc.). (Confesso que continua a ser, para mim, uma das mais lúcidas e inspiradoras explicações sobre o funcionamento da mente e o seu papel nos comportamentos).
Escusado será dizer que, sendo eu portador de um exemplar, justificava-se pedir-lhe um autógrafo. Foi esta a motivação inicial para o conhecer. E assim aconteceu. Conversámos toda a manhã, a qual terminou num típico e acolhedor restaurante da zona ribeirinha da minha cidade.
De tarde foi a despedida e a promessa de que ambos continuaríamos nos comunicando pelos meios possíveis até que um dia o destino nos juntasse de novo frente-a-frente.
Desde então Augusto Cury enveredou por uma carreira fulgorante de escritor passando rapidamente para o patamar dos autores mais lidos em lingua portuguesa sendo também best-seller noutras linguas onde vários dos seus livros têm sido publicados.
Aplaudido por muitos, criticado por outros (especialmente pela sua obra Inteligência Multifocal que desbrava caminhos novos para o entendimento da mente humana), Augusto Cury é um verdadeiro coach munido de uma linguagem fluente e cativante. Ele não escreve para os académicos mas para o povo, para as pessoas comuns que anseiam desenvolver o seu auto-conhecimento ou melhorar suas vidas. É, por isso, mais do que um cientista, um psiquiatra e um pedagogo. Estas particularidades constituem uma das suas grandes virtudes e que, como tal, concorrem para o seu sucesso entre o grande público.
Eu e ele comungamos de muitas ideias, valores e projectos e isso tem feito com que Augusto Cury tenha tido a gentileza de referir o meu nome ou o do Instituto da Inteligência em várias das suas obras, o que muito me tem honrado.
Os anos passaram-se e a ligação entre nós, embora dificultada pela distância e a agenda de trabalho de cada um, manteve-se esporadicamente.
Finalmente, pretendendo o Instituto da Inteligência e a Universidade da Criança (Algarve), liderada pelo extraordinário pedagogo Dr Ricardo Monteiro, realizar, em 2008, o Congresso Nacional do Instituto da Inteligência (uma ideia que partiu daquele pedagogo e a levar a efeito, no Algarve, no próximo Outono) decidiu-se convidar o Dr Augusto Cury para vir abrilhantar e enriquecer o nosso primeiro congresso.
Embora dependendo da sua agenda de trabalho, Augusto Cury aceitou o convite. Seria, para mim, o reencontro desejado com um autor que muito admiro e estimo e com um amigo que sempre me manteve na sua memória. Tomara que a sua agenda lhe permita estar presente.
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A criação deste Centro de Estudos Augusto Cury, integrado no Instituto da Inteligência, justifica-se, como se compreende, pela importância que a obra daquele autor atingiu entre nós, muito em especial entre psicólogos, professores, pais e especialistas de recursos humanos.
Com o Centro pretende-se não apenas divulgar mais ainda a sua obra (actual e futura) mas também a realização regular de eventos (seminários, workshops, grupos de encontro, etc.) orientados para o estudo, a reflexão e a aprendizagem das muitas lições de vida que Augusto Cury tem vindo a transmitir à Humanidade.
O email que me dirigiu recentemente (em 24 Março 2008) deu-me muita alegria porque ele autoriza e apoia a criação deste Centro de Estudos e manifesta o seu desejo de estar presente no 1º Congresso Nacional do Instituto da Inteligência.
Nelson S Lima
Fundador e Director do Instituto da Inteligência

As nossas emoções

Para Augusto Cury, as emoções são campos de energia em contínuo estado de transformação. Elas passam por inevitáveis ciclos diários sendo por isso difícil conseguirmos o equilíbrio emocional perfeito. Alguma flutuação emocional é típica do ser humano e é entre estados de prazer e estados de tristeza que a nossa vida avança. Os problemas só começam a surgir quando os estados negativos (como a ansiedade, a angústia, a tristeza, e muitos outros) tomam conta da nossa vida, dominando-nos totalmente.
As emoções são muito antigas
O Homem é o ser vivo mais emotivo da Terra. Para o bem e para o mal, as emoções fazem parte da nossa vida. Elas têm uma origem muito longínqua no tempo. Os investigadores pensam que as primeiras emoções terão começado a ser "produzidas" no cérebro de espécies muito antigas de primatas, há cerca de 60 milhões da anos, numa época em que o nosso planeta estaria habitado por uma grande diversidade de espécies de protoprimatas.
Todos os estudos sugerem que as primeiras emoções nos primatas terão sido o medo e a cólera (esta associada ao medo na agressividade defensiva), e obviamente relacionadas com a sobrevivência. O medo era o motor da fuga aos perigos e da precaução mas também do ataque em nome da defesa da vida.
Ao contrário dos primeiros primatas que eram animais muito barulhentos e excitados (como os macacos actuais) e, por isso, facilmente detectados pelos predadores, os símios superiores e mais tarde os hominídeos aprenderam a desenvolver o controlo das emoções para poderem sobreviver e serem capazes de estabelecer e sustentar relações sociais entre si, das quais poderiam depender a sua sobrevivência e a evolução das famílias e das próprias espécies.
Com o avançar dos tempos, o cérebro dos antigos humanos evoluiu (lentamente) e desenvolveu outros tipos estruturas capazes de produzirem outras emoções.
Actualmente, somos o animal com o maior e complexo repertório emocional. As emoções são, por conseguinte, objecto de muitas investigações e, nos anos mais recentes, tem merecido muitas obras de divulgação e alimentado uma infinidade de páginas e horas na comunicação social.
Treinar as emoções
Ao contrário de outras competências psíquicas, as emoções escapam facilmente ao controlo da razão e da auto-crítica. Elas podem tornar-se avassaladoras e dominarem, por completo, a nossa vida. Por isso é que rapidamente se tornaram muito populares os livros de auto-ajuda dedicados à inteligência emocional (uma terminologia cientificamente discutível mas geralmente aceite).
Nos livros de Augusto Cury, as emoções são, também, por excelência, o tema mais focado. Uma das suas primeiras obras dedicadas à matéria é o livro Treinando a Emoção Para Ser Feliz, o qual data de 2001. Foi um sucesso imediato pois durante o primeiro ano produziram-se 14 edições, só no Brasil.
Foi um trabalho que Cury dedicou a "todos aqueles que não desistem de si mesmos e que descobriram que a vida é o maior de todos os espectáculos (...) e àqueles que, mesmo com lágrimas, anseiam pelo direito de ser livres e felizes...". Trata-se de um verdadeiro guia para a felicidade, algo que "tem muitas filhas e filhos: o amor, a tranquilidade, a sabedoria, a alegria, a paciência, a tolerância, a solidariedade, o perdão, a perseverança, o domínio próprio, a bondade, a auto-estima".
Uma sociedade neurótica
A complexidade do mundo actual, com as suas ambiguidades, a rapidez das transformações a todos os níveis (tecnológicos, políticos, sociais, etc.) e as pressões que se exercem sobre as pessoas, tornou a nossa vida um pouco mais complicada e difícil do que antigamente. Vivemos apressadamente sob o signo da competição. E isto gera desequilíbrios emocionais e o avanço de doenças psicossomáticas. Para Cury, "estamos adoecendo colectivamente no território da emoção", não apenas por perturbações clássicas como a ansiedade ou o síndrome do pânico mas também por inúmeros outros transtornos psíquicos e comportamentais como a instabilidade, a irritabilidade emocional, a paranóia e o que ele designa como "síndrome do pensamento acelerado".
Hoje, o mundo tornou-se numa "máquina de stress". As pessoas sofrem imenso com ideias negativas, preocupações existenciais, obsessões com a imagem e a estética, e muitos outros desequilíbrios.
Reflectir sobre o futuro
Em Treinando a Emoção, Cury alerta-nos também para um problema psicológico que não deixa de ser interessante sob o ponto de vista clínico: o envelhecimento da emoção. O autor constatou que geralmente as crianças são mais alegres que os adolescentes, que estes são mais alegres que os adultos e que estes são mais alegres que os idosos. Ou seja, os estados emocionais de sinal negativo aumentam em número e em gravidade com a idade, embora variando de caso para caso.
Isto é devido à memória, a qual regista os acontecimentos de maior carga emocional. Cury chama a este fenómeno de RAM (registo automático da memória, o qual aparece descrito em pormenor no seu livro Inteligência Multifocal). Ora o envelhecimento precoce da emoção começa à medida que "vamos entulhando o centro da memória de uso contínuo" com registos negativos (rejeições, perdas, frustações, etc.), os quais vão afectando a nossa memória existencial.
Cury apressa-se a apelar para a necessidade de "rejuvenecermos" as emoções. E apresenta-nos seis medidas:
1º Contemplarmos o belo nos pequenos eventos da vida.
2º Irrigarmos a mente com pensamentos agradáveis.
3º Pensarmos como adultos, sentirmos como crianças.
4º Não sofrermos por antecipação imaginando o pior.
5º Protegermos as emoções (pensar muito em algo negativo aumenta a ansiedade e esta, quando crónica, envelhece a emoção).
6º Não sermos carrascos de nós próprios (colocando metas difíceis de atingirmos, evitar os sentimentos de culpa, etc.).
A educação emocional
Milhares de anos depois de termos criado diferentes civilizações não faltam os conselhos e chegados a este ponto - uma sociedade neurótica - é tempo de "repensar a nossa espécie". A violência nas escolas, as crises entre os povos, a discriminação, o terrorismo e tantas outras evidências da nossa falta de poder para gerirmos as emoções com inteligência, racionalidade e sentido crítico devem merecer da nossa parte um olhar crítico mas de sinal positivo e pró-activo.
Augusto Cury sugere, por isso, que "temos de reflectir para onde estamos caminhando e que tipo de homem estamos formando". A educação é um campo vastíssimo para muitas aprendizagens. A educação emocional, que Nelson Lima (Instituto da Inteligência) tem defendido como alternativa à inteligência emocional, é uma ideia baseada nas obras de Cury e representa um passo em frente no sentido de uma sociedade melhor. A começar no berço. Para que continuemos a ser uma espécie bem sucedida no grande palco da Vida.

Ensinando aos alunos tímidos

Guardem esta frase: “A sala de aula não é um exército de pessoas caladas nem um teatro onde o professor é o único actor e os alunos, espectadores passivos. Todos são actores da educação. A educação deve ser participativa”.
Em minha opinião, um quinto do tempo escolar deveria ser gasto com os alunos dando aulas na frente da classe. Os professores relaxariam nesse período, e os alunos se comprometeriam com a educação, desenvolveriam capacidade crítica, raciocínio esquemático, superariam a fobia social.
Peço aos mestres para darem especial atenção aos alunos tímidos. Eles têm diversos graus de fobia social, de expressar suas idéias em público. Estamos fabricando uma massa de jovens tímidos. Os tímidos falam pouco, mas pensam muito e, às vezes, se atormentam com seus pensamentos. Já disse, os tímidos costumam ser óptimos para os outros, mas péssimos para si mesmos. São éticos e preocupados com a sociedade, mas não cuidam da sua qualidade de vida.
Os educadores são escultores da emoção. Eduquem olhando nos olhos, eduquem com gestos: eles falam tanto quanto as palavras. Sentar em forma de ferradura ou em círculo aquieta o pensamento, melhora a concentração, diminui a ansiedade dos alunos. O clima da classe fica agradável e a interação social dá um grande salto.
Augusto Cury

Objectivo: filhos brilhantes, alunos fascinantes!

Nestes tempos complexos em que a Educação tem levantado tantas questões e inspirado tantos estudos e debates, o pensamento e a obra de Augusto Cury sobre o papel da escola e do ensino assumem uma actualidade e uma importância relevantes.
No livro Filhos Brilhantes, Alunos Fascinantes, Cury reflecte sobre a educação como uma ferramenta de transformação da humanidade, desta feita através de uma cativante narrativa. Relata-nos, ao longo destas páginas, a história de Romanov, um professor original, inovador e muitíssimo inteligente, que traz para cada sala de aula o sol da criatividade e a luz do pensamento crítico. Destacado para uma escola que tem a alcunha de «Escola dos Pesadelos», Romanov depara com diversos alunos, professores e pais alienados e desiludidos; contudo, através da arte do ensino, consegue, pouco a pouco, devolver-lhes a capacidade de sonhar e de construir uma vida melhor.
Constituindo uma das mais belas e preciosas fontes de inspiração para pais e outros educadores, o livro Filhos Brilhantes, Alunos Fascinantes será o tema central de uma série de seminários promovidos por este Centro.

Mudar a vida é possível!

Acontecimentos traumáticos podem mudar a nossa vida de um momento para outro. Mas a violência com que surgem deixam marcas negativas que se enraizam na memória e nos fazem sofrer.
Muitos outros acontecimentos e situações insinuam-se de forma vaga mas tornam-se a pouco e pouco igualmente traumatizantes. A solidão é um desses problemas. Nas sociedades actuais ela está a aumentar cada vez mais. Apesar do aumento de meios e oportunidades de comunicação as relações sociais estão a ficar cada vez mais pobres. Isso faz com que um número crescente de pessoas se sintam cansadas e tristes. Para Augusto Cury nós estamos a adoecer colectivamente.
No livro Doze Semanas Para Mudar Uma Vida, Cury apresenta um programa que contém ferramentas psicológicas úteis para educar a emoção, vencer o stress e prevenir a ansiedade e outros transtornos psíquicos. A obra, de leitura fácil, contribui também para resolver conflitos sociais e construir relações sólidas entre pais e filhos, professores e alunos e colegas de trabalho.
São doze leis da psicologia trabalhadas com simplicidade para que possam ser amplamente aplicadas na vida diária, transformando o conhecimento em experiência. É uma prática existencial para ser exercitada por todos aqueles que querem conhecer o seu próprio ser e dar um salto na sua qualidade de vida.

Temos de reinventar a Educação

Reconstruir a educação mudando as técnicas de ensinar e contando com o apoio de pais brilhantes e professores fascinantes, esta é uma das vertentes preconizadas por Augusto Cury.
"O livro Pais Brilhantes, Professores Fascinantes é uma mudança na educação que está falida no mundo todo", afirma o autor. Para este, a educação deve ser reinventada, reconstruída e não consertada. “Durante vários períodos tivemos grandes teorias: Freud, Piaget e outros, mas estas, nos dias actuais, não funcionam mais, pelo facto de termos mexido na caixa preta do funcionamento da mente com as crianças e adolescentes do mundo”, enfatiza.
O livro está causando uma verdadeira revolução na educação. Hoje é um dos mais vendidos, o best-seller dos últimos anos. Segundo o autor, os pais que estão colocando em prática o ensinamento estão felizes por ajudar os seus filhos. Em relação às escolas, o autor diz que é onde está ocorrendo a maior mudança. “ Nos últimos dez anos, os alunos estão valorizando seus mestres, estes estão se tornando mestres da vida e não apenas transmissores de conhecimento objectivo”.
Síndrome
Cury aponta o excesso de estímulo da TV, de conhecimento como a nova mudança nos paradigmas educacionais. “O estímulo dobra a cada cinco anos o que acontecia a cada 200 anos” diz. Além disso, para ele, a paranóia do consumo e da estética estimulou os fenómenos. “São eles que lêem a memória e constroem cadeias de pensamentos, produzindo uma nova síndrome chamada Síndrome do Pensamento Acelerado (SPA)”, afirma Cury complementando que, no mundo, todos cometem um crime contra a mente das crianças, dos adolescentes. “O SPA é caracterizado por baixa concentração, dificuldade em lidar com estímulos da rotina diária, irritabilidade, esquecimento, ansiedade intensa”.
No livro, o autor grita a dezenas de países, onde a obra está sendo publicada, que a sociedade moderna comete um grave crime contra a juventude mundial. “Temos que reiventar a educação”, afirma.
Mudanças educacionais
Para Cury, a forma como acontece a educação escolar é equivocada. “Na vida toda, a educação escolar gera servos e não pensadores, por isso, preconizamos que as crianças sentem em círculos ou duplo-círculos, que haja música ambiente em sala de aula, preferencialmente música clássica, para que a emoção cruze com a informação lógica do professor e seja registrada de maneira privilegiada”, informa.
Alternativas
Segundo o psicoterapeuta a disposição de fileiras nas salas de aula limitam o aluno. Sentar em círculo ou duplo círculo e música ambiente, para Cury, somente estas duas técnicas já reduzem em 40% a 50% o stress dos professores e alunos. “Melhora a concentração dos estudantes, o rendimento intelectual e possibilita a vivência do que Platão já preconizava há dois mil anos- o deleite do prazer de aprender”, explica.
Além disso, ele enfatiza que os professores não espalhem conhecimentos enlatados. “Que eles não dêem conhecimento pronto como um MacDonald que produz um sanduíche pronto. Conhecimento pronto marca a capacidade criativa, destrói a ousadia, a aventura do conhecimento”.
Professores
Aos professores ele recomenda o desenvolvimento da dúvida. “No momento que expõem o conhecimento questionando, é necessário ensinar debatendo as idéias, perguntando, assim gerarão pensadores e não repetidores de informação”.
Outro ponto é que o professor cruze sua história com a dos alunos, de vez em quando, uma vez por semana, durante alguns minutos. Que ele possa falar sobre um período da sua vida, das suas tristezas, angústias, sonhos, aventuras, golpes de audácia. “Enfim, o professor fascinante é aquele que não ensina apenas matéria, mas que ensina a vida e fale de si mesmo”, comenta Cury.
Pais
Aos pais, segundo ele, cabe a participação. “Os pais devem deixar de ser manuais de regras e de críticas”, enfatiza. “Pais brilhantes são também aqueles que cruzam suas histórias, que têm coragem de perguntar a seus filhos quais os seus dias mais tristes, quais foram as suas frustrações mais importantes”, alerta.
Os pais devem questionar os seus erros aos filhos, e perguntar a eles o que pode ser feito para melhorar a relação em família, de forma a torná-la mais feliz. “A relação entre pais e filhos está péssima, um caos”, avalia Cury.
Segundo ele, os pais cultos - que tem uma ou duas faculdades -, às vezes mestrado ou doutorado, que têm sucesso financeiro, são grandes empresários que possuem alto status social estão gerando filhos doentes. “Isto porque não basta dar apenas o conhecimento lógico, uma boa escola, comprar brinquedos, excelentes roupas; os filhos precisam da história dos próprios pais, das lágrimas destes, do coração emocional, muito mais que do dinheiro deles”, informa.
Para ele, no mundo todo assiste-se a um processo de solidão. “As pessoas moram na mesma casa, comem da mesma comida, respiram o mesmo ar, mas estão distantes uns dos outros”, diz.
(Texto retirado de um entrevista de Elisangela Farias a A.Cury)

O que é a inteligência multifocal

Augusto Cury empreendeu ao longo de mais de 17 anos uma teoria original sobre o funcionamento da mente humana. No livro Inteligência Multifocal (1998) ele esclarece assuntos e revela factos que desafia a nossa noção do funcionamento da mente humana. Ele discursa (entre vários outros assuntos) a respeito dos 4 grandes fenómenos universais a todo ser humano (três deles independentes à vontade e controle consciente do "Eu") que trabalham sinergicamente nos bastidores de nossa mente para produzir o fantástico mundo dos processos de construção dos pensamentos e da transformação da energia emocional e motivacional:
O Autofluxo da Energia Psíquica
A Autochecagem da Memória
A Âncora da Memória e o
“Eu”.
O discurso do escritor a respeito do fenómeno do Autofluxo da Energia Psíquica indica que nossa mente vive numa dinâmica constante e inevitável desde os primeiros pensamentos produzidos pelo feto até o fim da vida do ser humano, é impossível para nós interrompermos o fluxo de nossos pensamentos, pois o Autofluxo da Energia Psíquica actua independente à nossa vontade consciente, até mesmo a tentativa do vácuo de pensamento já é uma manifestação do pensamento.
A produção de conhecimento do escritor em relação ao fen'omeno da Autochecagem da Memória procura desvendar que muitos dos pensamentos e emoções gerados nos bastidores de nossa mente são produtos de um fenómeno que actua clandestinamente lendo determinadas áreas da memória, sintetizando pensamentos e modificando o conteúdo de nossa emoção "sem que tenhamos autorizado tal actividade".
O discurso do escritor a respeito do fenómeno da Âncora da Memória procura abrir nossos olhos para o facto de que nem todo conteúdo de nossa memória está disponível para ser lido num determinado momento existencial, mas sim algumas áreas determinadas por esse fenómeno. Segundo o dr. Cury, os deslocamentos da Âncora da Memória consistem na variável intrapsíquica de maior relevância em relação ao conteúdo de nossos pensamentos. Em momentos e fases de vida de forte turbulência emocional a Âncora da Memória pode "travar" restringindo nosso acesso a “diversos arquivos existenciais”, tornando-nos rígidos, pobres e pouco qualitativos nos nossos pensamentos gerando não poucas vezes várias distorções na interpretação dos factos e situações psicossociais.
Finalmente, o fenômeno do “Eu” pode ser definido como a nossa consciência existencial do mundo que somos e em que estamos, em resumo, nossa identidade existencial, nossa consciência de nós mesmos. Aquilo que o nosso nome representa.
O Eu, através do processo de interiorização existencial pode exercer um domínio no redireccionamento dos outros 3 fenómenos; porém, jamais interromper ou eliminar essa actuação. O Eu é ao mesmo tempo servo e líder do Autofluxo, da Autochecagem e da Âncora da Memória. Sem uma postura firme, apaixonada e determinada do “Eu”, a nossa produção de pensamentos e emoções ficam entregues aos outros 3 fenómenos intrapsíquicos os quais têm a função primordial de "financiar" gratuitamente o funcionamento da mente, porém o pensamento crítico, centrado em princípios humanísticos, é a responsabilidade principal do “Eu”.
Caso esse fenómeno não amadureça qualitativamente ao longo do processo existencial, a nossa produção de conhecimento pode ter muito pouca qualidade gerando todas as formas de violação dos direitos humanos.
No livro são também discutidos vários outros temas: os 3 tipos básicos de pensamento: Essencial, Dialético e Antidialético; as principais funções da memória; a virtualidade dos pensamentos conscientes e da consciência existencial que jamais conseguem atingir a verdade essencial; a verdade científica que busca incessantemente alcançar a verdade essencial sem jamais alcançá-la pois esta é inesgotável; a comunicação interpessoal mediada; As 5 grandes fases do processo de interpretação; a constante busca do ser humano em produzir conhecimento e relacionamentos para fugir da “Solidão Paradoxal Inconsciente da Consciência Existencial”, que se manifesta na superfície consciente através da Solidão Emocional; os processos de encadeamento distorcidos na construção de pensamentos; o fenómeno inconsciente da Psicoadaptação e vários outros assuntos decorrentes da actuação dos 4 grandes fenómenos que "financiam" a inteligência humana. Um livro especialmente aconselhável a estudiosos da área da psique.
Texto baseado num resumo realizado por paulosecundo.
Ler entrevista com Augusto Cury sobre inteligência multifocal (clique).

Pensar o Futuro Desenvolve a Mente!

Chama-se "horizonte de tempo" e traduz a capacidade de concebermos o tempo na nossa mente e de nos projectarmos no futuro. É o período cognitivo dentro do qual somos capazes de projectar, planear e executar acções no futuro.
Elliot Jacques, um antigo professor de sociologia britânico, chamou a esta capacidade "janela do tempo". Ele foi peremptório: "a duração máxima de tempo que a mente de uma pessoa pode alcançar permite avaliar e definir o nível do poder cognitivo dessa pessoa".
Geralmente, as pessoas com um horizonte de tempo amplo são bastante inteligentes e, por isso, podem ser magníficos visionários (no sentido em que percebem as mudanças subtis que ocorrem na sociedade e são capazes de intuitivamente conceber o que vai acontecer), além de excelentes condutores de missões.
Efectivamente, aumentam as provas (científicas) de que quanto mais longe o nosso cérebro for capaz de "trabalhar" no tempo mais inteligentes nos tornamos. Essa capacidade está localizada nos chamados "lobos frontais", as zonas mais modernas (em termos evolutivos) do cérebro humano.
Nas pessoas em que o "horizonte de tempo" é pequeno verifica-se alguma rigidez na elasticidade de resposta a desafios em que o factor tempo seja prioritário.
Em épocas como a nossa - em que temos de lidar com a complexidade, a ambiguidade, a rapidez dos acontecimentos e o paradoxo - as pessoas habilitadas a funcionar com amplos "horizontes de tempo" estão mais à-vontade para responderem criativamente aos desafios.
Robert Cooper, um prestigiado psicólogo organizacional, foi um extraordinário professor que me fez perceber a importância que cada um de nós deve dar ao factor "tempo" e à "percepção do futuro".
Recordamos alguns dos seus conselhos para agilizarmos a mente e desenvolvermos nela o "horizonte de tempo":
- estar abertos a todas as fontes de informação;
- procurar mais do que uma resposta para os problemas;- usar conhecimentos ou dados contraditórios para gerar respostas alternativas;
- pensar fora das regras e normas habituais (ser criativo e inovador!!);
- dar atenção a tudo aquilo que, relativamente a um problema, fique por dizer;
- não ter receio de gerar "novas teorias" ou de "ver as coisas de forma diferente";
- encarar a incerteza como recurso!
Aquele professor sugeria também que, para começar, deveríamos desenvolver "uma visão pessoal do tempo futuro" (uma verdadeira "autobiografia futura"), imaginando-nos a actuar num tempo futuro.
Aliás, este é um exercício que costumamos aconselhar frequentemente às pessoas com alguns problemas de adaptação: convidamo-las a imaginar onde gostariam de estar e de fazer a 5 ou 10 anos de distância! Não é um trabalho de adivinhação mas de preparação mental e de expansão da consciência para o futuro. Os resultados são habitualmente muito animadores.

Como se faz isso? Recordemos as palavras do professor: programar algum tempo semanal para, num lugar calmo, olhar para o futuro "vendo-nos" a actuar onde gostaríamos de estar. É um trabalho pró-activo é susceptível de alargar o nosso "horizonte de tempo".
Estámos muito agarrados ao passado (estudamos a História), vivemos muito dependentes do que já aconteceu nas nossas vidas.
O agora é fugidio e também não lhe prestamos a atenção devida. Olhando mais para a frente - o futuro - restam-nos planos, ambições ou medos. Há quem se recuse a pensar na vida a mais de uns quantos meses para a frente.
O futuro, de facto, não existe; está por acontecer, é indeterminado. Mas ao desenvolvermos a nossa "visão" interior ficaremos mais aptos a enfrentar com sucesso e de forma positiva tudo aquilo que o futuro nos trouxer. Por outro lado, ficaremos mais habilitados a modificarmos no presente elementos que irão repercurtir-se no futuro, alterando aquilo que um tanto fatalisticamente chamamos de "destino".

O poder da mente é real

Cepticismos à parte, a Ciência cada vez está mais convencida de que a relação entre a mente e o corpo físico é extremamente importante. Vejamos.
Pessoas com dores crónicas podem melhorar a sintomatologia através da meditação, de acordo com o Dr Alan Schatzberg, professor de Psiquiatria e Ciências do Comportamento na Faculdade de Medicina da Universidade de Stanford (USA). Efectivamente, o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (um organismo governamental) reconheceu já a meditação como uma prática terapêutica que pode ser associada à medicina convencional.
A importância da relação entre o poder da mente e o corpo tem conseguido cativar a atenção de cientistas e outros estudiosos. Recentemente, no decorrer de uma conferência intitulada "Ciência e Mente", que teve a presença do Dalai Lama, um dos temas que mais aliciou os participantes foi apresentado por Jack Pittigrew, um renomeado fisiologista australiano. Uma técnica de auto-anestesia, chamada Thong Len, descrita no Livro Tibetano dos Vivos e dos Mortos tem um efeito poderoso. Consiste apenas em imaginarmos a dor de alguém, como uma queimadura, e dirigi-la para nós. Ao apropriar-nos da dor de alguém a nossa própria dor desaparece. Claro que tudo isto requer treino (notícia divulgada pelo docente e investigador universitário Dr Joaquim Fernandes do Centro Transdisciplinar de Estudos da Consciência, da Universidade Fernando Pessoa, no Porto).

Esclarecendo dúvidas

"Quer os pacientes estejam sendo afligidos pela angina ou pela asma, a revolucionária combinação da ciência médica convencional com os tratamentos antigos, a mistura do Ocidente com o Oriente, proporciona-nos um tratamento mais completo e frequentemente mais humano do que seria possível com quaisquer das abordagens isoladamente. Os meus pacientes provaram isso para mim, fazendo com que eu embarcasse na minha própria jornada rumo a uma visão mais abrangente da medicina, de modo a nunca substimar o papel da mente (...)." - confissões do dr Mehmer Oz, brilhante cirurgião cardiovascular do Columbia Presbyterian Medical Center de Nova Iorque.
Em seu apoio, o dr Dean Ornish, professor de Medicina da Universidade da Califórnia e do Instituto de Pesquisa em Medicina Preventiva, acrescentou:"O verdadeiro cientista deve ser receptivo a novas ideias e, ao mesmo tempo, conservar um certo cepticismo. Por que não podemos ser mais tolerantes com aquilo que não nos é familiar? Por que não podemos adoptar uma visão mais receptiva e inquiridora em relação à cura?".

Os três relógios do cérebro

O tempo é uma dimensão inseparável da vida. O nosso cérebro é actualmente influenciado pela omnipresença do relógio e do calendário. Dividimos o tempo em anos-luz, em milénios, séculos, décadas, anos, meses, semanas, dias, horas, minutos e por aí fora. Mas, para além desta divisão artificial e útil do tempo, o nosso cérebro está sintonizado com os ritmos biológicos.
O cérebro humano obedece a 3 relógios naturais: o primeiro determina o ritmo dos dias e é marcado pelo sono da noite e o despertar da manhã; o segundo controla processos de milésimos de segundos como as actividades psicomotoras finas; e o terceiro é aquele que nos permite ter consciência da passagem do tempo.
A Universidade de Duke, nos Estados Unidos, que se tem debruçado sobre este tema, concluiu que é numa determinada região do cérebro chamada "corpo estriado" que se localizam uns neurónios responsáveis pela precepção do tempo. Parece que estas células integram todas as ondas eléctricas emitidas por outras regiões do cérebro dando-nos consciência do tempo.
Quer ter a sensação de que o tempo flui rapidamente? Dedique-se a uma actividade agradável e envolvente. Quer sentir o tempo passar devagar? Faça meditação ou fixe o mostrador de um relógio. Relaxe e o tempo desliza vagarosamente.

Como é bom Saber!

"Se os textos lhes agradam, óptimo. Caso contrário, não continuem, pois a leitura obrigatória é uma coisa tão absurda quanto a felicidade obrigatória." (Jorge Luis Borges)
Tomei conhecimento a partir de um artigo do excelente Gilberto Dimenstein que 180 mil jovens com formação superior não foram suficientes e capazes para atender à procura de 872 vagas de estágio em empresas brasileiras.
Reflexo da crise de nosso modelo educacional, estes números, tabulados ano passado pela pesquisadora Sofia Esteves do Amaral, indicam o abismo existente entre o que as escolas entregam e o que as empresas solicitam. A qualificação acadêmica está desalinhada da qualificação profissional.
É indiscutível que devemos promover uma Cruzada pela Educação. Vender a idéia da Educação, colocando-a como prioridade, ao lado da Saúde e da Ciência e Tecnologia, nas discussões orçamentais e de planeamento estratégico nacional. Criar o conceito de responsabilidade educacional e infligir com a perda do mandato de autarcas que desviam recursos das salas de aulas para a construção de estradas e outras finalidades que lhes conferem capital político mais imediato. E investir no docente, sua formação e sua remuneração, pois a chave da boa escola é o professor.
Todavia, mesmo diante de toda esta breve argumentação, minha conclusão mais precisa é que o problema da Educação está na escola que ficou chata, perdeu a graça, não acompanhou a evolução do mundo moderno. O aluno não vê aula, quando vê não presta atenção, não se aplica nos deveres de casa e vai mal nas provas. Lembra-me aquela máxima marxista: uns fingem que ensinam, outros fingem que aprendem. Só esqueceram de avisar o mercado desta combinação.
São estes alunos que serão reprovados num simples processo selectivo. E serão eles que, gerindo companhias ou decidindo empreender um negócio próprio, engordarão as já elevadas estatísticas de insucessos empresariais.
A Educação perdeu o sabor. E é curioso constatar isso quando desvendamos pela etimologia que as palavras sabor e saber têm a mesma origem no verbo latino sapare. O conhecimento é para ser provado, degustado. É como se a cabeça (o estudar) estivesse em plena consonância com o coração (o gostar).
O que me faz avançar madrugada adentro postado diante de um monitor, digitando num teclado, com música ao fundo e pensamento ao longe, produzindo artigos como este? A resposta está no desejo de escrever um texto que traga prazer ao leitor tal qual o banquete preparado por um cozinheiro a seus convidados.
Todo escritor tem duas fontes de inspiração: uma musa e outros escritores. Minha musa é o próprio mundo, uma obra de arte, um livro dos mais belos para quem o sabe ler. Já meus "padrinhos" são muitos, são tantos, que não posso colocar-me a relacioná-los. Acabariam as laudas, faltaria paciência ao leitor e eu incorreria invariavelmente no pecado capital da negligência, deixando de citar nomes por traição da memória.
Rubem Alves é um destes nomes. Vem dele a inspiração desta metáfora que envolve escritores e cozinheiros. Minha cozinha fica numa sala. Minha bancada é uma mesa. Meu fogão é um computador. Minhas panelas são minha cabeça. Meus ingredientes são as palavras. Vou selecionando-as, misturando-as e provando de seu resultado. Saboreio com os olhos e cuido para que temperos em excesso não acabem com outros sabores.
Há dias em que estou tomado pela culinária italiana. Então produzo textos encorpados que alimentam a consciência e que pedem uma taça de vinho tinto, cor de sangue, de contestação. Corpo e sangue. São os momentos de questionamento da ordem, este prazer da razão, banhado pela desordem, esta delícia da emoção.
Noutros dias, sinto-me inspirado pela cozinha francesa. É quando me torno económico no uso dos ingredientes, mas extravagante no uso dos temperos. É quando surgem os textos mais leves na forma e mais profundos em seu conteúdo, convidando todos a uma demorada reflexão.
E assim sucedem as semanas, sucedem os artigos. A cada semana um prato novo. Alguns nascem naturalmente, exigem pouco tempo de cozedura. Outros, por sua vez, ficam dias no forno. Consomem uma quantidade incrível de palavras. Letras que vêm e que vão. Chegam mesmo a queimar os dedos mas finalizá-los tem seu propósito ao imaginar a satisfação de quem os lerá, estampada no brilho dos olhos, no sorriso de canto de boca.
Assim entrego-me a este ofício, marchando pitagoricamente com o pé direito para as minhas obrigações e com o pé esquerdo para os meus prazeres, tendo a certeza de que o escrito com esforço será lido com apreciação.
Paul Valéry diz que um homem feliz é aquele que, ao despertar, se reencontra com prazer, se reconhece como aquele que gosta de ser. Saber o que se é e o que se deseja ser: quanto saber há nisso!
Texto (adaptado) de Tom Coelho
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Graduação em Economia pela FEA/USP, Publicidade pela ESPM/SP e especialização em Marketing pela MMS/SP e em Qualidade de Vida no Trabalho pela FIA/USP, é empresário, consultor, escritor e palestrante, Diretor da Infinity Consulting, Diretor do Simb/Abrinq e Membro Executivo do NJE/Fiesp.